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BEDA #29: Aquele dia do hostel em Hong Kong

29 de agosto de 2016

Durmo no chão para passar a noite em filas de show (chão mesmo que eu tenho preguiça de levar coisas, eu deito no concreto) e tenho zero problema com banheiro químico ou lugar sujo pra comer, basicamente, sou bem de boa com certas frescuras. Mas sempre tive um pézinho atrás com albergues. Minha primeira vez foi num hostel em Hong Kong.

Na data e questão em vinha de 50 (maravilhosos) dias batendo perna em Hong Kong: o primeiro deles eu dormi no aeroporto, os 49 seguintes dormi em faculdades e o último, por questões logísticas (e financeiras) ia precisar ser em um albergue.

Esse Hong Kong Inn era a primeira e mais bem avaliada acomodação do Hostel World, foi também indicação de alguns brasileiros que me encontraram lá. Reservei uma cama em um quarto compartilhado feminino para 4 pessoas por HK$ 239,00 (na época dava umas 60 dilmas). Como HK é muito ruim de taxi, deixei todas as minhas malas trancadas na estação central (de onde sai o trem pro aeroporto) e fiquei só com a mala de mão pra fazer correr (compras) de ultima hora.

O prédio ficava em Causeway Bay que é um bairro central de Hong Kong que eu amava fuçar a pé e onde as lojas fechavam muito, MUITO tarde (a Forever 21 DE RUA fechava à 1 da manhã), então eu fiquei batendo perna até umas onze e fui pro hostel.

Chegando lá, era um prédio bem zoneado, com tudo super apertado, mas né, estamos na China, superpopuloso, levante a mão, entre no clima. Fiz o check-in e o rapaz do balcão disse para eu seguir uma mocinha que me levaria té o meu quarto (e eu que sempre achei que hostel era um esquema faça você mesmo?!).

Eu segui e ela:

SAIU DO HOSTEL

E comecei a dar VOLTAS pelo bairro.

Vários rolês.

Vielas, becos, vielinhas.

E chegamos em um prédio velho cujo qual continha uma placa gigante com os dizeres: “PROIBIDO HOSPEDAR ESTRANHOS” (ou algo similar em um inglês mais ou menos).

“Prooooooonto, vou ser presa na minha última noite em Hong Kong, ser deportada e nunca mais vou poder voltar pra essa terra que tanto amo.”

Nisso já era quase meia noite e, no desespero, achei melhor entrar e meter o famoso louco, do que ir brigar de volta na recepção do hostel (que a essa altura já era lá na puta que pariu) e procurar outro lugar pra dormir (em Hong Kong!).

Subimos no APARTAMENTO de uma senhora que não falava nada de inglês e ela me levou pra um quarto até que arrumadinho, apontou pra uma cama de casal e disse que era ali que eu ia ficar. Tinha cara de ~um quarto feminino~ e eu pensei “pelo menos me dei bem e é uma cama grande”.

Quando comecei a arrumar a cama toda pra mim ela desanda a falar (repetidas vezes e sem pausa):

TWO PEOPLE, ONE BED!
TWO PEOPLE, ONE BED!
TWO PEOPLE, ONE BED!

E eu tentei explicar que estava sozinha. E tentei explicar que não ia dividir a cama com ninguém. E tentei explicar A MINHA VIDA. Nada.

TWO PEOPLE, ONE BED!

E cada frase que eu dizia:

TWO PEOPLE, ONE BED!

Alguém (não lembro quem, provavelmente a mocinha do hostel) tentou conversar mais ou menos com ela e o veredito da senhora era que eu tinha que esperar o próximo hóspede que chegasse e íamos dividir a cama de casal pois:

TWO PEOPLE, ONE BED!

Eu estava prestes a meter o famigerado louco, quando mais um funcionário do hostel e dois alemães (maravilhosos) entraram no apartamento.

Com a mais absoluta e sincera cara de pânico.

Eles me olharam perdida ali com a chinesa (TWO PEOPLE, ONE BED! TWO PEOPLE, ONE BED!), olharam aquele apartamento estranhíssimo e: decidiram que iam meter o famigerado louco também. Nisso começou todo mundo a falar (TWO PEOPLE, ONE BED!) e surgiu, do mais completo nada, um quartinho com um beliche estranhíssimo que era cama de casal na parte de baixo e cama de solteiro na parte de cima.

Eu e os alemães entramos e um acordo de que eu dormia na parte de solteiro e os dois na de casal e pela primeira vez em quinze minutos não se ouvia TWO PEOPLE, ONE BED! naquele local.

Conversamos pouco (nisso já era quase uma da manhã) e eles precisavam sair pra jantar, tinham chegado de um voo longo e etc, falaram pra eu trancar bem a porta do quarto e abrir apena se eu tivesse certeza que eram eles (obedeci que nem criança pós supernanny).

Saí bem cedinho no dia seguinte (era domingo em Hong Kong, meu dia preferido E meu último), eles estavam dormindo de forma muito hétero (em posição de defunto para não encostarem um no outro). Tomei banho, passei por uma pessoa dormindo no sofá da sala e um chinês dormindo no chão.

Hostel em Hong Kong

Hostel em Hong KongSó tirei essas duas fotos, já na ~~~porta~~~ de saída do apartamento, morrendo de medo de arrumar confusão.

Não peguei contato dos moços (e duvido que o hostel em Hong Kong tenha qualquer registro de nossa passagem por lá), mas foi uma boa história.

 

BEDA 2016

Viagem

BEDA #24: Sleeping in Airports – um site de review de aeroportos

24 de agosto de 2016

Quando fui pro intercâmbio em Hong Kong, meu voo chegava às 17hrs e meu check-in na faculdade era só às 7hrs do dia seguinte. Como 1) eu estava em uma sozinha em uma cidade 100% desconhecida 2) qualquer hostel ia me custar cem reais, achei que ia ser mais fácil evitar toda a logística de transporte de malas e dormir no aeroporto mesmo.

Foi nessas que eu descobri o Sleeping in Airports, um guia pra quem também tem essas idéias brilhantes. Foi com ele que eu soube que podia guardar minhas malas por 20 reais o pernoite (e não precisei dormir com um olho aberto e outro fechado), toooodas as lojas que eu teria a minha disposição, melhores pontos de wifi, melhores pontos para carregar eletrônicos e, lógico, melhores lugares para dormir (melhores lugares: qual cadeira, canto, piso).

O site já me foi útil antes de eu chegar em HK, usei as #diquinhas também na minha conexão de 4 horas em Dubai (e descobri que eu tinha direito a um jantar grátis por conta da companhia aérea).

Ele disponibiliza rankings separados para melhores (e piores) aeroportos no geral e melhores aeroportos para DORMIR. Tem também lista de hotéis próximos (caso você queira uma noite mais tranquila), horários de farmácias, se o local tem ou não chuveiros, custos e #truques, que é o que a gente mais precisa nessa vida.

APTO 401 - Dormindo em aeroportosO maravilhoso aeroporto de Hong Kong e os banquinhos roxos que me serviram de cama.

Como eu sou a própria Mônica Geller e uma boa viagem é organizada (RISOS), indico pra todo mundo. 😉

BEDA 2016

Viagem

Meme: Bloggers Out and About

5 de março de 2016

A Babee, minha designer preferida, me indicou pra o meme da viagem, e foi estranho pensar nessas respostas, porque apesar de ter crescido com ambições malucas de Rory Gilmore, até janeiro do ano passado eu conhecia basicamente duas cidades: São Paulo e Hong Kong (?!?!?!), além de umas outras três ou quatro de viagens de infância. Depois disso devo ter passado por… vinte e sete? haha

Em 2015, comecei a viajar a trabalho, o que apesar de ser bem menos glamouroso do que parece (porque é basicamente avião-carro-escritório-carro-avião), é incrível e deixa a Rory-Nicas de 15 anos com uma mega sensação de dever cumprido. Aí também teve aquela vez em julho que andei 108km a pé (a gente vai falar disso dentro de alguns posts) e teve também uma mega ~road trip~ no fim do ano. Veja só você.

Ah, também teve aquela vez em que a gente foi fazer uma trilha e escalar uma montanha de madrugada e teve certeza que ia morrer (dessa vez foram duas cidades na conta).

Que delícia viver. Que delícia viajar.

1. Onde você nasceu?

Nasci em São Paulo e cresci na Zona Leste, que como a Babee colocou muito bem, é um lugar que nunca sai da gente.

2. Onde você mora hoje?

Ainda em São Paulo, mas não mais na ZL.

3. Qual foi o destino da sua última viagem?

Fiz uma ~road trip~ pelo sul do Brasil, foram 3000 km, 10 cidades, 03 estados, 03 cavernas, 02 cachoeiras, 02 praias, 02 missões jesuíticas, 01 pedalinho e 01 pronto socorro.

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4. Qual o destino da sua próxima viagem?

São questões. Mas a coisa mais ambiciosa que tenho em mente no momento é uma viagem pra Argentina pra fazer uma tatuagem!

5. Qual foi a sua melhor viagem?

Hong Kong! <333 Sabe onde fica HK, gente? Na China! Eu fui pra China, fiquei dois meses na China! Fiz intercâmbio na… China! O quão surreal e maravilhoso é isso?! Fui sozinha, passei dois meses sem ninguém, num lugar que até exatos três meses antes do embarque, eu não sabia nem falar o nome direito (quase não sabia que existia). E lá, desde a hora que eu acordava até a hora de dormir, tudo era novo e diferente, desde o chuveiro pra tomar banho de manhã (aperta o botão e sai 30 segundos de água hihihi) até a água viva que comi no jantar de boas vindas.

APTO 401 - Bloggers Out and About - Hong Kong

6. Qual o lugar mais bonito que você já visitou?

Ten Thousand Buddhas Monastery. HK é inteira maravilhosa porque tem a zona urbana mais linda, aí você anda 01 (um) kilometro e chega na praia mais linda e anda mais 01 (um) kilometro e chega na reserva florestal mais linda, mas esse monastério tem, literalmente, dez mil esculturas de buda, algumas do seu tamanho (que te acompanham numa subida surreal até o topo do morro onde ele fica) e alguns pequenininhos, que lotam prateleiras do chão ao teto de um salão gigantesco.

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7. Que lugar você quer muito visitar?

Japão. Mas Japão level hard, Japão velocidade cinco do créu. Não queria ir pra ficar dez dias batendo perna em zona turística, no meu mundo dos sonhos queria ir pra passar logo um mês. Respirar Japão, tatuar Japão no corpo.

Também queria ir pro Camboja e pro norte da China, porque só fui pra umas cidades bem na fronteira do sul.

8. Qual lugar você não tem tanta vontade assim de conhecer?

Praias do nordeste. Não gosto de praia, quer dizer, eu gosto, tem sorvete e ondinhas e a gente entra na água e se tiver dinheiro pode comer camarão, mas pra mim praia é tudo igual e tem areia e tem calor. E Nordeste, tão caro. Não gastaria dinheiro pra ir até lá.

9. Onde você gostaria de estar agora?

Qualquer hora na vida em que você me perguntar isso, vou responder que queria estar em Hong Kong. Ou dormindo. Ou dormindo em Hong Kong.

10. Onde é o seu “lar”, o lugar onde você se sente mais feliz e por que?

Montei minha kitnet, né? Talvez uma gata entre aqui daqui uns tempos (são questões). Chegar em casa a noite e deitar no meu sofá pra ver a minha tv com meu netflix e minha internet é um sonho antigo que estou curtindo ao máximo.

E agora passo a bola pra Line (que voltou a blogar), pra Nambs, Paula e Anna. <3