A minha amiga Nambs é a melhor fotógrafa que eu conheço. Todas as fotos dela trazem paz. É sempre a luz do “tá tudo bem agora”. Nambara foi a primeira de nós a ser Adulta. Ela tem uma empresa. E ela é elegantérrima. De modo que foto de café num copo de plástico pelos olhos da Natália parece um ritual, uma pausa no dia. Dá paz. E não sei se pela elegância, ou se pela vida de dona de fábrica de quem sabe quanto cada coisa custa, ela foi a pessoa que encheu minha timeline dessa coisa do “compre de quem faz”, bem antes de isso ser uma hashtag. E eu, criança e jacú, nunca entendia o propósito.

Sempre fui a filha querida das fast fashion, leitora crônica dos blogs de moda, duquesa do “pra que comprar um caro se posso comprar três baratos”. Foi com o tempo, convivendo cada dia um pouquinho com mulheres que nem a Náh que fui entendendo como um tecido é importante, como aquele caimento lindo da roupa dela não tem em qualquer lugar. Fui aprendendo com a Isa que o nosso espaço é precioso, que com menos tralha em casa, cabe mais planta e até outro gato. Com a Mariana, que vinho e lençol bom não é tão mais caro assim.

A mesa linda foi trabalho da Mariana.

Ainda importo 20 ratinhos do ali pras meninas e faço estoque do shampoo que funciona no meu cabelo quando alguém vai viajar pra fora. Ainda viro os olhos até dar dor de cabeça em algumas dessas feiras alternativas (o endossa, ele é uma grande curadoria de aliexpress feita por alguém que tem coragem de cobrar 20 vezes o valor que pagou). Mas compro menos, pesquiso mais. Planejo viagens, anoto lugares. Decido coisas com a calma dos posts da Isadora.

E é por isso que amo blogs de gente de verdade. Amo crescer e aprender junto com essas meninas, nessa eterna coisa de buscar a vida que a gente quer ter até onde a rotina permitir.

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