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Diarinho

Aquele em que eu queria look do dia – miniBEDA #15

Tenho gostado muito de me vestir. E isso tem me dado faniquitos loucos de comprar roupas que nunca tentei e ter mais botas e fazer mais combinações (e a Internet diz que é errado e o consumismo e o etc, mas FODA-SE porque eu finalmente estou gostando de me vestir).

Tem dias que dá ruim, tem dias que nada me convence que eu entro mesmo naquela pantalona e tem dias que eu penso “quem eu acho que estou enganando?”. Mas na maioria deles, eu tenho gostado muito de me vestir.
E eu queria registrar isso pra mim. Mas a internet ainda não produziu um tutorial de como tirar foto no espelho sem ser pateta, ilustrando pra onde eu olho, o que fazer com as mãos e se é pra sorrir (com os dentes ou sem).

Gilmore Girls - APTO 401

Diarinho, Gatice

Aquele das histórias na Cobasi – miniBEDA #9

O meu nobre cônjuge consegue entrar na Cobasi, pegar um saco de sílica, pagar e sair. Se for um dia bom e ele estiver com tempo, ele pode ver plantas lá também. Pegar um vaso, um saco de terra e ir embora.

Eu não.

Conto nos dedos das mãos as vezes em que minhas visitas à Cobasi seguiram o fluxo normal de uma ida à casa de ração. Algo na minha postura, no meu semblante, dá a confiança que as pessoas precisam pra começar a A Hora do Gatinho®.

E pode acontecer a qualquer momento. Certa feita, respondi “né?” quando uma mulher falou, meio que para ninguém “nossa, a sílica aumentou de novo“. Foi o necessário pra ela me mostrar fotos dos seus 08 (oito) gatos. Antes e depois da tosa. Porque, como ela explicaria em ricos detalhes depois, eles sofriam muito no verão. E, sendo essa pessoa que gosta muito de gato, não é como se eu pudesse passar totalmente indiferente às imagens (eram fotos de GATINHOS. tosados. todos completamente conscientes do quanto estavam ridículos), então eu meio que continuava a encoraja-la e a coisa toda se estendeu por quase meia hora.

Teve outra vez (também na sessão de sílica, esse corredor é particularmente perigoso), que um moço MUITO perdido, com aquele olhar de pânico de quem já leu dez rótulos, me perguntou “qual você usa?”. Expliquei e ele ouviu como um estudante desesperado na véspera da prova final. Um tempinho depois peguei ele me espiando na sessão de ração. Pego em flagrante, ele confessou que tinha resgatado um filhote há poucas horas e não fazia a mais pu idéia do que estava fazendo. Fiz uma visita guiada com ele pela loja. Pareceu que ele ia ficar mesmo com o gato, porque levou coisa pra meses.

Não é raro as pessoas pedirem indicações de produtos. Comprar coisas pra gato não é tão transcendental e desafiador quanto escolher entre 28489392 tipos de absorvente de 2982829 marcas, mas é quase. Na sessão de sachês, um moço intrigado perguntou qual marca eu levava pras meninas e se eu achava que essa era GOSTOSA. Eu não sabia o que responder. Mas achei atencioso da parte dele. A gente pensa em nutrientes, excesso de sódio, peso, mas ninguém se questiona se o sachê de carne é realmente gostoso. Ele levou alguns diferentes (certeza que pro bicho provar) e sei que o gato dele tem um vidão.

E tem o Baltasar*. Que é o caso de que quando a montanha não vai a Maomé, eu é que vou lá arranjar pra cabeça. Vi uma mulher alugando uma moça aleatória com uma conversa maluca. Me solidarizei com a dor, mas pensei que antes ela do que eu, que enfim meu dia tinha chegado e eu ia sair rapidinho dali (se pá até ver umas flores). Mas peguei a seguinte frase solta “Adota esse gato! Eu ficaria com ele, mas eu já tenho esse cachorro aqui que é cego e não ia dar certo!“. Tenho um fraco por bichos com deficiência e olhei pra onde ela apontou no “aqui”. Não tinha cachorro. Lembremos que o cachorro em questão era cego. Foquei tudo que eu tinha no “ah não, hoje eu saio cedo daqui” e segui pra ração.

Qual não foi a minha surpresa ao cruzar mais alguns corredores e dar de cara com ele. Baltazar. Com seus olhinhos mais brancos que papel. E lá fui eu conduzir o cão de volta à sua dona que agora alugava 02 (duas) mulheres insistindo na adoção do tal gato.

Pietro consegue só ir na casa de ração. Eu não. Mas Pietro se solidariza. Está acostumado com as histórias e não estranha quando estamos descendo a escada pra ir embora e eu falo “eu conheço aquele cachorro, segura aqui, deixa eu ir ajudar” (sim, já cruzei com Baltazar DUAS vezes). Pietro não questiona quando eu digo que já chega e na próxima vez eu vou ter que estar confiscando o supracitado cão.

Se a gente está com muita pressa, Pietro vai sozinho pegar sílica. Ele demora 5 minutos.

Gatos no sol

* o nome do Baltazar foi trocado para proteger sua privacidade (e a minha caso um dia eu precise de fato tomá-lo de furto)

Diarinho, Gatice

Aquela vez do “amor, tem um gato aqui” – MiniBEDA #2

Ou aquela vez em que fomos passar um final de semana sem as gatas e Pietro disse “Amor, tem um gato aqui”.

Meu nobre cônjuge e eu nunca tivemos a intenção de sermos essas caricaturas de Pais de Pet™, simplesmente aconteceu. Tentamos evitar? Tentamos evitar (de leve). Mas você precisa escolher as suas batalhas e aceitamos que essa não era a nossa. Em agosto de ano passado, as meninas ficaram com o babá (teve uma explicação racional & independente pra um amigo nosso passar o fim de semana no apartamento, mas eu não convenceria vocês) e nós fomos passar 48hrs sozinhos em um airbnb em MG (sem falar de gato, sem dormir com gato, sem perder horas assistindo gatos serem gatos).E nós acendemos a lareira. E comemos coisas gostosas. E conversamos. E sentamos no sol no único clima possível (o inverno). No fim fim da noite, determinados a usufruir de tudo o que o país Minas Gerais tem a oferecer (já estávamos com as barrigas cheias de queijos e doces), faltava o que? Isso mesmo, olhar pro céu e comentar que “nossa, porque em São Paulo a poluição…”.

Então, meu nobre cônjuge abre a porta pra sacada, fala “amor, tem um gato aqui” e fecha a porta. Paralisado.

E tinha um gato ali. No frio de 3 graus do inverno da Grande Minas Gerais, tinha um gato ali. Uma gata. Uma gata recheada de gatinhos. Faminta.

MiniBEDA

Gato laranja

Nas 24 horas que se seguiram, Quitéria usou um de nossos cobertores, comeu ¼ do nosso queijo, tomou sol no nosso colo, ficou fascinada pelo Pietro. E, é claro, acompanhou toda a conversa sobre seu destino. Sobre furtar uma gata. Sobre furtar uma gata recheada de gatinhos (o que com certeza a lei encara como algum tipo de agravante) (mas nos três graus do inverto mineiro configuraria furto da nossa parte ou abandono da parte do dono?). Sobre levar uma gata recheada de gatinhos & não testada pra casa. Sobre a adaptação de uma gata recheada de gatinhos e duas gatas adolescentes. Sobre encarar tudo isso em um domingo a noite. Sobre a possibilidade de gata feat. gatinhos com fiv/felv e o que fazer com eles. Sobre a possibilidade de gata e gatinhos saudáveis e eles ficando em casa pra sempre. Um total de zero respostas.

O carro já estava carregado quando Quitéria decidiu pra gente. Deu as costas e foi pra casa do caseiro.


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