Pessoal

Aquele sobre a minha irmã – BEDA #17

17 de agosto de 2017

Sou filha única de mãe e pai, mas tenho uma irmã. Quando eu tinha 13 anos, ela mudou pro apartamento de baixo. E a gente se conheceu porque existia uma suspeita de Caixa 2 no condomínio (before it was cool) e a síndica na época achou que era uma boa idéia colocar duas adolescentes com fama de boas alunas para investigar notas fiscais suspeitas (muito trendsetters). Na difícil tarefa que é crescer, lutar contra desvio de dinheiro foi apenas uma das muitas coisas que nos uniu, e aos 13 anos eu já sabia que ela era minha família.

Odeio & Desprezo quem se refere a entes queridos como meu-alguma-coisa (“porque o MEU-filho”, “porque a MINHA-filha”… odeio essa posse), mas nunca me refiro a ela como outra coisa senão mi’rmã, num misto de orgulho e descrença de que num mundo de 7 bilhões de pessoas, eu tive a sorte da minha pessoa, a minha melhor parte, ter ido morar justamente no andar de baixo.

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Ninguém no mundo parece tanto comigo quanto a minha irmã. Ninguém no mundo é tão diferente de mim que nem a minha irmã é. A gente se vê poucas vezes ao ano, mas mora a 6 pontos de ônibus de distância, o que trás aquela paz de ter um herói particular a um uber de distância. A gente não é de sair junto porque ela é ~dos jovens~ e eu gosto de ficar de pijama e dormir às dez (eu acho ela fascinante). Mas quando se vê, a gente pode ficar 12 horas falando sem parar, entendendo e resolvendo a vida uma da outra como só alguém com 16 anos de completa experiência no assunto pode fazer. Ela é a minha consciência.

Sempre acreditei que família é quem a gente escolhe. Ela foi a minha escolha mais acertada.

BEDA 2017 - Se Organizar Todo Mundo Bloga

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9 Comments

  • Reply Babi Lopes 18 de agosto de 2017 at 06:32

    Que gracinha, Nicas. Eu também sou filha única de pai e mãe mas aos 3 anos de idade ganhei uma irbiga (uma variação ridícula de irmã, amiga e abiga, mas é assim que a gente se chama). Impressionante como a gente acha uma alma-irmã assim no meio do mundo e carrega pra vida inteira, né?

    A minha não tá a um Uber de distância e não nos falamos tanto (ela acabou de ganhar neném, é uma mãezona) mas a gente tá sempre presente no pensamento uma da outra e não tem distância que mude isso :)

  • Reply Thaynara 18 de agosto de 2017 at 09:56

    To emocionada. Isso é tão Lane Rory que nem sei dizer, só sentir! ♥

  • Reply Ana Paula Camina 18 de agosto de 2017 at 14:35

    Ah, que coisa mais linda essa declaração!! <3
    Já fiz uma postagem sobre a minha pessoa também, que é a minha irmã (de sangue nesse caso, mas não faz diferença esse detalhe).
    E somos desse jeito, muito iguais e muito diferentes!
    Feliz que você tenha alguém assim, que o amor transborda. Família é MUITO quem a gente escolhe.
    Beijos!! Ana.

  • Reply Isa 18 de agosto de 2017 at 18:01

    que sentimento mais bonito esse <3

    e imaginei imediatamente a carinha de pequena Nicas LOKA DO CU com as notas fiscais irregulares.

  • Reply Aline Amorim 18 de agosto de 2017 at 19:25

    Eu já tive uma amiga-irmã na adolescência, mas a distância infelizmente nos fez distanciar e hoje mal nos falamos.
    Muito legal você ter essa ligação com ela, mesmo ainda morando longe.

  • Reply Wanila goularte 19 de agosto de 2017 at 16:22

    Que relação gostosa! Eu acho que nunca fui tão próxima de alguém assim, nem nunca vou ser, mas deve ser bem bom <3

  • Reply Natália 13 de novembro de 2017 at 19:30

    Ai, Nicas, você carrega umas histórias de amor e amizades muito lindas, viu?! <3

    Sorte dessa sua irmã que encontrou a irmã dela no andar de cima do prédio!

  • Reply Aquela vez que teve um N na janela - APTO 401APTO 401 18 de dezembro de 2017 at 07:52

    […] na turma do prédio e lembro de tudo isso quando a menina loira que apresento pra todo mundo como minha irmã fala “Lembra do N na […]

  • Reply Bruna Baez 18 de dezembro de 2017 at 10:10

    Que lindas!!! Que amor, que tudo! Parabéns por saberem manter esse amor vivo mesmo reconhecendo a dificuldade de se ver nos dias de hoje, porque parece bobeira, mas só a vida adulta sabe como é difícil manter qualquer relação. Beijos, linda!

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