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Passeios, São Paulo

Wishlist: Roles – BEDA #25

25 de agosto de 2017

No maior clima todo-dia-ela-faz-tudo-sempre-igual, todas as manhãs eu subo no ônibus, posto uma foto de gato no Instagram, converso com essas mulheres maravilhosas e fico decididíssima a virar uma pessa dos rolês no próximo fim de semana. Aí o dia acontece, eu me arrasto até em casa e, depois que a cena se repete cinco dias seguidos, chega o final de semana e sou apenas um cadáver no sofá.

Nos 45 minutos matinais de ~we can do it~ esses são os locais que sempre passam pela cabeça visitar:

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1. Catavento: minhas primas chegaram uns 4 anos adiantadas no rolê da adolescência e está sendo muito difícil lidar, mas sempre sempre sempre tive essa visita como projetinho pra nós três.

2. Paranapiacaba: Nunca rola porque tem que acordar cedo, mas dizem que tão linda a cidade.

3. Feira de Flores do CEAGESP: Este passeio está na agenda oficial do partido comunista feminista gayzista abortista gatista & de esquerda. A gente vai de van e vai comprar mais plantas do que cabe na casa ou que a gente dá conta de cuidar.

4. Pico do jaraguá: eu queria muito ser uma pessoa de trilhas, se vocês também quer ser uma pessoa de trilhas, preencha o formulário na recepção e vamos ser pessoas de trilhas juntas (tem várias na Cantareira também).

5. Casa de Vidro: Não sei muito bem como funciona, parece uma arapuca de instagram, mas dessas que não tem fila. Vamo.

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6. Casa Modernista: Igual a de cima. Vamo também.

7. Vila Itororó: MEU PASSEIOOOOO. Eu posso ainda não ser uma pessoa de trilhas, mas na minha alma eu sou uma pessoa de ruínas. A vila está em restauração, é um lugar único no mundo e o canteiro de obras está aberto ao público. Vamo AGORA.

8. Instituto Biológico: É lindo e é vazio.

9. MAC USP: Tem parque, tem vista, tem CAFÉ e tem um GATO GIGANTE na entrada.

10. Bom Retiro: Eu sinto que tô vivendo a vida de um jeito muito errado por ainda não ser a princesinha dos rolês coreanos do Bom Retiro.

BEDA 2017 - Se Organizar Todo Mundo Bloga

Passeios, São Paulo

SOTMB – Primavera (e o Jardim Botânico de SP)

26 de setembro de 2016

Setembro tem desafio fotográfico semanal no nosso grupo de apoio, VEM! O tema da semana (passada) é primavera.

Nunca gostei da Primavera, sempre associei com início do calor e trabalhos fofinhos na escola (“a estação das floooores”, eles diziam). Já contei que essa vontade de fotografar plantas não foi uma das muitas coisas que herdei da Vó Conça (acrescento que Flores pra mim só a cantiga do Titãs, que bela cantiga). Acontece que nesse dia de 2013, os planetas se alinharam de um modo que só acontece a cada 12 anos e eu: fotografei flores.

(pode de ser também uma coisa da idade)

O Jardim Botânico é o local ideal para a manifestação desse tipo de evento astral, ele é lindo, bem cuidado, grande, barato. E caso o motivo das fotos seja realmente a idade chegando: ele também não é muvucado. Apenas vitórias.

Fica no caminho pro Zoológico de São Paulo, tem restaurante (parece caro), área de picnic, orquidário (<3) e pequenas trilhas. Diz que dá pra ver preguiças por lá, mas eu só vi patos (aves de cujas quais tenho um pouco de medo?).

SOTMB - Primavera

SOTMB - Primavera

SOTMB - Primavera

SOTMB - Primavera

SOTMB - Primavera

SOTMB - Primavera

SOTMB - Primavera

SOTMB - Primavera

SOTMB - Primavera

SOTMB - Primavera

O Jardim Botânico fica aberto de 3a a domingo, das 10hrs às 17hrs e a entrada custa 6 reais (3 a meia). :)

SOTMB - Setembro Fotográfico

São Paulo

SOTMB: Meu lugar preferido

22 de setembro de 2016

Setembro tem desafio fotográfico semanal no nosso grupo de apoio, VEM!

Quando esse tema surgiu no SOTMB (o grupo mais cheio de amor do mundo), me bateu um peso bem grande e reflexivo de “Qual é o meu lugar preferido?”. Passou logo, porque eu tinha mala para arrumar e areia de gato pra trocar, mas mesmo assim, ele existiu.

Eu reassisti Mensagem para Você esses dias (um dos melhores filmes já feitos, Meg te amo, vamos ser migas, me tweeta!) e fiquei lembrando o quando aquela foi a minha vida dos sonhos por muitos e muitos anos. E percebi o quanto eu sou sortuda de ter adaptado essa rotina e essa vida pra mim: eu vivo a cidade como sempre quis viver. Volto a pé do metrô até em casa depois do trabalho (um sonho de muitos anos),  tenho meus cafés preferidos a uma caminhada de distância e sinto um conforto indescritível por existir no centro, porque we are all mad here.

No centro somos fãs de coretos (e fazemos campanha pra salvar o da Praça da República), de prédios antigos, da arquitetura da cidade e de lugares que pararam no tempo, na época em que as coisas eram corretas (aka tinha pão de calabresa fresquinho no horário marcado) (essa maravilha fica ali na 13 de maio). Chamamos o Elevado de Parque Minhocão porque isso é o certo e nos orgulhamos dos nossos PFs. A luz aqui é mais bonita.

Me encontro frequentemente com amigos de vários locais do Centro (e o Centro, ele é grande demais) e com amigos que não moram aqui, mas sentem pelo local o amor reservado a um lar. Formamos todos um grupo de vizinhos excêntricos.

Mais que um endereço, o centro é um estado de espírito.

Nem sempre é fácil viver aqui. Mas não acho que seja tão mais difícil que eu outros lugares. O maior problema é que as pessoas ainda acham que por o centro ser um conhecido local público, a sua vida e a sua casa também são. Ouvimos opiniões que não foram solicitadas, julgamentos jamais autorizados e nos negam convites de jantar com “não vou te visitar a noite porque é perigoso”. Nunca ouvi esses disparates morando em outros lugares (muito mais perigosos que o centro), mas aqui parece que a gente vira patrimônio público (como muitos dos nossos prédios) e há boatos de que devemos satisfação.

Já ouvi que no Centro tem pulgas, prostitutas e mendigos por toda a parte. Não só não neguei como disse que também temos percevejos, que é pra manter gente preconceituosa longe mesmo. Se falam que não vem visitar porque a noite aqui é perigosa, conto que ontem mesmo decaptaram sete pessoas na saída do Terminal Bandeira. Amamos o centro (iremos protegê-lo) e queremos nele só para pessoas maravilhosas.

Esse é o meu lugar preferido no mundo e, depois de um dia de modernos e retos prédios no Itaim Bibi, voltar para as curvas e janelas enfeitadérrimas daqui no fim do dia é sempre um abraço.

Meu Lugar Preferido

Meu Lugar Preferido

Centro de São Paulo

Meu Lugar Preferido

Meu Lugar Preferido

Meu Lugar Preferido

 Essas fotos foram feitas em 2011 (!), na Jornada fotográfica nas alturas.