No começo desse ano me desafiei a ler 12 livros. Um grupo no Facebook foi criado para tal feito. O grupo não vingou. Mas eu embalei. Em março já tinha lido 9. E me empolguei achando que podia fechar o ano com 36 (o peão, o peão não pode ganhar confiança). Aí veio Pokemon Go. A leitura desandou. Mas o jogo desandou também. Recuperei e fechei 2016 com 18 livros.

As retrospectivas do Sooo-Contagious sempre foram meus posts de fim de ano preferidos, então peguei emprestada a estrutura usada pela minha amiga Anna Vitória pra este ano em que (emfim!) posso fazer um recapitula também.

Livros Lidos

  1. Joyland – Stephen King
  2. Os Garotos Corvos – Maggie Stiefvater
  3. Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie
  4. A Mágica da Organização – Marie Kondo
  5. Sobre a Escrita – Stephen King
  6. O Homem do Colorado – Stephen King
  7. A Arte de Pedir – Amanda Palmer
  8. Revival – Stephen King
  9. Christine – Stephen King
  10. Sonhos Partidos – M. O. Walsh
  11. Mentirosos – E. Lockhart
  12. Primatas de Park Avenue – Wednesday Martin
  13. Meu Apetite por Destruição – Steven Adler
  14. A Criança Amaldiçoada – JK Rowling e umas pess
  15. Série Pottermore Presents – J. K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany
  16. Tá Todo Mundo Mal – Jout Jout
  17. Da Minha Terra à Terra – Sebastião Salgado
  18. Steal Like an Artist – Austin Kleon

(Joyland li na última semana de 2015, mas tão maravilho que eu precisava premiar em algum lugar) (tudo isso aqui é atualizado em tempo real lá no Skoob)

Retrospectiva Literária 2016

Melhor Casal

Não li nada cheio de romance esse ano (o que é novidade pra mim). Mas li Christine e Revival, dois livros do Stephen King que tem casais adolescentes. King sabe falar bem sobre demônios e espíritos e até vampiros (o que já vimos que não é tarefa fácil), mas meus livros preferidos são os que ele fala de adolescência. Me lembra muito Anos Incríveis. Me dá um vazio enorme quando o livro acaba. Meu melhor casal de 2016 é Leigh & Dennis, de Christine.

Virei a noite

King disse que Revival era sua obra com final mais sombrio e eu, enquanto fã trouxa, no consegui sossegar o bumbum até terminar. E foi fantástico.

Grifei

Sobre a Escrita, do Stephen King. Aprendi demais? Aprendi demais? Gostei mais porque me senti BFF dele? Gostei mais porque me senti BFF dele.

Retrospectiva Literária 2016

Irrelevante

Tá Todo Mundo Mal é bonitinho e daria um blog médio, mas não só deixou a questã “isso teria sido publicado se não fosse da Jout Jout?“.

 Abandonei

Todo mundo falou tanto de Só Garotos que fui pro livro com expectativas demais. Demais. E aí veio o Robert. E acompanhar os dramas dele todo dia era um martírio. Parei.

Leitura Nova

Acho que Primatas de Park Avenue foi minha primeira não ficção sem ser biografia. E escrita por uma dessas pessoas de humanas. Duvidei que fosse pra frente, mas li em poucos dias.

Retrospectiva Literária 2016

Morri de Rir

A Mágica da Organização, quantas gostosas gargalhadas! Mas hoje já fico preocupadíssima com a mente dos Jovens®, que veem algo nessa senhoura além da total loucura.

Chorei Choros

Joyland é bem curtinho se a gente comparar com as bíblias de 800 páginas do King, mas me liguei aos personagens de um jeito muito intenso e amei demais aquelas pessoas. Chorei choros e solucei soluços não só pelo final lindo, mas porque foi horrível me despedir de Dev e Annie.

 Decepção do Ano

Eu gostei da série sobre Hogwarts? Gostei. Podia ser melhor? Infinitamente. A gente está aqui há anos urrando por Hogwarts uma História e ela vem com esses três livretinhos soltos. Não sei se faltou bom senso ou vergonha na cara da nossa amiga JK.

Retrospectiva Literária 2016

Soco no Estômago

Americanah é daqueles livros que mostra que por mais que você tente ser correto, você pode sim estar fazendo merda inconscientemente. Foi uma leitura intensa e até didática.

Pior

Por onde começar a falar de A Criança Amaldiçoada? As falhas conceituais absurdas? Visão machistinha? Roteiro de novela da Globo? Personagens INSUPORTÁVEIS? Cursed Child deve ser a pior coisa que já lemos. Que descanse em paz.

Melhor <3

Comecei esse ano lendo a Retrospectiva Literária da Anna e ela falava que A Arte de Pedir tinha essa lenda de chegar nas pessoas no momento certo. Comigo não foi diferente. Amanda Palmer tem um jeito lindo de ver o mundo e mudou mesmo a minha vida. É um livro que todo mundo deveria reler todos os anos pra lembrar que a gente tem que ajudar as pessoas e ser legal e que quando elas não são legais de volta, o problema é delas e não nosso.

Retrospectiva Literária 2016

Bate Bola de Personagens

Personagem mais perturbador: Steven Adler não é exatamente um personagem, mas a biografia dele me trouxe incômodos extremos nas descrições brutais dos seus anos como dependente químico.

Personagem que queria ser: Outro personagem que não é personagem, mas pessoa de verdade (embora a gente as vezes ache que é um mito). A biografia do Sebastião Salgado é lindíssima e mostra que ele não é o fodão só na fotografia.

Me identifiquei: Mentirosos é um livro com começo muito bom e que vai caindo até ser só nhé. Mas algumas horas me identifiquei com a Cadence, suas angustias, questãs e problemas familiares. Ah, os problemas familiares.

Personagem mais chato: Ifemelu, a miga de vocês. Americanah é um livro tão maravilhoso que nem sei por onde começar. Tão maravilhoso que você não joga ele não parede mesmo com essa protagonista INSUPORTÁVEL. Muitas amigas seguraram minha mão durante a leitura e levantaram que uma protagonista imperfeita apenas torna o livro mais genial. Eu que não sou evoluída assim, queria só esfregar a cara dela no asfalto quente mesmo.

Retrospectiva Literária 2016