Não sei se todos se lembram da época em que nós éramos fãs privilegiados, fãs “minha franquia não vai ser prostituída com um produto novo caça níquel todo ano“, fãs “eu tenho JK Rowling defendendo meu patrimônio“. SDDS. Uma época de amor e magia. Cada pronunciamento de JK era um deleite para o ouvido do fã. “Não teremos novos produtos” ela dizia, “protegerei Potter com todas as minhas forças” ela falava. E o fã tranquilo:

Pottermore Presents

Mas o tempo passou. O tempo passou e oitavo livro. O tempo passou e peça de teatro. O tempo passou e 5 filmes de Animais Fantásticos (?!?!?!?!?!?!).

Pottermore Presents

O tempo passou e Pottermore Presents. O outrora tranquilo fã, ele está tomado pela angustia.

Estava tomando café com a Anna Vitória (nossa blogueira preferida e maior baixa da Blogosfera 2016), e ela me segredou que na franquia Os Garotos Corvos (cuja qual ela recomenda muitíssimo), a autora sempre diz algo como ~o que precisa ser dito sobre a história, está… na história, começa e termina… na história~. As vezes a gente tem que ir lá nas profundezas da obviedade buscar razão.

Mas o fã de Harry Potter. A gente é tudo doente. A gente precisa de estudo. Acompanhamento médico. Abraços. A gente vai ver o que sair. A gente vai ler o que publicar. Apenas torcendo para que o pior não aconteça.

E assim li os três volumes do Pottermore Presents.

O que que é? É material inédito?

Não é não. São três coletâneas de textos já publicados no Pottermore. Diz que o tema central é Hogwarts, mas precisa de uma abstraçãozinha pra isso, já que ele trata da história do mundo bruxo de uma forma geral, contanto, por exemplo, um pouco sobre cada Ministro da Magia que já existiu.

Talvez o mais certo seja dizer que ela usa personagens e criaturas de Hogwarts de gancho pra ir ao infinito e além.

São longos?

Não, os livros são curtíssimos! Acho que não daria 40 páginas cada, o que achei um pouco de picaretagem, lançar trêêês volumes de um conteúdo que não seria suficiente nem para 01 único livrão mais denso.

Como é a estrutura?

Cada capítulo vem uma introdução de 01 parágrafo do Pottermore, aí vem o texto da JK Rowling e aí, a parte mais legal, um comentário da JK. O texto é escrito de uma forma mais técnica, como se fosse um livro de História da Magia, mas no comentário ela conta o que pensou pra escrever aquele personagem, qual suas inspirações, o que ela gostou ou não, tudo bem pessoal.

Pottermore Presents

Conhecida por sucessivas gerações de alunos como “Professora McGonagall”, Minerva — sempre um tanto feminista — anunciou que manteria seu próprio nome após o casamento. Os tradicionalistas torceram o nariz: por que Minerva estava recusando um nome de sangue puro para manter o nome do pai trouxa?

É bom?

Olha, na atual conjuntura mágica que vivemos, é meu produto preferido. ODIEI Cursed Child e não podia estar mais desconfiada de Animais Fantásticos. Os livros do Pottermore Presents são uma volta às origens digna, servem para matar a saudade, trazem um conteúdo riquíssimo, daquele jeito redondinho, sem falhas que só a JK Rowling sabe fazer. O volume 01, por exemplo, conta a vida da Minerva McGonagall em detalhes, desde o nascimento, o tipo de coisa que a JK deve ter feito única e exclusivamente pra mostrar que é fodona e pensa em tudo (conseguiu).

A gente segue lendo e comentando e debatendo, o que o coração de vocês tem achado disso tudo?