Eu amo viver no futuro, amo o streaming, amo ter tantas séries disponíveis e a dedicação que os estúdios dão a elas, amo roteiros complexos & reviravoltas & zumbis & parques temáticos futuristas de faroeste, mas tem dias que eu trocaria tudo isso pela volta das boas series adolescentes dos anos 90/2000.

Tem dias que não queremos debater a moral de GoT, não queremos imaginar o apocalipse zombie, as vezes a gente tá com o coração doendo, teve um dia ruim e só quer canalizar isso tudo com: o bom e velho episódio do baile. Aquele clímax da temporada em que veremos quem vai ficar com quem, casais sendo criados (tantos plot twist!!!), beijos acontecendo, mágica, música, belos vestidos. Momentos.

As vezes nem tinha necessariamente O Episódio do Baile, mas sempre (sempre!) tinha pelo menos um episódio com dança lenta E MUITOS SENTIMENTOS no final. Essas são minhas obras preferidas nesse nicho maravilhoso:

Dawson’s Creek

dawsons-2.gifJoey & Pacey quando é que vai vim, Netflix?!

Certa feita minha Life Coach EAD Anna Vitória se queixou no outro site da exaustiva tarefa de sentir e de fato, que situ trabalhosa é essa coisa se sentir. E é justamente disso que trata Dawson’s Creek. Aqui todos os personagens estão sentindo tantos sentimentos tão intensos que você esquece dos seus problemas, porque é impossível concentrar tantas dores em um único recinto. Pode acontecer de você chorar pelo trigésimo coração partido do nosso querido Pacey e junto desabafar as feridas do seu próprio coração. É ótimo.

One Tree Hill
oth.gif

Peyton Sawyer é uma menina que não é muito de sorrir, tem questões, é um tumblr ambulante E líder de torcida (porque só assim que se vira protagonista entre os anos 90 e os anos 2000 e, assim como nós, P. Sawyer tem suas boletas pra pagar). Peyton sofre o tempo todo, mas faz isso com estilo (e se ela pode, nós também). O que mais gosto nela é que tá tudo doendo o tempo todo sim, mas ela não vai deixar de usar uma jaqueta linda só por causo disso.

Everwood

everwood.gif

Desgraceira depois de desgraceira com outra desgraceira no meio. Essa aqui é para os fortes. E tem médicos. Pra os jovens entenderem: é Grey’s Anatomy longe do centro Cirúrgico. Todo mundo aqui tem questões, todo mundo. Se você acha que a pessoa não tem questões, ela vai descobrir uma doença. Gosto muito porque além de me apegar às personagens (já falei o quanto elas SOFREM?), a série debate várias questões como aborto, AIDS e legalização da maconha (com um viés bem moralista no final, mas pela época já vale). E no meio dessa dor toda, eles encontram tempo sim de sofrer ao som de uma música lenta.

Buffy

buffy-angel-2.gif

A primeira grande série Girl Power. Buffy era A Escolhida para salvar o mundo das forças do mal e ainda tinha que lidar com o fato de que seu namorado era um vampiro imortal com quem ela não podia ter um ~momento de profunda intimidade~, porque isso o faria perder a alma. Ou seja: a Buffy tinha o coração em frangalhos em vários episódios, mas não podia parar 10 minutinhos para sofrer e ainda tinha que fazer cara de má porque senão, veja só, os demônios e outros seres das travas ficavam de abuso. Mesmo assim ela ia lindíssima pro baile da escola e dançava com o Angel (o já citado namorado-vampiro) e soltava vários eu te amo, mostrando que se a gente não pode ter tudo, a gente pelo menos vai forçar até o limite.

A Buffy, olha, que mulher!

E vocês? Me indiquem séries que tem O Episódio do Baile.