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Perdi no BEDA, mas sigo lutando – BEDA #24

24 de agosto de 2017

Foi um post. Um post que eu deixei pra escrever no dia. Só 01. E degringolou. Atropelou tudo. Caiu por terra a divisão de categorias distintas pra cada dia da semana. E vocês sabem que é a organização (e a organização apenas!) que nos separa dos selvagens.

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Mas de todas as coisas incríveis e surreais que têm acontecido nos últimos dois meses, descobrir que depois de catorze anos (!!!) ainda sou gente que escreve talvez seja a melhor delas. E aí sigo aqui, como se nada tivesse acontecido (inclusive editando as datas dos posts pra aparecerem ~no dia certo~ no calendário do wordpress).

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BEDA 2017 - Se Organizar Todo Mundo Bloga

Viagem

Aquele sobre viajar sozinha – BEDA #23

23 de agosto de 2017

Tão clichê quando escrever uma lista bocó sobre as mudanças fenomenais que você sofre ao viajar sozinha, é fazer outra lista bocó explicando que não são tão fenomenais assim as mudanças que você sofre ao viajar sozinha. Mas eu jamais, em toda a minha vida, disse que não era trouxa.

Não viajei muito nessa vida, mas duas das três vezes em que saí do Brasil, fui solo: Hong Kong para o intercâmbio da faculdade (50 dias sem conhecer ninguém) e Londres (12 dias a trabalho). Viajar sozinha é maravilhoso? É sim! Dá uma sensação de bem estar e independência? Dá sim! Mas existe um grande exagero nessas listas de “n motivos para se viajar sozinho” (normalmente escritas pela mesma galera do “larguei tudo e fui viajar o mundo”).

As vantagens sobre a escolha do roteiro ser exclusivamente sua (eu amo passar em TODOS os supermercados) e o mau humor ser unicamente seu são indiscutíveis, mas não recomendo esperar uma mudança radical de vida.

Aqui, uma humilde divagação da casa sobre essas questãs:

“Nooooossa, porque o auto conhecimento!”

Eu tenho a profundidade emocional de uma colher de chá e não tive nenhuma grande revelação andando 108 km a pé, então não sou bom exemplo, mas acho que se você já paga suas contas, troca a areia do gato e lembra direitinho que dia vence o aluguel e a luz, não vai ser grande evolução. A gente aprende e absorve muita coisa em uma viagem sim, mas o resultado é muito mais a longo prazo, ninguém volta uma nova pessoa depois de quinze dias fora (seus pés no entanto, podem voltar completamente massacrados e diferentes).

Talvez as pessoas mudem pelo fato de andar sozinhas, não pela viagem em si. A gente aprende tanto (ou mais) sobre si mesmo quando enfrenta os estereótipos e sai pra jantar sozinha na própria cidade, pega a fila do cinema sem ninguém (perto de vários casais) e fica encarando o teto na primeira noite na casa alugada porque o dinheiro ou dava pro calção do aluguel ou dava pra televisão.

viajar-sozinha-2.jpgAs vezes é só você, mil budas e um macaco que morde pessoas em 9849840 degraus.

“Sai mais barato viajar sozinha”

Só na conta de quem é de humanas. Quarto dividido sai mais barato, refeição dividida sai mais barato. Em Londres, por exemplo, tem aquele programa 2×1 para turistas e todos os restaurantes de Chinatown fazem promoção para grupos a partir de 2 pessoas.

“Você vai absorver mais da experiência e ter uma visão só sua”

Nem sempre. E isso pode nem ser bom. Mesmo que você faça muitos amigos lá, a visão que vai trazer pra casa é só a sua e ela pode vir distorcida. Discutir e debater cada nova experiência e cada novo perrengue pode ser muito construtivo.

“Você vai ficar mais independente”

O nome desse sentimento é aluguel pago.

E umas diquinhas:

A segurança

Nesse ponto (também) não sou parâmetro, sou muito desencanada. Claro que vale sempre o Google sobre a segurança na cidade e vale o lembrete que quem sai pra passear é você e não todos os seus pertences. Meu apuro máximo foi O Caso do Albergue em Hong Kong, mas na hora costuma dar tudo certo.

(se você quiser o conselho de alguém mais razoável, fala com a Vy)

Você vai sair em menos fotos

Não sou uma grande praticante da modalidade selfies. Parabéns pra quem é, pra quem não é segue em frente tem outras foto. Outro ponto que ninguém põe na conta aqui é que viajando sozinho temos apenas 01 pessoa para carregar equipamento.

Procure alguém com uma máquina boa

Se você quiser fotos para a posteridade (eu sempre quero), escolha alguém pela câmera e não pelo rosto (mesmo que tão bonito o rosto). Se a pessoa estiver carregando até um tripé: prazer, esse é o seu melhor amigo agora. Vai saber regra dos terços, vais saber pegar o fundo, vai saber que não pode contra a luz. Não sei o que acontece com as pessoas, que as vezes na China eu pedia uma foto na frente de um monumento e era agraciada com uma mais que perfeita 3×4.

Em Hong Kong , pedi uma foto para um casal de japoneses cujo qual cada um carregava uma Leica. E: eles começaram a discutir entre si. Pelos gestos e pelo que se seguiu (cada um bateu uma foto minha: AmEi!), ela acreditava que uma foto mais de cima seria mais adequada e ele preferia algo mais reto. Ela estava correta.

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Só você, e apenas você, vai carregar sua mala

Isso, aquela lá que nem fechar fechava até sentar em cima.

 

Em resumo é isso. As vantagens de viajar sozinho são muito mais sobre a sua personalidade (eu e minhas amigas que costumam fazer isso somos extremamente antissociais) e sobre a experiência que você já tem, do que a experiência que você vai ter lá.

Quem costuma publicar esses textos motivacionais e resolve ir pra Europa se libertar, mas julga quem sai pra jantar sozinha. Por anos levantei a bandeira de que você não deve depender de ninguém pra sair de casa, mas se forçar a fazer algo sozinho nessa busca do Santo Graal, acho pouco produtivo. Sem contar que essas viagens de auto-conhecimento nunca envolvem moeda local ou a passagem pra Cotia (ótimo lugar, me chamem), sempre tem que ser mais pinterest.

viajar-sozinha.jpgA primeira foto da plataforma ficou 01 droga, aí fui lá, achei outra pessoa com outra câmera, dei meu celular e tirei de novo.

Lifestyle, Pessoal

Aquele sobre o tempo e a calma – BEDA #22

22 de agosto de 2017

A minha amiga Nambs é a melhor fotógrafa que eu conheço. Todas as fotos dela trazem paz. É sempre a luz do “tá tudo bem agora”. Nambara foi a primeira de nós a ser Adulta. Ela tem uma empresa. E ela é elegantérrima. De modo que foto de café num copo de plástico pelos olhos da Natália parece um ritual, uma pausa no dia. Dá paz. E não sei se pela elegância, ou se pela vida de dona de fábrica de quem sabe quanto cada coisa custa, ela foi a pessoa que encheu minha timeline dessa coisa do “compre de quem faz”, bem antes de isso ser uma hashtag. E eu, criança e jacú, nunca entendia o propósito.

Sempre fui a filha querida das fast fashion, leitora crônica dos blogs de moda, duquesa do “pra que comprar um caro se posso comprar três baratos”. Foi com o tempo, convivendo cada dia um pouquinho com mulheres que nem a Náh que fui entendendo como um tecido é importante, como aquele caimento lindo da roupa dela não tem em qualquer lugar. Fui aprendendo com a Isa que o nosso espaço é precioso, que com menos tralha em casa, cabe mais planta e até outro gato. Com a Mariana, que vinho e lençol bom não é tão mais caro assim.

A mesa linda foi trabalho da Mariana.

Ainda importo 20 ratinhos do ali pras meninas e faço estoque do shampoo que funciona no meu cabelo quando alguém vai viajar pra fora. Ainda viro os olhos até dar dor de cabeça em algumas dessas feiras alternativas (o endossa, ele é uma grande curadoria de aliexpress feita por alguém que tem coragem de cobrar 20 vezes o valor que pagou). Mas compro menos, pesquiso mais. Planejo viagens, anoto lugares. Decido coisas com a calma dos posts da Isadora.

E é por isso que amo blogs de gente de verdade. Amo crescer e aprender junto com essas meninas, nessa eterna coisa de buscar a vida que a gente quer ter até onde a rotina permitir.

BEDA 2017 - Se Organizar Todo Mundo Bloga