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Vida Que Segue #11: Pode ser que eu esteja de férias

27 de setembro de 2017

E aí que eu entrei de férias. E poucas coisas são tão “AGORA VAI” para um blog quanto o fatídico estar de férias. Se não bastasse isso, a Rainha da Minha Vida disse que entra aqui todo dia e se esse não é o maior elogio já recebido pela casa, eu não sei qual poderia ser. Assim, cá estamos.

Sentindo – BlogDay 2017

No Grande BEDA 2016, postei por 33 dias seguidos, mas nesse ano morri da Praia dos Batalhadores do Dia 27. Já falei aqui que essa loucura de postar todos os dias é um excelente termômetro Disso Tudo que Tá Acontecendo™ e esse final não poderia ser mais simbólico. A rotina vinha me tirando muitas coisas ultimamente, mas o buraco causado por eu não estar andando descalça e bêbada pelas ruas da internet dia 31 de agosto, abraçando minhas amigas enquanto gritamos “conseguimooooos!!!!!” foi o preço mais injusto de todos.

blogday.gif

Apesar de não ter feito o BEDA como gostaria (eu vinha aqui e jogava posts, sem participar da grande farra de pular de blog em blog pra tomar café e jogar conversa fora), me descobri muito nele. Precisei de 27 posts seguidos pra me lembrar o que eu deveria saber já há 14 (14!!!) anos: que eu sou gente que escreve (como a Isa colocou desse jeito lindo aqui). E essa combinação de sentimentos significa muito.

Fazendo 1

Então que no primeiro dia das minhas férias a fiação do chuveiro pegou fogo. Eu tenho medo de uma infinidade de coisas e já cheguei a escrever um post sobre como é sentir medo o tempo inteiro, mas no receio de vocês me transformarem numa caricatura de Regina Duarte, acabou que o texto nunca foi pro ar. De toda forma, eu tenho medo (muito medo) de panela de pressão, de fiação dando ruim e de vazamento de gás (um episódio particularmente assustador daquele programa 911 envolvendo um papagaio). E aí que a fiação do chuveiro pegou fogo.

Há uns dias ele pelo menos tava tendo a decência de soltar um cheiro de queimado (“é só a resistência que tá pra queimar”, eles disseram). Segunda-feira não. Ouvi um barulho que parecia um ralo gigante e, olhando para baixo e notando que uma passagem direta para o Japão não se abria sob meus pés, olhei pra cima: CHAMAS. LABAREDAS.

Eu desliguei o chuveiro já imaginando como eu conseguiria um extintor e bombeiros pois claramente era óbvio que a casa toda viria a queimar.

E o fogo apagou sozinho.

No mesmo instante em que Cassandra, adentrou o box (que eu nem lembro de ter aberto), 100% ágil em meu resgate. No meio de toda-aquela-água. Baita gato.

ninja-cat.gifCassandra entrando no box.

O eletricista já veio e todos passamos bem. Odeio fios.

Fazendo 2

Eu fui no show do Guns.

guns-2017.jpg

Pela sétima vez.

Da grade. E pela sétima vez eu ainda olhava aquelas pessoas que EU AMO TANTO e há TANTO TEMPO e sentia essa incredulidade por eles estarem ali, a cinco metros de mim, por eles serem reais, por estarem fazendo aquela coisa incrível junto com um estádio lotado. E eles estavam se divertindo tanto. E eu estava tão FELIZ. Era a sétima vez e eles eram tão bons que eu ainda esquecia como respirar. Era a sétima vez e o meu coração ainda parava porque o TANTO QUE EU AMO ESSAS PESSOAS. Era a sétima vez e ainda era toa aquela coisa sobre ser infinito. Foi a sétima vez e eu só queria ser capaz de sentir isso pra sempre.

Assistindo

Depois de tanto descaralhamento mental pré-férias, tenho usado os primeiros dias de folga para estudar Gossip Girl em maratonas de 10 episódios diários e quando a mente está enfim encontrando Paz & Sossego posso até encaixar um documentário os últimos foram:

Vesselmeninas que são tão apaixonadas por um tema que encorporam cheerleaders assistindo películas me add

Poucas coisas me emocionam tanto quanto mulheres se mobilizando para que outras possam tomar decisões sobre suas próprias vidas e esse documentário trouxe um monte de coisas que eu ainda não sabia sobre o assunto, ASSISTAM! (spoiler: brasileiras são incríveis d++++++)

Joshua: Teenager x Superpowermeninas que sentem que Hong Kong MEU PAÍS me add também

Super didático e super lindo (pois Hong Kong MELHOR CIDADE DO MUNDO), esse documentário explica muito bem as questões políticas e culturais da ~~~devolução~~~ de Hong Kong pra China. É outro dos meus temas preferidos ME CHAMEM PRA CONVERSAR.

resumo.jpg

Lendo

Levei a biografia da Carrie Fisher pra fila do Guns e apesar de não ter conseguido ler quase nada (stop roqueiros 2017), acho que estou num bom momento pra esse livro que eu evitei tanto. A maneira como o lançamento desse livro foi divulgado foi desonesta & desnecessária, Carrie foi muito mais que a amante de Harrison Ford e se limitar a isso humilhou a ex-mulher dele e reduziu a história da atriz a uma fofoca. E ela escreve tão bem. E ela foi tão importante. E como vai ser horrível dizer adeus pra General Leia no fim desse ano, decidi começar a me despedir desde já.

Visitando

E eu fui pra Minas. E pra Belém do Pará. E pra festa da Nossa Senhora da Achiropita comemorar meu melhor aniversário com O Partido. MG é meu país e vocês já sabem (e vai ter post), Belém é uma baita cidade e todo mundo tinha que conhecer (mas espero que no fundo ninguém conheça porque senão estraga) e a festa da Achiropita tinha vinha bom & barato e carboidratos e as minhas pessoas. <3

Livros

Retrospectiva Literária 2016

9 de janeiro de 2017

No começo desse ano me desafiei a ler 12 livros. Um grupo no Facebook foi criado para tal feito. O grupo não vingou. Mas eu embalei. Em março já tinha lido 9. E me empolguei achando que podia fechar o ano com 36 (o peão, o peão não pode ganhar confiança). Aí veio Pokemon Go. A leitura desandou. Mas o jogo desandou também. Recuperei e fechei 2016 com 18 livros.

As retrospectivas do Sooo-Contagious sempre foram meus posts de fim de ano preferidos, então peguei emprestada a estrutura usada pela minha amiga Anna Vitória pra este ano em que (emfim!) posso fazer um recapitula também.

Livros Lidos

  1. Joyland – Stephen King
  2. Os Garotos Corvos – Maggie Stiefvater
  3. Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie
  4. A Mágica da Organização – Marie Kondo
  5. Sobre a Escrita – Stephen King
  6. O Homem do Colorado – Stephen King
  7. A Arte de Pedir – Amanda Palmer
  8. Revival – Stephen King
  9. Christine – Stephen King
  10. Sonhos Partidos – M. O. Walsh
  11. Mentirosos – E. Lockhart
  12. Primatas de Park Avenue – Wednesday Martin
  13. Meu Apetite por Destruição – Steven Adler
  14. A Criança Amaldiçoada – JK Rowling e umas pess
  15. Série Pottermore Presents – J. K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany
  16. Tá Todo Mundo Mal – Jout Jout
  17. Da Minha Terra à Terra – Sebastião Salgado
  18. Steal Like an Artist – Austin Kleon

(Joyland li na última semana de 2015, mas tão maravilho que eu precisava premiar em algum lugar) (tudo isso aqui é atualizado em tempo real lá no Skoob)

Retrospectiva Literária 2016

Melhor Casal

Não li nada cheio de romance esse ano (o que é novidade pra mim). Mas li Christine e Revival, dois livros do Stephen King que tem casais adolescentes. King sabe falar bem sobre demônios e espíritos e até vampiros (o que já vimos que não é tarefa fácil), mas meus livros preferidos são os que ele fala de adolescência. Me lembra muito Anos Incríveis. Me dá um vazio enorme quando o livro acaba. Meu melhor casal de 2016 é Leigh & Dennis, de Christine.

Virei a noite

King disse que Revival era sua obra com final mais sombrio e eu, enquanto fã trouxa, no consegui sossegar o bumbum até terminar. E foi fantástico.

Grifei

Sobre a Escrita, do Stephen King. Aprendi demais? Aprendi demais? Gostei mais porque me senti BFF dele? Gostei mais porque me senti BFF dele.

Retrospectiva Literária 2016

Irrelevante

Tá Todo Mundo Mal é bonitinho e daria um blog médio, mas não só deixou a questã “isso teria sido publicado se não fosse da Jout Jout?“.

 Abandonei

Todo mundo falou tanto de Só Garotos que fui pro livro com expectativas demais. Demais. E aí veio o Robert. E acompanhar os dramas dele todo dia era um martírio. Parei.

Leitura Nova

Acho que Primatas de Park Avenue foi minha primeira não ficção sem ser biografia. E escrita por uma dessas pessoas de humanas. Duvidei que fosse pra frente, mas li em poucos dias.

Retrospectiva Literária 2016

Morri de Rir

A Mágica da Organização, quantas gostosas gargalhadas! Mas hoje já fico preocupadíssima com a mente dos Jovens®, que veem algo nessa senhoura além da total loucura.

Chorei Choros

Joyland é bem curtinho se a gente comparar com as bíblias de 800 páginas do King, mas me liguei aos personagens de um jeito muito intenso e amei demais aquelas pessoas. Chorei choros e solucei soluços não só pelo final lindo, mas porque foi horrível me despedir de Dev e Annie.

 Decepção do Ano

Eu gostei da série sobre Hogwarts? Gostei. Podia ser melhor? Infinitamente. A gente está aqui há anos urrando por Hogwarts uma História e ela vem com esses três livretinhos soltos. Não sei se faltou bom senso ou vergonha na cara da nossa amiga JK.

Retrospectiva Literária 2016

Soco no Estômago

Americanah é daqueles livros que mostra que por mais que você tente ser correto, você pode sim estar fazendo merda inconscientemente. Foi uma leitura intensa e até didática.

Pior

Por onde começar a falar de A Criança Amaldiçoada? As falhas conceituais absurdas? Visão machistinha? Roteiro de novela da Globo? Personagens INSUPORTÁVEIS? Cursed Child deve ser a pior coisa que já lemos. Que descanse em paz.

Melhor <3

Comecei esse ano lendo a Retrospectiva Literária da Anna e ela falava que A Arte de Pedir tinha essa lenda de chegar nas pessoas no momento certo. Comigo não foi diferente. Amanda Palmer tem um jeito lindo de ver o mundo e mudou mesmo a minha vida. É um livro que todo mundo deveria reler todos os anos pra lembrar que a gente tem que ajudar as pessoas e ser legal e que quando elas não são legais de volta, o problema é delas e não nosso.

Retrospectiva Literária 2016

Bate Bola de Personagens

Personagem mais perturbador: Steven Adler não é exatamente um personagem, mas a biografia dele me trouxe incômodos extremos nas descrições brutais dos seus anos como dependente químico.

Personagem que queria ser: Outro personagem que não é personagem, mas pessoa de verdade (embora a gente as vezes ache que é um mito). A biografia do Sebastião Salgado é lindíssima e mostra que ele não é o fodão só na fotografia.

Me identifiquei: Mentirosos é um livro com começo muito bom e que vai caindo até ser só nhé. Mas algumas horas me identifiquei com a Cadence, suas angustias, questãs e problemas familiares. Ah, os problemas familiares.

Personagem mais chato: Ifemelu, a miga de vocês. Americanah é um livro tão maravilhoso que nem sei por onde começar. Tão maravilhoso que você não joga ele não parede mesmo com essa protagonista INSUPORTÁVEL. Muitas amigas seguraram minha mão durante a leitura e levantaram que uma protagonista imperfeita apenas torna o livro mais genial. Eu que não sou evoluída assim, queria só esfregar a cara dela no asfalto quente mesmo.

Retrospectiva Literária 2016

Livros

Pottermore Presents: os novos ~livros~ da JK Rowling (parem essa mulher)

19 de outubro de 2016

Não sei se todos se lembram da época em que nós éramos fãs privilegiados, fãs “minha franquia não vai ser prostituída com um produto novo caça níquel todo ano“, fãs “eu tenho JK Rowling defendendo meu patrimônio“. SDDS. Uma época de amor e magia. Cada pronunciamento de JK era um deleite para o ouvido do fã. “Não teremos novos produtos” ela dizia, “protegerei Potter com todas as minhas forças” ela falava. E o fã tranquilo:

Pottermore Presents

Mas o tempo passou. O tempo passou e oitavo livro. O tempo passou e peça de teatro. O tempo passou e 5 filmes de Animais Fantásticos (?!?!?!?!?!?!).

Pottermore Presents

O tempo passou e Pottermore Presents. O outrora tranquilo fã, ele está tomado pela angustia.

Estava tomando café com a Anna Vitória (nossa blogueira preferida e maior baixa da Blogosfera 2016), e ela me segredou que na franquia Os Garotos Corvos (cuja qual ela recomenda muitíssimo), a autora sempre diz algo como ~o que precisa ser dito sobre a história, está… na história, começa e termina… na história~. As vezes a gente tem que ir lá nas profundezas da obviedade buscar razão.

Mas o fã de Harry Potter. A gente é tudo doente. A gente precisa de estudo. Acompanhamento médico. Abraços. A gente vai ver o que sair. A gente vai ler o que publicar. Apenas torcendo para que o pior não aconteça.

E assim li os três volumes do Pottermore Presents.

O que que é? É material inédito?

Não é não. São três coletâneas de textos já publicados no Pottermore. Diz que o tema central é Hogwarts, mas precisa de uma abstraçãozinha pra isso, já que ele trata da história do mundo bruxo de uma forma geral, contanto, por exemplo, um pouco sobre cada Ministro da Magia que já existiu.

Talvez o mais certo seja dizer que ela usa personagens e criaturas de Hogwarts de gancho pra ir ao infinito e além.

São longos?

Não, os livros são curtíssimos! Acho que não daria 40 páginas cada, o que achei um pouco de picaretagem, lançar trêêês volumes de um conteúdo que não seria suficiente nem para 01 único livrão mais denso.

Como é a estrutura?

Cada capítulo vem uma introdução de 01 parágrafo do Pottermore, aí vem o texto da JK Rowling e aí, a parte mais legal, um comentário da JK. O texto é escrito de uma forma mais técnica, como se fosse um livro de História da Magia, mas no comentário ela conta o que pensou pra escrever aquele personagem, qual suas inspirações, o que ela gostou ou não, tudo bem pessoal.

Pottermore Presents

Conhecida por sucessivas gerações de alunos como “Professora McGonagall”, Minerva — sempre um tanto feminista — anunciou que manteria seu próprio nome após o casamento. Os tradicionalistas torceram o nariz: por que Minerva estava recusando um nome de sangue puro para manter o nome do pai trouxa?

É bom?

Olha, na atual conjuntura mágica que vivemos, é meu produto preferido. ODIEI Cursed Child e não podia estar mais desconfiada de Animais Fantásticos. Os livros do Pottermore Presents são uma volta às origens digna, servem para matar a saudade, trazem um conteúdo riquíssimo, daquele jeito redondinho, sem falhas que só a JK Rowling sabe fazer. O volume 01, por exemplo, conta a vida da Minerva McGonagall em detalhes, desde o nascimento, o tipo de coisa que a JK deve ter feito única e exclusivamente pra mostrar que é fodona e pensa em tudo (conseguiu).

A gente segue lendo e comentando e debatendo, o que o coração de vocês tem achado disso tudo?