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Aquele de Curitiba – miniBEDA #10

11 de abril de 2018

Eu admiro muitos tatuadores. As vezes (quase sempre) acontece deles serem da Coréia do Sul, da Rússia ou da Ucrânia. Mas as vezes também pode acontecer de uma ucrâniana incrível decidir mudar para o Brasil. Em um dia bem mágico pode acontecer dela postar que tem agenda pra dali menos de 45 dias. E foi assim que fui parar em Curitiba: pra fazer uma tatuagem.

Cheguei na República de Curitiba sábado às 06:30 da manhã. Você sabe o que está aberto sábado às seis e meia da manhã? Nada é o que está aberto sábado às seis e meia da manhã.. Então esperei dar sete horas e segui para o Mercado Municipal, que era o que abria mais cedo no meu roteiro e ficava a poucos metros da rodoviária. O Mercado é lindo, limpo e super organizado. Tem muitas lojinhas japonesas (algumas mais completas que as da Liberdade), e até hoje foi o lugar com a maior variedade de kitkats que já visitei (2 tipos que eu nunca tinha visto e 2 que são mais ou menos difíceis de achar). Foi em uma dessas lojas que comprei meu café da manhã. Vi também vários tipos de cerveja e xaropes para fazer drinks, o preço era mais em conta que SP.

Passeios em Curitiba - Mercado Municipal

Munida dos meus recém adquiridos oniguiris, fui para ele, sim, o Jardim Botânico (que decobri abrir às 06 e não às 09 como diziam TODOS os sites oficiais).

Ele é lindo? Ele é. Mas é pequeno. Bem pequeno. E é bom ir com isso em mente. Cheguei lá umas 08:30 e achei o horário ótimo, estava fresquinho, com luz bonita e ainda vazio – às dez já tinha um baita tumulto na frente das estufas por motivo de selfies, evite.

Passeios de Curitiba - Jardim Botânico

Passeios de Curitiba - Jardim Botânico

Passeios de Curitiba - Jardim Botânico

Passeios de Curitiba - Jardim Botânico

Passeios de Curitiba - Jardim Botânico

Veja bem, eu tinha separado uma manhã inteira para ir e voltar do Jardim Botânico, mas Curitiba (além de ser frio) tem essa coisa de que tudo é perto e antes das onze eu já estava livre pra riscar mais um item da minha lista: O Passeio Público.

O Passeio Público é um dos 6574169 parques da cidade e é um hibrido de parque e zoologico, tem muitas aves, uma pequena sala de répteis, uma pequena sessão de aquários, macacos e claro, capivaras. É bem gostosinho, mas se você tiver pressa e não for uma entusiasta de “nhooow, bichinhoooos” como eu, pode pular.

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Roteiros de um dia em Curitiba

Passeios de Curitiba

Como tudo é perto em Curitiba (comentei isso? porque é perto MESMO), saí de lá para o Café Botanique, passando pelo Largo da Boa Ordem (e pela Casa Garibaldi), que é uma graça, mas ao contrário dos domingos quando tem feirinha, de sábado lá só tem um monte de rrrockeiros bêbados, restos da noite anterior.

E aí o Botanique, né? A maior atração de Curitiba. O sonho de todos nós, crias do Pinterest, turistas de Instagram. Já falei em várias redes que foi como entrar no Pinterest e sentar no Pinterest e comer comidas do Pinterest, com sucos do Pinterest estando rodeada por plantas do Pinterest. Achei o atendimento atencioso e nada blazé como acontece em 90% dos estabelecimentos embuste do tipo em São Paulo. A comida era ótima e as meninas foram acolhedoras o suficiente fingindo não se importar com as 9890808 fotos que tirei ou com o tempo que usei o wifi ou com as 65679 voltas que dei no lugar. De todos os lugares que visitei, o Botanique foi o preferido, foi o que com certeza vou voltar e posso também já estar com saudades imensas. A comida estava ótimo, o preço foi honesto, o ambiente era acolhedor. Te amo, Botanique!

Roteiros de um dia em Curitiba - Cafe Botanique

O estúdio era ali pertinho também (sério, as pessoas deviam parar de falar do frio em Curitiba e se gabar dos tempos de deslocamento) e aí entrei pra minha sessão de sete horas.

Roteiros de um dia em Curitiba - Jardim Botânico

Pessoal, Viagem

Aquele sobre a China, a Rússia e o tempo – MiniBEDA #7

9 de abril de 2018

Eu fui pra China com 23 anos. E foi intenso e incrível como se pode imaginar. E eu queria morar lá pra sempre. E até pensei sobre isso na época, mas achei que não valia a pena construir carreira em um país sem lei trabalhista ou previdência (risos nervosos).

Ir pra China com 23 anos foi incrível, mas não sei se pela imaturidade, pelo medo ou pelo susto, a experiência me parece muito mais surreal e inacreditável quando penso sobre ela hoje aos quase-30, do que fui capaz de digerir na época. Hoje ainda é um pouco irreal pensar que ~cacete, eu, eeeeeeu, passei dois meses na China~. E na época, acho que na época não deu tempo de pensar em nada.

Mas a situação Rússia foi processada em sua plenitude antes, durante e depois do ocorrido em uma espiral constante de ~cacete, eu, eeeeeeeeu, estou indo/andando/voltando da Rússia~. Quando eu fui pro meu primeiro show (e alguns shows depois daquele e todos os shows de membros do Guns N Roses que se seguiram), eu experimentei uma sensação que é um misto do que a Emma Watson fala sobre ser infinito e do que a Catherine Willows no CSI chama de King Kong on Cocaine. A Rússia foram sete dias daquilo. E você não passa por isso sem ter a vida mudada. Só que ao contrário dos filmes e séries, a mudança não vem toda de uma vez. Você vai descobrindo as consequências disso todo dia e aos pouquinhos. Ainda não descobri tudo.

Moscou, 2017 - APTO 401

Pessoal, Viagem

Nova York – Aquele da rotina

15 de janeiro de 2018

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Quando fui pra Londres ano passado, estávamos em um mês de posts temáticos no SOTMB (o melhor grupo da internet) e eu escrevi esse post sobre a minha rotina nas duas semanas que passei na cidade. Aquele texto foi um presente gigantesco, pois me permite até hoje ter o registro das coisas pequenas, das coisas assustadoras, das coisas rotineiras: as coisas que são as mais importantes e as coisas que a gente sempre esquece. Por isso, peço sinceras e efusivas desculpas, mas terei que cometer esse texto novamente.

post rotina nova york

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Minhas manhãs em Nova York começavam às 5 da madrugada, pois minha viagem foi agraciada com o que esperamos ser o último horário de verão de nossos tempos, assim, para chegar no escritório no horário do Brasil, eu precisa levantar no horário do sofrimento. Conseguia sempre? Claro que não. O número de vezes que apertava soneca variava de 1 a 7 (e isso não é uma simbologia para esse eterno 7 a 1 que é viver).

post rotina nova york

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Nos primeiros dias, fazia café na cafeteira do quarto e levava Naquele Copo Americano (baita café) e nos outros dias pegava café no Dunkin Donuts (deus abençoe os Estados Unidos da América) e saía bebendo no caminho, em ambos os acasos me sentindo muito bancária & nova iorquina. E estava escuro e estava frio e eu andava até o metrô pra ver o moço de sempre sentado em baixo da placa com o nome da estação.

post rotina nova york

Aí eu chegava no banco e coisas caóticas e café e mais coisas caóticas e expresso e coisas caóticas e café e donuts e isso ia até as 18hrs ou 19hrs ou 20hrs.

E aí eu saía. Achando que dessa vez estava exausta e que só ia pro hotel mesmo. Mas eu chegava no térreo e olhava pra cima e: Aquela Cidade! E eu me sentia TÃO feliz. E era TÃO inacreditável. Eu. Trabalhando lá. Em Nova York. E aí passava um táxi amarelo. E eu andava mais uns quarteirões e vinha aquela explosão de luzes da Times Square e parecia que eu ia ficar ligada no 220v pra sempre, mas era só felicidade. Uma felicidade muito pura mesmo e aí era só… natural.

Eu me sentia tão BEM.

post rotina nova york

post rotina nova york

E aí eu andava e andava e andava. E tinha sim muitas lojas. E comidas gostosas. E eu andava mais. Até fechar tudo. Aí pegava o metrô e descia na estação perto do hotel e andava, sem me perder na volta. Depois que eu peguei a manha, também tinha um mercado que vendia Brooklyn long neck sem ser 6-pack no caminho. Aí era hora daquela esticada boa vendo a tv da América no mudo, tratando as fotos que eu estava amando TANTO tirar e aí já era uma da manhã quando batia aquele soninho do álcool. Era natural e era incrível. E era super feliz.

rotina nyc