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BEDA #15: Aquele que fui de caravana pro Programa do Ratinho ver o Kiko

15 de agosto de 2016

O resumo desse post é: eu fui de caravana pro Programa do Ratinho ver o Kiko no SBT.

Kiko e a caravana pro Programa do Ratinho

Das muitas coisas na vida que sonhei, mas não achava possível realizar, ir de caravana para o SBT deveria estar no top 5. O segredo, meus amigos, ele é real.

Amo Chaves. Leio livros sobre Chaves. Cito chaves em conversas diversas (de cunho humorístico ou não)(quase sempre não são de cunho humorístico). Me reservei o direito de chorar cinco minutos e parar para uma xícara de café quando Rubén Aguirre (o Professor Girafales) morreu e perder Bolaños foi como perder um parente que me viu nascer (daqueles que eu gosto).

Odeio saber que vai haver um momento da minha vida em que nenhum ator de Chaves estará vivo. Odeio. De modo que cantar “Que Bonita Sua Roupa” para Carlos Villagrán estará sempre  guardado como um dos melhores momentos da minha vida.

Tudo começou em uma tarde ensolarada no site, o site, sempre me trazendo maravilhosas experiências. O Fã-clube do Chespirito tuitou que devido a uma desistência eles tinham duas vagas para a caravana pro SBT no dia seguinte! E que era só se inscrever. Nunca reagi tão rápido em toda a minha vida e no dia seguinte saímos da estação Barra Funda, num feliz grupo vizinhos.

O SBT é tudo aquilo que a gente imagina pra um ambiente com a áurea Silvio Santos (<3), as torneiras tem o logo da emissora, tem enormes “a TV mais feliz do Brasil” em vários lugares, tem lanche e no percurso entre os estúdios, tem os apetrechos das provas do Topa-Tudo:

Kiko e a caravana pro Programa do RatinhoSim, elas são reais! Projac? Quem precisa de Projac?!

A espera da coisa toda foi bem longa e cansativa (como todo programa de tv é, já fui na MTV e na Globo e, migas, por que faço isso?), mas a produção do Ratinho foi bem simpática. Ele mesmo chegou bem antes do programa começar, interagiu de boa com todo mundo, brincou e só faltou falar “desculpa, tô nervousor” (todo mundo ali estava).

E tinha o Marquito (de Dona Florinda). E o dublador do Kiko estava lá. E cosplayers. E que bonita a sua roupa. E o Carlos Villagrán entrou. E choramos choros. Choramos muitos choros. Eu, o Marquito, os fãs, o Ratinho, o Carlos Villagrán, os câmeras, a produção toda. Chaves é amor.

A entrevista foi linda e cantamos mais (e choramos mais e sentimos sentimentos). E ele agradeceu o Brasil pelo carinho. E eu só queria levantar e ir lá agradecer a ele de volta. :,)

Kiko e a caravana pro Programa do Ratinho

Kiko e a caravana pro Programa do Ratinho

Kiko e a caravana pro Programa do Ratinho

Kiko e a caravana pro Programa do Ratinho

Kiko e a caravana pro Programa do RatinhoO Carlos Villagrán estava em uma maratona de gravações de vários programas do SBT e passou pela gente nesse carrinho. É a Eliana dirigindo (!!!).

História contada, busco, com afinco, migas que topem ir ser colegas de trabalho do Silvio: GENTE, VAMOS NO AUDITÓRIO DO SILVIO?!

 

BEDA 2016

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BEDA #08: Aquele dia em que aprendi tudo sobre shows

8 de agosto de 2016

Existem alguns dias que mudam a vida da gente. Normalmente são os dias em que a gente tem as idéias mais estúpidas. No dia em questão, decidi ir a um show (meu primeiro show de todos os shows) em um lugar que eu não sabia o endereço, muito menos o caminho. Fui perguntando, de estação em estação, de ônibus em ônibus. Cheguei.

Estava tão preocupada com o caminho, que não calculei que estava sozinha e ia chegar lá e encontrar PESSOAS. Pessoas, pessoas everywhere. Se hoje ainda fico um pouco ansiosa frente a desconhecidos, a Nicas de 16 anos preferia andar de volta todo o caminho (que eu também não sabia) do que interagir com estranhos. Basicamente sentei na fila pedindo pra deus me levar (não aconteceu).

Trinta segundos depois, quatro pessoas sentaram atrás de mim. A mais falante vestia camiseta do grêmio (é mais ou menos um uniforme nos shows do Engenheiros do Hawaii), tinha um namorado e uma garrafa com um liquido que definitivamente não era toddynho. Faltavam SEIS horas pro começo da distribuição de senhas pro show na Fnac.

Não lembro exatamente quando a Ariane decidiu que eu precisava de proteção, mas estava corretíssima (foi minha cara de pânico). Lembro que ela disse algo como “vou te ensinar umas coisas“. Que mulher!

Ela me ensinou o que fazer quando a bestialidade humana transforma a distribuição de senhas no mais total e completo caos (de forma que eu já estava craque quando aconteceu – exatamente como ela disse que aconteceria). Me ensinou a expressão de dó exata que eu tinha que fazer nos tumultos para atrair a compaixão dos seguranças. Me ensinou a causar os tumultos em questão e sair impune. Me ensinou que iam me empurrar de verdade e que a minha única arma eram meus cotovelinhos. E me ensinou: como chegar na grade.

E na terceira música da noite, no momento em que Humberto Gessinger tira os óculos escuros e as-perna-chega-a-tremer, nós chegamos na grade.

E mais importante que tudo isso. Ariane me ensinou a como não deixar ninguém tirar a gente de lá.

Não tenho mais aquelas fotos. Nem as do Humberto Gessinger, nem a minha com os meus inesquecíveis primeiros amigos de fila, mas já perdi o número de shows que vi na grade desde então e eu devo tudo, absolutamente tudo, a menina Ariane com camisa do grêmio que estava matando aula no cursinho.

Filas de Shows10 anos depois: fila do Guns N Roses 2014 e meus amigos de virar a noite

BEDA 2016

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BEDA #02 – Aquele com o moço do Kindle

2 de agosto de 2016

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Esse post começou com outro post, que foi publicado em outro endereço e se perdeu com todos os meus outros arquivos (superei isso? sim. superei o Google Reader? jamais.). Acontece que na época eu tinha configurado o Facebook pra puxar todos os posts do blog (aquilo era uma terra de blogueiras, livre de familiares, colegas de trabalho e intimidade forçada), quando lembrei disso, achei que o BEDA era uma oportunidade pra prosseguir de onde paramos.

O post era esse (pelo amor de deus faz cinco anos, mentalize que todo mundo evoluiu de 2011 pra cá – lembrando que 2011 foi o ano em que você ouvia A Banda Mais Bonita da Cidade no repeat):

Quem estava no twitter na terça-feira a noite me viu twitando completamente abobada sobre “um cara do metrô que estava com um Kindle” e eu fiquei devendo o final da história para vocês.

Mas primeiro vamos colocar um começo mais explicadinho. Eu tinha tido um dia do cão e decidi aproveitar a noite para ir lá para a Biblioteca de São Paulo pegar algumas coisas para ler e deixar as minhas viagens de metrô menos tristinhas (é gente, todo mundo sabe que eu ando na merda esses tempos). Estava tão emo que recusei a carona do amigo da firrrma para ir sozinha pensando com meu botões (E olha! Até tenho botões na camisa social. Assaz!). Chegando na Ana Rosa entrei no trem e fui lá para o meio do vagão – você, que não vai descer mas fica na região das portas: te odeio!. Estava super distraída ouvindo Velvet Revolver quando, ao olhar por lado, vejo uma cena meio estranha – e aqui vocês vão me achar mais caipira do que nunca.

Tinha um sujeito segurando um trambolho parecido com um Kindle (e que até então eu só conhecia pela Amazon), mas no lugar onde deveria ter uma tela tinha, a meu ver, uma folha de papel, desse fotográficos opacos, manja? Achei (ai meu deus, olha o raciocínio da pessoa!!!) que ele estava com alguma propaganda, alguma campanha de mkt do que seria o Kindle. Maaas, ele apertou um botão, as letras se dissolveram e surgiram outras no lugar! E foi assim, meus amigos, que eu descobri o porque do Kindle ser a novidade do século. Porque ele realmente parece feito de papel!

Meus olhos arregalaram desse jeito aí da foto e eu rapidamente saquei o celular e twittei (e é aqui que vocês entram, meus amores!). Acontece, que nessa minha reação altamente exagerada, “o cara” não só percebeu minha surpresa com o brinquedo, como leu o twit por cima dos meus ombros. E, quando olhei de lado de novo (juro que não pude resistir), ele perguntou se eu não queria ver.

Em uma palavra? Fofo.

E eu vi, encostei (não é touch screen, mas ele também concordou que com aquele efeito é “impossível não tocar na tela“) e devolvi rapidinho, roxa de vergonha. Mas aí, minha gente, ele foi ainda mais fofo e educado e me mostrou todas as funcionalidade do brinquedo (que, como já disse, é o máximo). Depois disso ele ficou só com um fone no ouvido e, passadas algumas estações, eu tirei os meus também. Estava bem acessível para uma possível conversa, mas a timidez e o bom senso não me deixaram abusar ainda mais da educação dele, que devia estar querendo só ler e ouvir música na volta do trabalho.

Ele estava lendo Sherlock Holmes e desceu depois do Carandiru (estação da biblioteca, onde eu desci). E era bem bonito. E, não, eu não pedi um e-mail, telefone ou twitter. Deu tchauzinho quando desci e nós nunca mais nos veremos de novo.

Mas talvez tenha sido mais bonitinho assim. Posso dizer que ele alegrou muito uma noite que estava precisando mesmo ser alegrada. E sou muito grata por isso.

Não tinha pensado em contar essa história aqui até ver uns posts da Rê Biscoito, suas aventuras com desconhecidos e seus amores de metrô. Além do mais, quero lembrar desse dia e acreditar que as pessoas podem ser melhores umas com as outras.

E o que aconteceu depois do post? Senta que #evem.

X dias depois do post, fui limpar a caixa de spams do blog e: tinha um comentário.

Era o Moço do Kindle™. Que depois de ler a tuitada por cima do meu ombro (quem nunca?), me procurou e caiu no blog (onde eu estava falando justamente dele).

Em um primeiro momento, meus onze anos de bullying diário na escola (e alguns clássicos da Sessão da Tarde) me fizeram acreditar que, né, pegadinha. E de fato respondi isso pro moço (porém com toda uma dose de educação).

E ele respondeu.

E me confirmou coisas que só nós dois saberíamos, tal qual dois espiões detentores de um cumprimento secreto. Falou onde eu estava sentada no vagão, como estavam meus fones de ouvido e mais umas outras coisas. Se era pegadinha era muito bem elaborada e eu já estava com a consciência tranquila por não ter caído de primeira.

E a gente começou a conversar. O moço não usava um e-mail de verdade e nem nome de verdade. Coisa por cuja qual dei graças a deus, porque não queria proximidades ou cair na arapuca do stalking. Foram bons emails em uma época em que eu andava bem descaralhada da cabeça. Ele me ensinou muita coisa sobre o Kindle (conhecimento que passei para vocês em outro post que sumiu) e, como ele também estava começando a trabalhar na mesma área que eu, conversamos sobre aquele mundo estranho do TI (com cujo qual nem lido mais).

Foram uns quatro anos trocando emails, que foram ficando cada vez mais espaçados até 2014, quando ele me chamou pra tomar um café, com uma história de que “a namorada dele estava fora da cidade”. Me soou como uma coisa muito desonesta e o cúmulo do mau caratismo, mas em nome desses bons anos, eu apenas recursei com educação.

(esse perfil não faz apologia à mentiras)

Desde então nunca mais me respondeu.

Mas foram bons tempos. Conversas divertidas e importantíssimas pra mim (contei que estava muito descaralhada da cabeça?). Hoje em dia sei que não teria levado a brincadeira adiante, porque ele já tinha comentado algo sobre gerenciar ciúme da namorada, e agora me sinto muito desleal (um lixo de pessoa) com ela por não ter cortado isso na hora. Mas foi uma bela história (que e agora vocês sabem inteira 😀).

 

BEDA 2016