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BEDA #08: Aquele dia em que aprendi tudo sobre shows

8 de agosto de 2016

Existem alguns dias que mudam a vida da gente. Normalmente são os dias em que a gente tem as idéias mais estúpidas. No dia em questão, decidi ir a um show (meu primeiro show de todos os shows) em um lugar que eu não sabia o endereço, muito menos o caminho. Fui perguntando, de estação em estação, de ônibus em ônibus. Cheguei.

Estava tão preocupada com o caminho, que não calculei que estava sozinha e ia chegar lá e encontrar PESSOAS. Pessoas, pessoas everywhere. Se hoje ainda fico um pouco ansiosa frente a desconhecidos, a Nicas de 16 anos preferia andar de volta todo o caminho (que eu também não sabia) do que interagir com estranhos. Basicamente sentei na fila pedindo pra deus me levar (não aconteceu).

Trinta segundos depois, quatro pessoas sentaram atrás de mim. A mais falante vestia camiseta do grêmio (é mais ou menos um uniforme nos shows do Engenheiros do Hawaii), tinha um namorado e uma garrafa com um liquido que definitivamente não era toddynho. Faltavam SEIS horas pro começo da distribuição de senhas pro show na Fnac.

Não lembro exatamente quando a Ariane decidiu que eu precisava de proteção, mas estava corretíssima (foi minha cara de pânico). Lembro que ela disse algo como “vou te ensinar umas coisas“. Que mulher!

Ela me ensinou o que fazer quando a bestialidade humana transforma a distribuição de senhas no mais total e completo caos (de forma que eu já estava craque quando aconteceu – exatamente como ela disse que aconteceria). Me ensinou a expressão de dó exata que eu tinha que fazer nos tumultos para atrair a compaixão dos seguranças. Me ensinou a causar os tumultos em questão e sair impune. Me ensinou que iam me empurrar de verdade e que a minha única arma eram meus cotovelinhos. E me ensinou: como chegar na grade.

E na terceira música da noite, no momento em que Humberto Gessinger tira os óculos escuros e as-perna-chega-a-tremer, nós chegamos na grade.

E mais importante que tudo isso. Ariane me ensinou a como não deixar ninguém tirar a gente de lá.

Não tenho mais aquelas fotos. Nem as do Humberto Gessinger, nem a minha com os meus inesquecíveis primeiros amigos de fila, mas já perdi o número de shows que vi na grade desde então e eu devo tudo, absolutamente tudo, a menina Ariane com camisa do grêmio que estava matando aula no cursinho.

Filas de Shows10 anos depois: fila do Guns N Roses 2014 e meus amigos de virar a noite

BEDA 2016

Filmes e Séries, Lifestyle, Música

Resumo da Semana #1

29 de fevereiro de 2016

Gosto muito desses posts de resumo da semana porque parece que a gente sentou tudo junto depois do almoço de domingo, fez as unhas, folheou uns catálogos da Avon e se atualizou da vida uma das outras ao som da gritaria da tv aberta de domingo, como essa grande família que somos.

Achei que nem fazia se mais esse tipo de post, mas as miga tem feito isso tão lindamente em suas newsletter (conheça e assine todas aqui), que ficou impossível não manter a chama acesa.

Show dos Stones

O que dizer de uma semana em que os Rolling Stones estiveram na cidade?

APTO 401 - Resumo da Semana #1

Já se vão 11 anos desde o meu primeiro show. Em alguns anos fui a mais de 20 deles (a maioria de qualidade questionável, segundo populares). Talvez já sejam mais de 100. Em um show comecei a namorar (o mesmo moço que há dez anos me ligou pra conversar sobre o show dos Stones em Copacabana e que essa semana estava no Morumbi comigo). Mas quarta-feira, depois de tantos shows e grades e dormidas na fila e Guns N Roses e Pauls McCartneys, o mais incrível foi estar lá pela primeira vez com meus tios. E foi mágico. Já tem um tempo que shows deixaram de me emocionar como antes, mas essa semana teve de novo aquele gosto de primeira vez por causa deles.

Na sexta também fui ver o meu nobre cônjuge tocar num bar e se a Nicas de 18 anos soubesse que na mesma semana ela veria RS em família e iria num show onde ela está dormindo com o baixista, acho que ela explodia.

As Lingeries mais lindas no projeto mais lindo

A Nina fez um post falando sobre esse editorial da TBB, uma marca que se propõe a criar lingeries pra todos os tipos de corpo. Conhecendo o site, é a coleção mais linda que já vi e a de preço mais justo, vale a visita (o frete é caro, mas podemos encomendar muitas coisas e retirarmos todas juntas em São Bernardo, joguei).

APTO 401 - Resumo da Semana #1

Pin, pin, pin!

Coloquei as peças que eu mais gostei (talvez muitas), em um board de desejos no Pinterest, uma rede que sempre ignorei, mas que estou curtindo bastante. Vamos todas nos seguir e nos amar lá.

 Assistindo

APTO 401 - Resumo da Semana #1

Precisamos reagendar esse correria do Oscar pra julho/agosto porque essas séries não vão se assistir sozinhas. Coloquei Scandal em dia (está com uma cara de #AgoraVai) e acredito poder dar conta de tudo o que temos de Shonda até sexta, quando chega House of Cards. #agendas #cronogramas

Assisti o primeiro episódio de Fuller House também, que é uma gracinha, deu um nó na garganta e entrou um cisco no olho aqui. Teve tudo o que uma reunião precisava (e contornou bem o que não deu pra fazer). Mas não acho que vejo a série inteira, como os tios só aparecem de verdade verdadeira no piloto, não acho que embalo o resto. Só encararia todos os 13 capítulos se fosse para ficar o tempo todo admirando o fato de que Tio Jesse, ele não envelheceu um dia sequer.

Lendo

Fevereiro foi muito produtivo! Terminei “Americanah” (muitas questões), a quase-biografia do Stephen King, “Sobre a Escrita“, para o nosso clube de leitura para preguiçosos e ainda “O Rapaz do Colorado“. Ainda não decidi o que vem pra março, mas possivelmente a continuação da série d’Os Garotos Corvos (indicação da  formanda Anna Vitória).

Links, links, links!