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Feminino, Pessoal

Aquele em que eu queria look do dia – miniBEDA #15

18 de abril de 2018

Tenho gostado muito de me vestir. E isso tem me dado faniquitos loucos de comprar roupas que nunca tentei e ter mais botas e fazer mais combinações (e a Internet diz que é errado e o consumismo e o etc, mas FODA-SE porque eu finalmente estou gostando de me vestir).

Tem dias que dá ruim, tem dias que nada me convence que eu entro mesmo naquela pantalona e tem dias que eu penso “quem eu acho que estou enganando?”. Mas na maioria deles, eu tenho gostado muito de me vestir.
E eu queria registrar isso pra mim. Mas a internet ainda não produziu um tutorial de como tirar foto no espelho sem ser pateta, ilustrando pra onde eu olho, o que fazer com as mãos e se é pra sorrir (com os dentes ou sem).

Gilmore Girls - APTO 401

Pessoal

Aquela vez do “amor, tem um gato aqui” – MiniBEDA #2

2 de abril de 2018

Ou aquela vez em que fomos passar um final de semana sem as gatas e Pietro disse “Amor, tem um gato aqui”.

Meu nobre cônjuge e eu nunca tivemos a intenção de sermos essas caricaturas de Pais de Pet™, simplesmente aconteceu. Tentamos evitar? Tentamos evitar (de leve). Mas você precisa escolher as suas batalhas e aceitamos que essa não era a nossa. Em agosto de ano passado, as meninas ficaram com o babá (teve uma explicação racional & independente pra um amigo nosso passar o fim de semana no apartamento, mas eu não convenceria vocês) e nós fomos passar 48hrs sozinhos em um airbnb em MG (sem falar de gato, sem dormir com gato, sem perder horas assistindo gatos serem gatos).E nós acendemos a lareira. E comemos coisas gostosas. E conversamos. E sentamos no sol no único clima possível (o inverno). No fim fim da noite, determinados a usufruir de tudo o que o país Minas Gerais tem a oferecer (já estávamos com as barrigas cheias de queijos e doces), faltava o que? Isso mesmo, olhar pro céu e comentar que “nossa, porque em São Paulo a poluição…”.

Então, meu nobre cônjuge abre a porta pra sacada, fala “amor, tem um gato aqui” e fecha a porta. Paralisado.

E tinha um gato ali. No frio de 3 graus do inverno da Grande Minas Gerais, tinha um gato ali. Uma gata. Uma gata recheada de gatinhos. Faminta.

MiniBEDA

Gato laranja

Nas 24 horas que se seguiram, Quitéria usou um de nossos cobertores, comeu ¼ do nosso queijo, tomou sol no nosso colo, ficou fascinada pelo Pietro. E, é claro, acompanhou toda a conversa sobre seu destino. Sobre furtar uma gata. Sobre furtar uma gata recheada de gatinhos (o que com certeza a lei encara como algum tipo de agravante) (mas nos três graus do inverto mineiro configuraria furto da nossa parte ou abandono da parte do dono?). Sobre levar uma gata recheada de gatinhos & não testada pra casa. Sobre a adaptação de uma gata recheada de gatinhos e duas gatas adolescentes. Sobre encarar tudo isso em um domingo a noite. Sobre a possibilidade de gata feat. gatinhos com fiv/felv e o que fazer com eles. Sobre a possibilidade de gata e gatinhos saudáveis e eles ficando em casa pra sempre. Um total de zero respostas.

O carro já estava carregado quando Quitéria decidiu pra gente. Deu as costas e foi pra casa do caseiro.

Pessoal

Aquela vez que teve um N na janela

18 de dezembro de 2017

Natal me lembra aquele vez que teve um “N” na janela.

Eu morava em um prédio. E tinha a turma do prédio. E tinha um menino no andar de cima que gostava de mim. Eu não gostava dele. Nos dois casos estamos empregando o termo gostar com o peso que os adolescentes davam para a palavra em 2003 (e não sei se ainda se aplica hoje). Eu era muito tímida. Ele era muito tímido. Logo, era de interesse mútuo que ninguém soubesse que aquilo estava acontecendo. E como sabemos bem, pela frase de Dumbledore ou não, é lógico que todo mundo sabia que aquilo estava acontecendo.

Nós recebíamos todo o tratamento nada discreto que cabe a um grupo da idade: risinhos, indiretas, diretas, armações, piadinhas, trocadilhos. Tudo muito normal. Até o dia que o menino tinha pouco pisca-pisca em casa.

Incumbido da tarefa de instalar as luzinhas de Natal do apartamento, qual não foi a surpresa do nosso herói ao notar que o fio não era suficiente para uma volta inteira na janela? Astuto, depois de breve reflexão, resolveu o problema improvisando um “N” (“N de Natal” contou orgulhoso aos tios quando chegaram em casa a noite). Brasileirasso, nem precisou da teoria de que a hipotenusa é sempre menor que a soma dos catetos, apenas na observação foi lá e fez.

Sabe quem também tem um nome que começa com N? É.

E adolescente não enxerga “N” de Natal instalado em cima de apartamento de crush alheio. O adolescente só vê maldade. A avenida lá do prédio era mão única, de modo que na primeira noite, todo mundo que chegou da rua já foi recebido pelo tal “N na janela”.

A zoeira do “N na janela” se estendeu por aquele dezembro, na intensidade que as zoeiras das turmas de prédio se estendem em dezembro: intensa como as férias – até sumir em janeiro quando parte do grupo vai deixar de ser rebelde passando as férias na casa da vó.

Mas as vezes, em dezembro, o assunto ainda surge na mesa do bar, com o gosto de piada interna e saudosismo, já que tive a sorte de escolher a minha família na turma do prédio e lembro de tudo isso quando a menina loira que apresento pra todo mundo como minha irmã fala “Lembra do N na janela?”.

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