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Retrospectiva Literária 2016

9 de janeiro de 2017

No começo desse ano me desafiei a ler 12 livros. Um grupo no Facebook foi criado para tal feito. O grupo não vingou. Mas eu embalei. Em março já tinha lido 9. E me empolguei achando que podia fechar o ano com 36 (o peão, o peão não pode ganhar confiança). Aí veio Pokemon Go. A leitura desandou. Mas o jogo desandou também. Recuperei e fechei 2016 com 18 livros.

As retrospectivas do Sooo-Contagious sempre foram meus posts de fim de ano preferidos, então peguei emprestada a estrutura usada pela minha amiga Anna Vitória pra este ano em que (emfim!) posso fazer um recapitula também.

Livros Lidos

  1. Joyland – Stephen King
  2. Os Garotos Corvos – Maggie Stiefvater
  3. Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie
  4. A Mágica da Organização – Marie Kondo
  5. Sobre a Escrita – Stephen King
  6. O Homem do Colorado – Stephen King
  7. A Arte de Pedir – Amanda Palmer
  8. Revival – Stephen King
  9. Christine – Stephen King
  10. Sonhos Partidos – M. O. Walsh
  11. Mentirosos – E. Lockhart
  12. Primatas de Park Avenue – Wednesday Martin
  13. Meu Apetite por Destruição – Steven Adler
  14. A Criança Amaldiçoada – JK Rowling e umas pess
  15. Série Pottermore Presents – J. K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany
  16. Tá Todo Mundo Mal – Jout Jout
  17. Da Minha Terra à Terra – Sebastião Salgado
  18. Steal Like an Artist – Austin Kleon

(Joyland li na última semana de 2015, mas tão maravilho que eu precisava premiar em algum lugar) (tudo isso aqui é atualizado em tempo real lá no Skoob)

Retrospectiva Literária 2016

Melhor Casal

Não li nada cheio de romance esse ano (o que é novidade pra mim). Mas li Christine e Revival, dois livros do Stephen King que tem casais adolescentes. King sabe falar bem sobre demônios e espíritos e até vampiros (o que já vimos que não é tarefa fácil), mas meus livros preferidos são os que ele fala de adolescência. Me lembra muito Anos Incríveis. Me dá um vazio enorme quando o livro acaba. Meu melhor casal de 2016 é Leigh & Dennis, de Christine.

Virei a noite

King disse que Revival era sua obra com final mais sombrio e eu, enquanto fã trouxa, no consegui sossegar o bumbum até terminar. E foi fantástico.

Grifei

Sobre a Escrita, do Stephen King. Aprendi demais? Aprendi demais? Gostei mais porque me senti BFF dele? Gostei mais porque me senti BFF dele.

Retrospectiva Literária 2016

Irrelevante

Tá Todo Mundo Mal é bonitinho e daria um blog médio, mas não só deixou a questã “isso teria sido publicado se não fosse da Jout Jout?“.

 Abandonei

Todo mundo falou tanto de Só Garotos que fui pro livro com expectativas demais. Demais. E aí veio o Robert. E acompanhar os dramas dele todo dia era um martírio. Parei.

Leitura Nova

Acho que Primatas de Park Avenue foi minha primeira não ficção sem ser biografia. E escrita por uma dessas pessoas de humanas. Duvidei que fosse pra frente, mas li em poucos dias.

Retrospectiva Literária 2016

Morri de Rir

A Mágica da Organização, quantas gostosas gargalhadas! Mas hoje já fico preocupadíssima com a mente dos Jovens®, que veem algo nessa senhoura além da total loucura.

Chorei Choros

Joyland é bem curtinho se a gente comparar com as bíblias de 800 páginas do King, mas me liguei aos personagens de um jeito muito intenso e amei demais aquelas pessoas. Chorei choros e solucei soluços não só pelo final lindo, mas porque foi horrível me despedir de Dev e Annie.

 Decepção do Ano

Eu gostei da série sobre Hogwarts? Gostei. Podia ser melhor? Infinitamente. A gente está aqui há anos urrando por Hogwarts uma História e ela vem com esses três livretinhos soltos. Não sei se faltou bom senso ou vergonha na cara da nossa amiga JK.

Retrospectiva Literária 2016

Soco no Estômago

Americanah é daqueles livros que mostra que por mais que você tente ser correto, você pode sim estar fazendo merda inconscientemente. Foi uma leitura intensa e até didática.

Pior

Por onde começar a falar de A Criança Amaldiçoada? As falhas conceituais absurdas? Visão machistinha? Roteiro de novela da Globo? Personagens INSUPORTÁVEIS? Cursed Child deve ser a pior coisa que já lemos. Que descanse em paz.

Melhor <3

Comecei esse ano lendo a Retrospectiva Literária da Anna e ela falava que A Arte de Pedir tinha essa lenda de chegar nas pessoas no momento certo. Comigo não foi diferente. Amanda Palmer tem um jeito lindo de ver o mundo e mudou mesmo a minha vida. É um livro que todo mundo deveria reler todos os anos pra lembrar que a gente tem que ajudar as pessoas e ser legal e que quando elas não são legais de volta, o problema é delas e não nosso.

Retrospectiva Literária 2016

Bate Bola de Personagens

Personagem mais perturbador: Steven Adler não é exatamente um personagem, mas a biografia dele me trouxe incômodos extremos nas descrições brutais dos seus anos como dependente químico.

Personagem que queria ser: Outro personagem que não é personagem, mas pessoa de verdade (embora a gente as vezes ache que é um mito). A biografia do Sebastião Salgado é lindíssima e mostra que ele não é o fodão só na fotografia.

Me identifiquei: Mentirosos é um livro com começo muito bom e que vai caindo até ser só nhé. Mas algumas horas me identifiquei com a Cadence, suas angustias, questãs e problemas familiares. Ah, os problemas familiares.

Personagem mais chato: Ifemelu, a miga de vocês. Americanah é um livro tão maravilhoso que nem sei por onde começar. Tão maravilhoso que você não joga ele não parede mesmo com essa protagonista INSUPORTÁVEL. Muitas amigas seguraram minha mão durante a leitura e levantaram que uma protagonista imperfeita apenas torna o livro mais genial. Eu que não sou evoluída assim, queria só esfregar a cara dela no asfalto quente mesmo.

Retrospectiva Literária 2016

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Como o Kindle no celular me fez ler mais

15 de março de 2016

APTO 401 - KindleO Kindle e seu aplicativo para celular

Comprei meu Kindle há cinco anos (o tempo passa, o tempo voa e coitada da poupança bamerindus), simplesmente maravilhada que existia um aparelhinho barato, que podia carregar quantos livros eu quisesse, alguns deles até de graça (você sabe do que estou falando) e com uma textura perfeita de papel. Naquela época longínqua, em que os smartphones ainda engatinhavam, era um verdadeiro milagre.

De 2011 pra cá, não virei a princesinha da leitura, a duquesa das letras ou a imortalzinha da Academia, porque o aparelho não resolve tudo sozinho, mas comecei 2016 lendo mais do que nos últimos dois anos juntos, e combinar e-reader + celular (com o app do Kindle) como ferramentas de leitura foi decisivo pra isso.

Até pouco tempo, eu achava inviável ler ~um livro~ no celular, mas é pura questão de costume e, principalmente, de convencer a cabeça, já que a gente já passa boa parte do dia com a cara enfiada na tela e ~a luz de fundo~ ou o ~tamanho pequeno~ nunca comprometeram nossas horas de twitter.

Quanto ao número das páginas, faz um pouco de falta no começo sim, mas passa quando você perde a fissura no número. É perfeitamente possível acompanhar o andamento do livro pela porcentagem que o reader indica (e no caso do aplicativo, ele ainda mostra qual a média de tempo até o final do capítulo – absolutamente excelente). Até o Skoob está pronto pra receber % em vez de páginas no histórico de leitura.

Como o Kindle mudou meus hábitos e me fez ler mais

Percebi o quanto essa adaptação foi importante, quando reparei que estou com quatro livros parados em casa (a sedutora Black Friday), que quero muito ler, mas que estão largados pois… são de papel. Essas quatro coisas fizeram toda a diferença:

Não esqueço mais o livro e ele cabe em qualquer lugar

Levo o celular até na padaria (embora a gente não vá mais na padaria, mas vocês entenderam), então o livro está comigo 100% do tempo. Tem aquela conversa de que quando a gente quer adquirir um novo hábito, tem que fazê-lo consistentemente durante um número seguido de dias, e o primeiro passo pra isso é eu não deixar as pesadas 530 páginas de Americanah em casa (por esquecimento ou por preguiça de carregar).

Acho a leitura mais confortável

Com livro físico, eu não acho posição depois de muito (ou pouco) tempo. O time do ~gosto do cheiro de livro~, o time do ~resenha de livro com 20 fotos e duas linhas de texto~, o time xiita, vai achar absurdo, talvez me chamem de selvagem, mas acho muito mais confortável ler no Kindle ou no celular. É muito mais ergonômico. Ou seja, leio mais tempo.

Posso grifar tudo no Kindle

Não considero um ato de barbárie sair riscando livro, mas mesmo que eu grife e anote coisas, nunca vou lembrar de voltar em todas as páginas e pegar as anotações, muito menos digitar isso ou guardar e reler. Nos e-readers, você vai grifando, adicionando notas e no fim do livro tá lá o arquivo prontinho e completo pra salvar. Na hora de comentar com as miga (faço parte de um grupo de leitura para preguiçosos e isso diz muito sobre nós) facilita bastante também.

Tem luz própria (ou ~se a sua estrela não brilha, não tente apagar a minha~)

o celular é meu despertador, então fica do lado da cama. Se perco o sono, posso ficar lendo sem o estardalhaço de atravessar o quarto, acender a luz, e aí sim despertar definitivamente para todo o sempre. A mesma coisa vale pra ler no avião, por exemplo.

Como o Kindle mudou meus hábitos e me fez ler mais

Já que estamos falando desse assunto, no meu antigo blog eu contei uma história muito legal de como um desconhecido no metrô me apresentou o Kindle e eu amava esse post! Mas ele se perdeu com todos os meus outros arquivos. Alguém tem truque pra recuperar? Já tentei o Archive.Org mas não funcionou.