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Aquele sobre o Guns N Roses – BEDA #9

9 de agosto de 2017

O problema de se ter 01 sonho razoavelmente impossível, é que quando ele se torna minimamente realizável você acaba fazendo coisas precipitadas. Em 2016, eu vi o Guns N Roses 3 vezes.

Quando o Guns anunciou o Coachella no começo do ano, cotei passagem, visto e hospedagem porque Aquilo Estava Acontecendo. Eu cotei porque esperava que eles discutissem por algo ridículo e vergonhoso ainda descendo do palco do festival. Mas a realidade é que não dava pra ir pra Los Angeles. Só restava esperar.

E a espera, ela é a mãe do Fogo no Rabo.

Tive muitos sentimentos conflituosos durante esses longos meses. Os shows iniciais eram tão engessados que eu rezei para eles brigarem. Ofendi mentalmente cada um deles (sim, até o Slash). Mas cada mínima melhora era 01 expectativa que dava um coiso estranho aqui no estômago. Cada show sem briga dava aquela esperança engraçada. E se tem uma coisa que eu penso sobre esses senhores é que a gente vai jogar junto. Sempre. Então se eles quiserem fazer papelão com turnê ensaiadinha, faremos isso juntos, seja o que deus quiser.

E aí anunciaram Brasil.

Foram 3 horas apertando F5 pra conseguir a pista premium do show de São Paulo. Bateu o desespero e comprei Brasília no meio tempo “pra garantir”. Cogitei comprar Rio também porque era um momento único. Me contive. Consegui São Paulo também! Aí abriu show extra. Por que não?

Quase quatro da manhã, eles estavam vindo e eu tinha 3 ingressos.

No primeiro show de São Paulo eu passei mal o dia todo. A pressão subia e caía. O estômogo dava voooltas. Tremedeira. Um pânico… 01 pânico. Já tinha visto o Axl três vezes antes (foram 3 shows solo do Slash também) e em todas elas eu cheguei com, no mínimo, 16 horas de antecedência. Nesse dia não deu. Cheguei às três da tarde. E bateu o mais absoluto terror de algo dar errado quando faltavam apenas poucas horas para acabar com os anos de espera. Mas milagres acontecem. O sol de estourar mamona e o Dia Útil do Proletário ajudaram. Consegui 01 gradezinha.

Ver o Axl Project é bom. Vem o Slash com o Myles Kennedy também. Mas juntar os dois com o Duff e com mais um monte de brasileiros completamente malucos é indescritível.

Faltando poucos minutos pra começar, eu achava que ia explodir. Aparentemente uma funcionária do Corpo de Bombeiros pensava o mesmo, porque ela perguntou se eu estava bem e se não precisava tomar uma água (spoiler: no final de Rocket Queen ela abriu a água e me fez beber). Foi um pouco aquela coisa lá daquele filme lá da Emma Watson falando que é infinita. Só que ligado no 220v. Foi maravilhoso.

Guns N Roses - São Paulo

Guns N Roses em São Paulo

Guns N Roses em São Paulo

Deu muito certo em um nível inacreditável. E eu pude sentir tudo sabendo que no dia seguinte ia ter mais.

O show extra eu comprei na arquibancada. Com aquela expectativa de ver de um ângulo novo (afinal eu sempre vi da grade aquelas bem íntimas). Foi lindo e foi grande e nem parecia real. O fã, ele desconhece os limites.

E ainda tinha Brasília.

Guns N Roses em São Paulo

Mas entre os shows de São Paulo e Brasília, a vida aconteceu. A vida aconteceu nível fase na água. Na véspera, com tudo comprado, eu tinha desistido de ir. Não lembro hoje o momento exato em que mudei de idéia, mas acho que foi a inércia de sempre se movimentar em direção ao Guns (ou foi uma coisa chamada Taís mesmo).

Queria poder dizer que esse show, como tantos outros antes dele, me trouxe a resposta do que realmente importa na vida (quem fez isso foi Taís), mas ele trouxe de novo aquela sensação de tudo ao mesmo tempo agora, que eu já não lembrava que era uma das minhas preferidas na vida.

Guns N Roses em Brasilia

Guns N Roses em Brasilia

O problema de se ter 01 sonho razoavelmente impossível, é que quando ele se realiza, você perde a mão. Em setembro eu vou ver o Guns N Roses de novo.

 
BEDA 2017 - Se Organizar Todo Mundo Bloga

Pessoal

BEDA #08: Aquele dia em que aprendi tudo sobre shows

8 de agosto de 2016

Existem alguns dias que mudam a vida da gente. Normalmente são os dias em que a gente tem as idéias mais estúpidas. No dia em questão, decidi ir a um show (meu primeiro show de todos os shows) em um lugar que eu não sabia o endereço, muito menos o caminho. Fui perguntando, de estação em estação, de ônibus em ônibus. Cheguei.

Estava tão preocupada com o caminho, que não calculei que estava sozinha e ia chegar lá e encontrar PESSOAS. Pessoas, pessoas everywhere. Se hoje ainda fico um pouco ansiosa frente a desconhecidos, a Nicas de 16 anos preferia andar de volta todo o caminho (que eu também não sabia) do que interagir com estranhos. Basicamente sentei na fila pedindo pra deus me levar (não aconteceu).

Trinta segundos depois, quatro pessoas sentaram atrás de mim. A mais falante vestia camiseta do grêmio (é mais ou menos um uniforme nos shows do Engenheiros do Hawaii), tinha um namorado e uma garrafa com um liquido que definitivamente não era toddynho. Faltavam SEIS horas pro começo da distribuição de senhas pro show na Fnac.

Não lembro exatamente quando a Ariane decidiu que eu precisava de proteção, mas estava corretíssima (foi minha cara de pânico). Lembro que ela disse algo como “vou te ensinar umas coisas“. Que mulher!

Ela me ensinou o que fazer quando a bestialidade humana transforma a distribuição de senhas no mais total e completo caos (de forma que eu já estava craque quando aconteceu – exatamente como ela disse que aconteceria). Me ensinou a expressão de dó exata que eu tinha que fazer nos tumultos para atrair a compaixão dos seguranças. Me ensinou a causar os tumultos em questão e sair impune. Me ensinou que iam me empurrar de verdade e que a minha única arma eram meus cotovelinhos. E me ensinou: como chegar na grade.

E na terceira música da noite, no momento em que Humberto Gessinger tira os óculos escuros e as-perna-chega-a-tremer, nós chegamos na grade.

E mais importante que tudo isso. Ariane me ensinou a como não deixar ninguém tirar a gente de lá.

Não tenho mais aquelas fotos. Nem as do Humberto Gessinger, nem a minha com os meus inesquecíveis primeiros amigos de fila, mas já perdi o número de shows que vi na grade desde então e eu devo tudo, absolutamente tudo, a menina Ariane com camisa do grêmio que estava matando aula no cursinho.

Filas de Shows10 anos depois: fila do Guns N Roses 2014 e meus amigos de virar a noite

BEDA 2016

Filmes e Séries, Lifestyle, Música

Resumo da Semana #1

29 de fevereiro de 2016

Gosto muito desses posts de resumo da semana porque parece que a gente sentou tudo junto depois do almoço de domingo, fez as unhas, folheou uns catálogos da Avon e se atualizou da vida uma das outras ao som da gritaria da tv aberta de domingo, como essa grande família que somos.

Achei que nem fazia se mais esse tipo de post, mas as miga tem feito isso tão lindamente em suas newsletter (conheça e assine todas aqui), que ficou impossível não manter a chama acesa.

Show dos Stones

O que dizer de uma semana em que os Rolling Stones estiveram na cidade?

APTO 401 - Resumo da Semana #1

Já se vão 11 anos desde o meu primeiro show. Em alguns anos fui a mais de 20 deles (a maioria de qualidade questionável, segundo populares). Talvez já sejam mais de 100. Em um show comecei a namorar (o mesmo moço que há dez anos me ligou pra conversar sobre o show dos Stones em Copacabana e que essa semana estava no Morumbi comigo). Mas quarta-feira, depois de tantos shows e grades e dormidas na fila e Guns N Roses e Pauls McCartneys, o mais incrível foi estar lá pela primeira vez com meus tios. E foi mágico. Já tem um tempo que shows deixaram de me emocionar como antes, mas essa semana teve de novo aquele gosto de primeira vez por causa deles.

Na sexta também fui ver o meu nobre cônjuge tocar num bar e se a Nicas de 18 anos soubesse que na mesma semana ela veria RS em família e iria num show onde ela está dormindo com o baixista, acho que ela explodia.

As Lingeries mais lindas no projeto mais lindo

A Nina fez um post falando sobre esse editorial da TBB, uma marca que se propõe a criar lingeries pra todos os tipos de corpo. Conhecendo o site, é a coleção mais linda que já vi e a de preço mais justo, vale a visita (o frete é caro, mas podemos encomendar muitas coisas e retirarmos todas juntas em São Bernardo, joguei).

APTO 401 - Resumo da Semana #1

Pin, pin, pin!

Coloquei as peças que eu mais gostei (talvez muitas), em um board de desejos no Pinterest, uma rede que sempre ignorei, mas que estou curtindo bastante. Vamos todas nos seguir e nos amar lá.

 Assistindo

APTO 401 - Resumo da Semana #1

Precisamos reagendar esse correria do Oscar pra julho/agosto porque essas séries não vão se assistir sozinhas. Coloquei Scandal em dia (está com uma cara de #AgoraVai) e acredito poder dar conta de tudo o que temos de Shonda até sexta, quando chega House of Cards. #agendas #cronogramas

Assisti o primeiro episódio de Fuller House também, que é uma gracinha, deu um nó na garganta e entrou um cisco no olho aqui. Teve tudo o que uma reunião precisava (e contornou bem o que não deu pra fazer). Mas não acho que vejo a série inteira, como os tios só aparecem de verdade verdadeira no piloto, não acho que embalo o resto. Só encararia todos os 13 capítulos se fosse para ficar o tempo todo admirando o fato de que Tio Jesse, ele não envelheceu um dia sequer.

Lendo

Fevereiro foi muito produtivo! Terminei “Americanah” (muitas questões), a quase-biografia do Stephen King, “Sobre a Escrita“, para o nosso clube de leitura para preguiçosos e ainda “O Rapaz do Colorado“. Ainda não decidi o que vem pra março, mas possivelmente a continuação da série d’Os Garotos Corvos (indicação da  formanda Anna Vitória).

Links, links, links!