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Tag: Criança Anos 90 – BEDA #19

19 de agosto de 2017

O internauta que se propõe a fazer BEDA, ele precisa de tags. Essa aqui eu achei meio a toa, mas me lembrou umas coisas engraçadas, então vamo:

1. Fotos da infância.

Salva pelo orkut! Quase não tenho fotos pré-2009, mas as coisas eram mais ou menos assim:

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2. Uma memória boa da infância.

A tia da minha irmã estava construindo uma casa em Arujá (a gente morava na ZL) e não satisfeita em lidar com OBRA, pedreiro, filha e sobrinhas, ela botava mais 2 pré-adolescentes no carro (eu e outra vizinha) toda vez que ia inspecionar a construção.

Chegando lá, ela soltava esses cinco projetos de ser humano e só chamava de volta na hora de alimentar (pão com mortadela e alface preparado onde estivesse menos sujo) ou na hora de ir embora. Adolescente grita e fala e fede e reclama e come, um monte de problema desnecessário, mas ela levava a gente rindo e era maravilhoso.

3. Um cheiro da infância.

Cheiro de cobertor guardado. Fomos todos os primos criados na casa dos meus avós e tios-avós e da minha bisavó, e todas elas tinham esse cheiro de cobertor guardado depois que a gente coloca no sol. Misturado com o cheiro da madeira dos móveis. E com cheiro de planta. Melhor mistura de cheiros.

4. Brincadeira preferida na infância.

Acho que as empresas gastam muito dinheiro com dinâmicas de grupo e ~team building~ quando podiam simplesmente soltar todos os funcionários pra brincar de esconde-esconde. BAITA brincadeira: requer estratégia, estudo analítico do ambiente, exige habilidades interpessoais pra ver quantas pessoas vão caber naquele diminuto esconderijo.

Brinquei de esconde-esconde INTENSAMENTE até os 16 anos de idade, e as crianças do condomínio (a saber: a maioria tinha mais de 14 anos) investiam muito tempo & recursos para tornar o jogo cada vez mais desafiador até que chegou…

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Está mulher, no auge dos seus quarenta e tantos anos viu aquele grupo de adolescentes desocupados e ficou TRANSTORNADA. Na cabeça dela, ela decidiu que o esconde-esconde era uma brincadeira de fachada para o que ma verdade seria um grande bacanal. Convocou uma reunião de condomínio para resolver ~nossos instintos adolescentes~ (essa expressão foi usada) propondo a criação de bailinhos (monitorados por ela), onde pudéssemos paquerar uns aos outros de forma controlada. A gente só queria brincar de esconde-esconde, mas tudo acabou ali mesmo.

Eu gosto demais de esconde-esconde.

5. Desenho preferido na infância.

Eu amava um desenho trágico e cheio de desgraceira chamado Os Animais do Bosque dos Vinténs. Era um Grey’s Anatomy com bichinhos, de modo que logo no primeiro episódio um casal de ouriços morria atropelado. Certeza que a Shonda assistia também.

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Pra ter uma idéia do quanto era perturbador, se você procura esse desenho no google, a primeira sugestão que vem é “animais do bosque dos vinténs mortes“.

6. História engraçada da infância.

Eu estava envolvida no incidente que quebrou o braço do meu primo. Conta como engraçado, né? Não pra ele, eu digo (a gente estava brincando de pular de um beliche pro outro).

7. O que você queria ser na infância?

Médica ou professora. Ouvi que o maior desgosto da vida da minha família seria eu virar professora. Fim do ano pego meu diploma de professora, mas não quero ser professora já tem uns 10 anos. É meio confuso.

8. Como você era na escola?

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Medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática de cuja qual participaram 200 mil pessoas. Mais de uma vez tive que comer meu lanchinho na companhia apenas do inspetor de alunos sim.

9. Qual era seu medo na infância?

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Aranhas. E a cena final do filme A Tempestade do Século (que hoje é um dos meus filmes preferidos).

 

BEDA 2017 - Se Organizar Todo Mundo Bloga

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Aquele sobre a minha irmã – BEDA #17

17 de agosto de 2017

Sou filha única de mãe e pai, mas tenho uma irmã. Quando eu tinha 13 anos, ela mudou pro apartamento de baixo. E a gente se conheceu porque existia uma suspeita de Caixa 2 no condomínio (before it was cool) e a síndica na época achou que era uma boa idéia colocar duas adolescentes com fama de boas alunas para investigar notas fiscais suspeitas (muito trendsetters). Na difícil tarefa que é crescer, lutar contra desvio de dinheiro foi apenas uma das muitas coisas que nos uniu, e aos 13 anos eu já sabia que ela era minha família.

Odeio & Desprezo quem se refere a entes queridos como meu-alguma-coisa (“porque o MEU-filho”, “porque a MINHA-filha”… odeio essa posse), mas nunca me refiro a ela como outra coisa senão mi’rmã, num misto de orgulho e descrença de que num mundo de 7 bilhões de pessoas, eu tive a sorte da minha pessoa, a minha melhor parte, ter ido morar justamente no andar de baixo.

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Ninguém no mundo parece tanto comigo quanto a minha irmã. Ninguém no mundo é tão diferente de mim que nem a minha irmã é. A gente se vê poucas vezes ao ano, mas mora a 6 pontos de ônibus de distância, o que trás aquela paz de ter um herói particular a um uber de distância. A gente não é de sair junto porque ela é ~dos jovens~ e eu gosto de ficar de pijama e dormir às dez (eu acho ela fascinante). Mas quando se vê, a gente pode ficar 12 horas falando sem parar, entendendo e resolvendo a vida uma da outra como só alguém com 16 anos de completa experiência no assunto pode fazer. Ela é a minha consciência.

Sempre acreditei que família é quem a gente escolhe. Ela foi a minha escolha mais acertada.

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A Crise da Decoração – BEDA #15

15 de agosto de 2017

Aqui lidamos com crises: a crise dos 30 anos, a crise do devo ou não ter um gato, a crise do peso, a crise do sim. Mas a Crise da Decoração 2017, essa foi uma crise totalmente inesperada. Se minha residência fixa é o site, minha casa de férias é o Pinterest, e desde quando a internet ainda era mato e a gente não tinha um terreno próprio para ~guardar referências~, eu já salvava tudo quanto era inspiração numa pastinha no computador. O modo construção do The Sims sempre foi uma diversão muito intensa e os pacotes de móveis mais legais que as expansões.

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Então, eu não estava preparada pra Crise da Decoração. Depois da mudança, tem dia que vem mil ideias de uma vez. Aí nada combina. Aí tem dia que não vem nada. Não faço a mais puta idéia do que fazer. Aí tem dia que “nossa, vamo tudo esacandinavo”. Mas não orna com nada do que já tem. Aí vem o dia do “odeio esse móvel vermelho” (segundas, quintas, sextas e domingos). E tem os dias do “vamos ser adultos com decoração de adulto”, mas surge O Quadro Com Ilustração Rebelde. E tem dia que eu amo tudo. Tanto, tanto, tanto. E tem dia que a planta morre.

Acho que A Crise da Decoração (junto com esse BEDA) é um dos maiores termômetros do “precisa sentar e ver isso aí” que já tive. É mesmo mais fácil sentar e só existir, mas já tem tempo demais que virei essa pessoa que repete exaustivamente que está exausta, cansada demais pra aproveitar o que é bom, pra fazer o que gosta e pra melhorar o que tem.

E como a gente lida com crises? A gente posta. Porque a gente é gente que escreve. Vai ter série de posts, vai ter projetinho. E vocês, ai vocês. <3

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