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São Paulo

SOTMB: Meu lugar preferido

22 de setembro de 2016

Setembro tem desafio fotográfico semanal no nosso grupo de apoio, VEM!

Quando esse tema surgiu no SOTMB (o grupo mais cheio de amor do mundo), me bateu um peso bem grande e reflexivo de “Qual é o meu lugar preferido?”. Passou logo, porque eu tinha mala para arrumar e areia de gato pra trocar, mas mesmo assim, ele existiu.

Eu reassisti Mensagem para Você esses dias (um dos melhores filmes já feitos, Meg te amo, vamos ser migas, me tweeta!) e fiquei lembrando o quando aquela foi a minha vida dos sonhos por muitos e muitos anos. E percebi o quanto eu sou sortuda de ter adaptado essa rotina e essa vida pra mim: eu vivo a cidade como sempre quis viver. Volto a pé do metrô até em casa depois do trabalho (um sonho de muitos anos),  tenho meus cafés preferidos a uma caminhada de distância e sinto um conforto indescritível por existir no centro, porque we are all mad here.

No centro somos fãs de coretos (e fazemos campanha pra salvar o da Praça da República), de prédios antigos, da arquitetura da cidade e de lugares que pararam no tempo, na época em que as coisas eram corretas (aka tinha pão de calabresa fresquinho no horário marcado) (essa maravilha fica ali na 13 de maio). Chamamos o Elevado de Parque Minhocão porque isso é o certo e nos orgulhamos dos nossos PFs. A luz aqui é mais bonita.

Me encontro frequentemente com amigos de vários locais do Centro (e o Centro, ele é grande demais) e com amigos que não moram aqui, mas sentem pelo local o amor reservado a um lar. Formamos todos um grupo de vizinhos excêntricos.

Mais que um endereço, o centro é um estado de espírito.

Nem sempre é fácil viver aqui. Mas não acho que seja tão mais difícil que eu outros lugares. O maior problema é que as pessoas ainda acham que por o centro ser um conhecido local público, a sua vida e a sua casa também são. Ouvimos opiniões que não foram solicitadas, julgamentos jamais autorizados e nos negam convites de jantar com “não vou te visitar a noite porque é perigoso”. Nunca ouvi esses disparates morando em outros lugares (muito mais perigosos que o centro), mas aqui parece que a gente vira patrimônio público (como muitos dos nossos prédios) e há boatos de que devemos satisfação.

Já ouvi que no Centro tem pulgas, prostitutas e mendigos por toda a parte. Não só não neguei como disse que também temos percevejos, que é pra manter gente preconceituosa longe mesmo. Se falam que não vem visitar porque a noite aqui é perigosa, conto que ontem mesmo decaptaram sete pessoas na saída do Terminal Bandeira. Amamos o centro (iremos protegê-lo) e queremos nele só para pessoas maravilhosas.

Esse é o meu lugar preferido no mundo e, depois de um dia de modernos e retos prédios no Itaim Bibi, voltar para as curvas e janelas enfeitadérrimas daqui no fim do dia é sempre um abraço.

Meu Lugar Preferido

Meu Lugar Preferido

Centro de São Paulo

Meu Lugar Preferido

Meu Lugar Preferido

Meu Lugar Preferido

 Essas fotos foram feitas em 2011 (!), na Jornada fotográfica nas alturas. 

São Paulo

5 cafés em São Paulo

12 de setembro de 2016

Se existe alguém que manja dos paranauê de amor aos blogs e aos bons posts, esse alguém é Leca Marriot, que visito há 13 lindos anos. Quando ela morou em São Francisco (textos marvilhosos – leiam!), fez um post muito do fofo com cinco cafés da cidade. Na época, eu não achava que ia encontrar cinco lugares que realmente fosse amar, mas o 30 antes dos 30 tá aí, tenho batido muita perna e aconteceram coisas. Essa é a minha humilde lista de Cinco Cafés em São Paulo.

Little Rock Coffee (site)

Cafés em São Paulo

Fui certeira jurando que seria meu preferido: é o que tem localização mais legal (em frente a Biblioteca Mário de Andrade) e os copos mais fotogênicos (#ArapucaDeInstagram). As coisas são sim muito gostosas, mas não é nada inesquecível. O preço é bom e as coisas são graaandes (amo lugar sem miséria!!!): a torta de frango com mussarela é bem farta e o bolinho de churros açúcar com canela vem transbordando doce de leite. O brigadeiro não tem erro, a decoração é fofa e o wifi funciona.

Por um Punhado de Dólares (site)

Cafés em São Paulo

Parece que toooodo mundo precisa gostar do PPD, mas aqui não rolou tanto amor. Acho muito alternativo, muito barulhento, muito muvucado, muito… muito! A postura deles de colocar indiretinhas nas senhas de wifi e placas ariscas na entrada me cansa um pouco. O cardápio é desses bem enxutos e simples, que só tem cafés e bebidas mais clássicas, um punhado de chás e bolos simples de vó. A noite é mais tranquilo que aos fins de semana e o maior trunfo deles é fechar às 22hrs.

Galeria Andreus (site)

Um OASIS colado no PPD e que tem opções infinitas de bons cafés, boas cervejas, um lugar silenciosos e liiindo. Pedi um inocente chocolate crocante (#TeamOvomaltine) e recebi uma bandejinha e um pote OPEN OVOMALTINE. No fim da bebida ainda tinha um tantão de chocolate e o arranjo todo foi uma das coisas mais bonitinhas que já me serviram. O balcão onde você paga também é uma graça, exibindo vários cafés, cervejas e drinks de um jeito que não vi nem no Pinterest.

Cafés em São PauloAndreus Galeria, Casa Café e Sofá Café

Casa Café Bar (site)

Outro lugar bonito (queria ter fotografado o balcão com infinitas garrafas, mas vergonha). É também um bar, que é também um restaurante. E mesmo nessa mistura toda, o cardápio é pequeno e funcional com tudo o que você pode precisar. A porção de bolinhos de chuva com doce de leite (do bom!) é gigantesca e o expresso é ótimo.

Extra: O risoto de cógumelos consumido pelo coleguinha tava lindo.

Sofá Café (site)

Quero dormir de conchinha com esse estabelecimento! <3 O cardápio deles é uma verdadeira aula. O “Experiência Expresso”, por exemplo, trás três cafés com tempos de tiragem diferentes e uma cartinha explicando o processo e as características de cada um, depois que você termina, o barista ainda vem comentar tudo. São várias opções nesse estilo, mas eles também tem bebidas clássicas e drinks exclusivos da casa. O brownie é amor, o bolo gelado também.

Cafés em São Paulo

Nós paulistamos votamos e decidimos que a nossa nova moda são cafeterias, então, muito em breve, devo voltar com outra lista e mais 5 cafés em São Paulo (e amo indicações, conta aí!).

Passeios, São Paulo

BEDA #04 – Festa das Cerejeiras

4 de agosto de 2016

Nunca liguei pra fotografar flores ou por(es?)-do- sol. Quando eu era criança, e os rolos de filme tinham preciosíssimas e contadíssimas 36 poses, Dona Conça, minha avó, exigia que todo e qualquer retrato tivesse como pano de fundo uma das plantas de seu jardim. Com o advento das câmeras digitais, ela viu ali a grande oportunidade das pessoas de fato fotografarem flores (e apenas flores). Essa é uma das paixões que não dividi com a minha avó (ao contrário de Engenheiros do Hawaii – que ela chamava de U2?). Talvez sejam os 30 chegando ou um excesso de Sakura Card Captors no começo da adolescência, mas eu sempre quis ver e fotografar a florada das cerejeiras e, ironia da vida, a Festa das Cerejeiras foi uma das saídas fotográficas que me rendeu melhores fotos.

Festival das Cerejeiras
Festival das Cerejeiras

A florada desse ano está prevista para a primeira semana de agosto e as festas devem ocorrer entre o dia 05 e o dia 07 (aka esse fim de semana). Aqui tem tudo o que você precisa saber:

Onde

Aqui em São Paulo a Festa das Cerejeiras mais conhecida fica no Parque do Carmo, um lugar famoso pra quem vem da ZL. Mas existem outros locais para ver as árvores de formas menos efusivas (tem um templo em Itapecerica e um parque em Campos do Jordão).

Quando

Todos os pés de cerejeira de uma mesma região florescem no mesmo dia. No mesmo dia. Claramente árvores muito pontuais. A florada costuma ser entre a última semana de julho e a primeira de agosto e dura aproximadamente quinze dias (depois disso as flores são levadas pelo vento até infinito e aí só ano que vem). A Festa das Cerejeiras do Parque do Carmo começa nessa sexta e vai até domingo, mas nada te impede de ir nos outros dias só para passear.

Horário

Cedo. Cedo mesmo. Quando eu fui, a gente chegou as sete da manhã. O Parque do Carmo já é um lugar lotado em dias normais e não é nada fácil de transporte público, então você pode levar horas pra sair do estacionamento se for de carro (isso se você conseguir entrar, o que é quase certo que não vai acontecer). Indo cedo, dá pra parar na rua, a luz é melhor e tem bem menos gente do que depois das dez. Sabe aquele post das diferenças entre expectativa e realidade de pontos turísticos? O horário aqui é a chave pra você dar de cara com o primeiro caso e não com o segundo.

O que mais tem lá

Odeio essa nova conjuntura cultural atual onde todo lugar tem que ter um palco. Não pode ser só uma feira de cerveja artesanal, tem que ter um palco. Festival do chocolate? Tem que ter um palco. Uma florada, no coração de um parque? E se a gente colocasse um palco? Acho taiko lindo e amo barraquinhas de comida (e irei protegê-las), mas a vida me transformou em uma pessoa que odeia barulho. A partir das dez tem discurso de todas as associações japonesas da cidade, apresentações de taiko, tai chi, dança e tudo o mais que você puder imaginar. Evite.

Mas e se eu quiser levar pra casa?

Dá sim! Um grupo de ba-chans vende mudas durante todo o evento, não lembro o preço, mas elas já vem em um tamanho que me parece garantia de sucesso.

Quanto

De graça, só chegar.

Festa das Cerejeiras
Festa das Cerejeiras
Festa das Cerejeiras
Festa das Cerejeiras
Festa das Cerejeiras
Festa das Cerejeiras
Festa das Cerejeiras

38ª Festa das Cerejeiras

Data: 5, 6 e 7 de agosto de 2016
Horário: Sexta: 12h às 17h / Sábado e domingo: 9h às 17h
Local: Parque do Carmo – Portão 3 – Av. Osvaldo Pucci, s/nº, – Itaquera

BEDA 2016