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Perdi no BEDA, mas sigo lutando – BEDA #24

24 de agosto de 2017

Foi um post. Um post que eu deixei pra escrever no dia. Só 01. E degringolou. Atropelou tudo. Caiu por terra a divisão de categorias distintas pra cada dia da semana. E vocês sabem que é a organização (e a organização apenas!) que nos separa dos selvagens.

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Mas de todas as coisas incríveis e surreais que têm acontecido nos últimos dois meses, descobrir que depois de catorze anos (!!!) ainda sou gente que escreve talvez seja a melhor delas. E aí sigo aqui, como se nada tivesse acontecido (inclusive editando as datas dos posts pra aparecerem ~no dia certo~ no calendário do wordpress).

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BEDA 2017 - Se Organizar Todo Mundo Bloga

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Vida Que Segue 9 – BEDA #20

20 de agosto de 2017

Essa semana teve a Espanha fazendo a gente rir dando risada com GoT, teve minha irmã vindo conhecer a minha casa (<333) e teve reunião na republica bolivariana comunista feminista gayzista gatista & de esquerda.

O que teve no blog

O que teve nas miga

  • A Babi está fazendo a Capital Ring Walk (que é o rolê mais legal de Londres) e essa semana teve post com um dos trechos do caminho
  • Falei que estou um pouco desencantada com Downton Abbey, mas ainda considero a série ótima e a Ana Luíza fez um post completasso comentando todas as temporadas.
  • A Isa fez um post sobre a vida na academia e eu amo demais essa mulher
  • A Isa também fez uma wishlist de coisas da casa e eu quero uma árvore dentro do apartamento agora

O que teve lá fora

A segunda semana de BEDA foi tão difícil que eu esqueci que tinha alguns links separados pro domingo passado. Vamo tudo junto e misturado já e agora:

BEDA 2017 - Se Organizar Todo Mundo Bloga

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Se não leu o post, não comenta: Ou aquele sobre blogueiros caça click – BEDA #14

14 de agosto de 2017

Lá em dois mil e conexão discada, quando a gente ainda carpia esse mundão velho sem porteira da Internet, existiam algumas piadinhas sobre blogs (de cuja as quais não nos orgulhamos). Uma delas era o ” tipos de blogueiros”: o blogueiro Gugu (que só aparecia aos domingos – naquela época, quem poderia condenar?), o blogueiro político (que só te visitava para pedir votos em concursos – um dos grandes males daqueles tempos), o blogueiro Xuxa (que só comentava mandando beijinho) e o pior tipo de blogueiro do período: o blogueiro pai nosso – venha vós ao nosso reino, mas ao vosso reino nada.

Eu tinha um profundo desprezo pelos blogueiros Pai Nosso, achava muita falta de educação! Éramos uma comunidade pequena, não custava nada passar pra dar um oi e tomar um café, afinal estávamos construindo a blogosfera juntos (dsclp, sempre fui muito emotiva e piegas).

Hoje em dia, com tantos blogs e tantos assuntos, mudei de lado: acho um costume horroroso (pra não dizer desprezível) passar no blog de alguém só para receber uma visita de volta. A gente sempre sabe quando o comentário é sincero e quando foi só pra constar. E a gente, sempre, SEMPRE, sabe quem leu e quem não leu o post.

Assumo que quando comento muito no blog de uma pessoa e ela não volta nenhuma vezinha, paro de dar aquela interagida, mas é porque não vejo um sentimento de troca (não troca de número, STOP TROCA DE NÚMEROS 2017), mas porque fico achando que falta um entrosamento, uma amizade, uma conversa. Me sinto um pouco rejeitada. É a falta de sentimento e não a falta de acessos que me incomoda (já avisei que sou emotiva).

Na internet discada do weblogger, essas pessoas que só interagiam para receber comentários de volta usavam a frase “Que lindo o seu bloguinho, visita o meu também!” e nós nunca gostamos desses seres, mas temos que concordar que eles ao menos eram mais sinceros.

Hoje as pessoas fingem que leram e comentam algo genérico, algo que poderia ser dito em uma conversa de elevador (“nossa, lindo mesmo esse lugar que você foi!”) ou pra responder aquela tia que fala horrores no almoço de domingo, em quem você nunca presta muita atenção, mas sua avó obriga a interagir (Nossa, ameeeeei! Que fotos lindas!): Algo só pra constar.

A Bela e a Fera - GastãoO Gastão também entraria em um blog e só veria as fotos.

Quem faz esse tipo de comentário, está fazendo o blogueiro de idiota (achando que ele não vai perceber que a pessoa só leu o título). Está desmerecendo as horas de trabalho que a pessoa colocou ali. Está invadindo um espaço alheio para se auto-promover. Está usando alguém. Eu acho bem grotesco.

O blogueiro caça-número é uma coisa que me intriga bastante. Se ele vem com essas visitas e esses comentários vazios, ele aprova esse sistema e espera de volta a mesma retribuição sem valor e sem conteúdo. Qual o sentido disso? Qual o ponto de ter muitos números acessando o seu blog se ninguém realmente lê, se identifica e conversa (genuinamente) sobre as suas idéias e experiências? Como pensam os blogueiros caça-cliques? O que consomem? Com quem interagem? Até hoje não passou no Globo Repórter.

As vezes a gente acha uma pessoa legal e quer incentiva-la de alguma forma, já aconteceu com todo mundo. Só que comentar só por educação nunca (NUNCA!) é algo positivo e, no fim das contas, acaba sendo a coisa mais mal educada que você pode fazer. Se você gostou do conteúdo ou gosta da pessoa e quer fazer algo por ela (no geral ou em relação aquele post específico), existem várias formas de ajudar: divulgar o post, tuitar, interagir nas redes sociais, mandar um email, recomendar aquele post quando você falar sobre o mesmo assunto.

A Bela e a FeraA Bela leria o post inteiro e iria achar tudo lindo. <3

O legal dessa comunidade blogueira é que somos todos livres, ninguém precisa fazer nada pra seguir protocolos, ninguém é obrigado a nada. Seja sempre sincero. A porta está sempre aberta e os espaços são todos livres, mas por favor, tenha a educação de não tirar os móveis de lugar.