Expliquei o onde, o como, o quando e o porque dessa coisa toda de andar aqui e todos os posts sobre o assunto você encontra aqui.

Desde que comecei a conversar com conhecidos sobre o Caminho da fé, todo mundo me falava da ~subida da Serra dos Lima~. E veja bem, chegou o dia de sermos formalmente apresentadas. E eu agradeço cada aviso sobre o caráter dessa zinha.

A vista é linda. De doer. E a inclinação também, de doer mais ainda. Mas deu pra subir em mais ou menos uma hora. Era uma coisa de uns 100 metros por vez, aí para, aí vem água e uma vez vieram também dois sachezinhos desses de energético porque a minha pressão dava sinais de que tinha decidido ficar lá em baixo mesmo beijo até amanhã.

Depois dessa subida veio a Pousada da Dona Natalina, essa mulher miudinha que tem as mãos da minha avó e um coração que parece ser grande igual. Sei histórias lindas dela (e do falecido marido, que me dói no coração, cada vez que eu penso nela lá sozinha), mas não são minhas pra contar. Minhas são as lembranças do pão com ovo (que também tinha o gosto do da minha avó) e dos cachorros mais legais do mundo: Sadan, que se esconde no mato pra derrubar motoqueiros e ciclistas (e por isso precisa ficar preso, mas abraça todo mundo que chega perto dele), Xuxa e duas outras figurinhas maravilhosas, uma delas nasceu sem o maxilar de baixo, o que faz com que ande o dia inteiro com a língua pendurada por aí.

Ainda eram nove da manhã e, por mais que a vontade fosse de ficar ouvindo histórias com a voz da Dona Natalina acalmando o coração de todos os males da humanidade, seguimos (descemos) pra Barra. Pra carimbar em outra pousada gostosa, cheia de bicho e gente de coração bom.

Foi só nos últimos dez quilômetros que o corpo puxou mesmo, mas acho que era o psicológico de saber que estava acabando. Foi o trecho que a gente fez mais acelerado, porque eu sentia que andando mais, doía menos.

Nesse finzinho eu já questionava se cumpriria essa minha meta de andar 100km todo ano até completar os mais de 400. Hoje já estou mandando convites pros amigos e penso o tempo todo nas histórias que ouvi por lá.

Caminho da Fé

Pousada da Dona Natalina

Pousada da Dona Natalina

Pousada da Dona Natalina

Caminho da Fé

Caminho da Fé

Caminho da Fé

Caminho da Fé

Não tive nenhuma grande revelação no Caminho da Fé (além daquela coisa toda de amar fotografar vacas), mas sou mais feliz por saber que ele existe, que pessoas tão carinhosas assim estão lá. E que elas são felizes de um jeito que querem dividir com todo mundo.

Dúvidas? Questões? Agonias? Questionamentos? Me pergunta nos comentários que esse é o meu assunto favorito acho que pro resto da vida!