Pessoal

BEDA #11: Sobre ser mãe de gato (ou: um ode às gatas)

11 de agosto de 2016

Nunca me imaginei como ~ mãe de gato ~ e, confesso, olhava com certo desmerecimento quem se intitulava como tal. Mingau nunca foi meu filho. Nos 21 anos em que vivemos juntos, ele foi meu melhor amigo, meu companheiro, meu confidente, meu tudo, mas nunca meu filho. Em parte porque nós crescemos juntos (contei uma vez no site que Mingau nunca teve brinquedos porque dividíamos os meus), em parte porque esse lindo siamês tinha certeza que era um lord inglês, membro legítimo da nobreza e ser superior inalcançável (de modo que precisava mesmo me ter em grande estima para aceitar ser meu amigo).

Mingau, o melhor amigo.Mingau, meu melhor amigo.

Eu achava que quando Alessa chegasse, íamos ser boas amigas também, colegas de quarto, companheiras, nada dessa coisa de filha. Mas aí ela chegou. E era tão pequena. TÃO pequena. E tão pateta. Alessa foi separada da mãe muito cedo, então chegou aqui sem saber ser gato: dava pulos desengonçados, molhava o rosto todo pra beber água, não conseguia decorar o caminho até a ração (ou o banheiro), não sabia se lamber (!) e mamava nos meus dedos (ainda mama). Alessa era um bebê e precisava de proteção.

Mãe de Gato - Alessa mamandoAlessa, que quer mamar na gente.

Da noite pro dia Alessa virou filha. Em todas as muitas noites em que me acordou pra mamar (estamos trabalhando nisso), em cada pequena evolução, no tamanho e nos traços que foram mudando (pra caramba) todos os dias, no ciúme rancoroso quando Cassandra chegou, na primeira vez em que dormiu sozinha (e eu celebrei horrores por cinco minutos e depois fiquei arrasada que ela estava independente demais), na vez em que caçou a primeira mosca e eu queria ligar pra todo mundo e contar (e, por um milésimo de segundo, simpatizei com as primas que mandam fotos de suas crianças horrendas dançando no Grupo da Família™).

Hoje olho pra Alessa e Cassandra e acho elas mais lindas que qualquer outro gato que já existiu, acho as duas diferentérrimas de todos os outros felinos do mundo. Sei que a Alessa é super companheira e que se pudesse ia trabalhar junto com a gente, e que a Cassandra vive no mundo dela (que é muito lindinho de ver) e só vem quando dá na telha. Com gatos a gente não pode fazer videos e tag e tour de quarto e diário de youtuber e não pode dizer que se identifica com certos videos da Hel Mother, então nesse BEDA fica o registro da vez que virei mãe de gato.
Mãe de Gato

Mãe de GatoAs filhas: Alessa e Cassandra

A Agatha fez uma série de posts muito legais sobre filhos caninos e eu recomendo especialmente esse aqui. :)

BEDA 2016

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32 Comments

  • Reply VANESSA BRUNT 11 de agosto de 2016 at 11:38

    Ai, que lindezas! Fiquei tão encantada com a história e jeitinho singular da Alessa. Pude visualizar imensamente cada cena que foi citando sobre os feitos desengonçados dela, Ni. Tenho o Flocos, que é um cachorro. Ele é ‘super filho’, assim, dengoso, carente e por aí vai. A Ale me lembrou muito dele. Adorei saber mais sobre esses lindões seus, que comprovam o quanto existe índole e particularidades profundas em cada ser.

    http://www.semquases.com

  • Reply KARINE 11 de agosto de 2016 at 12:25

    que gracinha e como elas são lindas! a summer chegou maiorzinha em casa e já manjava dos paranauê de ser gata, mas mesmo assim fazia muitas dessas coisas que listou (querer dormir comigo, tentar mamar e etc, HAHA). já o Charlie, chegou de muitos meses em casa e parecia um ratinho de tão pequeno. não sabia fazer nada e ainda teve que encarar a fúria da irmã mais velha (tivemos MUITA MUITA MUITA treta aqui em casa por causa disso). ele era super carente, vivia chorando, querendo atenção, e o desprezo da summer só fazia isso aumentar (acho que até hoje ele é afetado por isso, os dois são muito amorzinho juntos, mas ele continua sendo ~ o carentão da casa). btw, virar mãe de gatos foi uma das melhores coisas que me aconteceram nos últimos anos. summer completou dois anos em fevereiro e já tô com aquele sentimento de ~mddc minha menina está muito crescida!

    *MANDANDO PELA 3A VEZ
    pq acho q coloquei uns símbolos que cortaram o comentário????????
    desgurpa tô causando
    HAHAHAHAHAHAH

    • Reply nicas 14 de agosto de 2016 at 18:05

      Aqui em casa também foram dias de TRETA!
      Eu quase desisti, se não fosse o cônjuge, eu tinha enlouquecido!

      A Cassandra (que chegou depois) tem esse mesmo sentimento do Charlie, ela não liga muito pra mim e pro meu namorado, mas se a gata mais velha ignora ela, ela fica MUITO sentida.

      (e não causou nada, deu tudo certo com o comentário haha)

  • Reply Katarina Holanda 11 de agosto de 2016 at 12:27

    Que amor! <3

  • Reply Paula 11 de agosto de 2016 at 13:03

    A Marie é super minha filha e mesmo com quase 8 anos ela tem certeza de que é um bebê. Só não entendi pq não dá pra fazer vídeos, pq eu tô querendo gravar tag com a Marie (não espero que ela fale nada no vídeo, que fique claro hahaha)

  • Reply Thay 11 de agosto de 2016 at 17:56

    Meu restinho de tarde ficou mais amor com esse post, como são lindas suas meninas! <3
    Tenho uma catiora bebê mas estou trabalhando (ou seja, tentando convencer mamãe) a trazer um filhote de gato pra casa. A teoria é que caitora bebê e gato neném se tornem bons amigos, hehe. Estou apaixonada por suas filhotes, Alessa e Cassandra são lindíssimas, óin. <3

    • Reply nicas 14 de agosto de 2016 at 18:06

      Filhotinho dá pra acostumar cachorro e gato numa boa! (no anúncio de adoção da Alessa no OLX, a foto era ela deitada na cabeça de um pastor alemão, o pastor e a mãe da ninhada cresceram juntos e todo mundo era super de boa haha).

  • Reply Lorraine Faria 11 de agosto de 2016 at 19:18

    E essa distribuição de parentescos? AMEI! Alessa parece ser um doce de gatinha <33 fiquei imaginando ela atrás da mosca hahah

  • Reply Vy 11 de agosto de 2016 at 20:09

    Quanto amor!!! <3 E gente, 21 anos de gato??? Gato highlander!!!

    Ai, amor e ódio por USP Lost, né? O curso lá é teoricamente diferente, porém não sei se na prática é mesmo. Sei que eles tinham umas coisas de recreação, tipo educação física mesmo, mas não sei se mudou. Trabalhei com gente de lá, em comum todas esticamos o quanto pudemos o tempo pra terminar, HAHAHA!

  • Reply Taís 11 de agosto de 2016 at 20:36

    Olha só essas pitiquinhas felinas, meu coração tá todo derretido aqui! <3
    Ai, Nicas.. ser mãe de gato é a coisa mais maravilhosa hahaha é um mundo novo e lindo que a gente descobre! Do Baltazar agora, eu passei de mãe pra 'irmã' talvez, porque agora é minha mãe que cuida dele.. mas sempre serei mãe de gatos de coração e não vejo a hora de poder ter um novamente pra cuidar, já que não tenho coragem agora de separar minha mãe do gato =/

    beijos!

    • Reply nicas 14 de agosto de 2016 at 18:08

      Eu adorei acompanhar sua volta com o Baltazar! Quando eu saí de casa e via o Mingau só uma vez por semana, tinha pânico dele e esquecer, foi muito gracinha o Baltazar lembrando de você! Também não tive coragem de tirar o Mingau de casa, porque com 21 anos, qualquer mudança na rotina dele ia fazer muito mal, mas tô amando a vida com as meninas.

      Quando tiver os seus, quero foto, quero diário!

  • Reply Ana Luíza 11 de agosto de 2016 at 21:40

    Não confirmo nem nego que desceu uma lagriminha aqui, risos. Miga, que post mais lindo <3
    Não tenho gatíneos, mas tenho cachorríneos e, embora sejam bichos diferentes, entendo demais esse sentimento e, honestamente, acho que é um dos mais lindos que existe. Enquanto lia, ficava lembrando de quando o Loki era pequeninho e ainda dormia no meu quarto, de quando me acordava 4h da manhã religiosamente querendo brincar e eu fazia rodízio com meu namorado pra ver quem ia ficar brincando com ele, da primeira vez que ele se enfiou debaixo da cama e eu chorei de desespero achando que ele não ia sair nunca de lá, até relaxar de vez e ele passar a dormir sempre lá (até não caber mais, risos), de quando ele começou a explorar a casa e de repente não queria mais dormir no quarto junto comigo, muito menos ficar o tempo inteiro comigo porque sempre tinha coisas mais interessantes pra fazer (ah, a independência!). É tanta coisa e passa TÃO rápido. Dá uma saudade, né? Muito bom ser mãe de bicho <3

    beijo!

    • Reply nicas 14 de agosto de 2016 at 18:12

      A independência deixa a gente feliz porque acaba com essas acordadas no meio da noite (been there, done that!), mas dá uma dorzinha, né? As gatas as vezes ficam muito amiguinhas no grupinho delas sem me dar bola e eu morro de ciúme! haha

  • Reply Jeniffer Geraldine 11 de agosto de 2016 at 21:40

    aaaai meu Deus, quanta fofura!
    Amo gatos! Mas ainda não tenho nenhum. Fico com dó de deixar sozinho em casa e já preocupada pensando com quem deixarei qdo precisar viajar huahauha
    beijos e parabéns, mamãe!

    • Reply nicas 14 de agosto de 2016 at 18:03

      Eu sofri horrores quando a Alessa chegou, porque achava que ela sofria sozinha, mas a Natália fez um post sobre isso esses dias e o bichinho sempre tá mais confortável sozinho na sua casa do que sozinho em um abrigo (foi esse o empurrão que me fez adotar). De qualquer forma, pegamos a Cassandra também e mesmo ficando fora de casa o dia todo, as duas parecem bem confortáveis. Elas se fazem companhia. :)

      Se um dia decidir encarar, te dou todas as dicas!

  • Reply Bruna Morgan 11 de agosto de 2016 at 21:41

    ahauhuahu que coisa gostosa <3
    Minha gatinha hoje tem 13 anos e crescemos juntas, eu tinha 8 anos quando ela veio pra cá *-*

    ✦ ✧ http://bruna-morgan.blogspot.com ✧ ✦

    • Reply nicas 14 de agosto de 2016 at 18:11

      Quando a gente cresce junto é tão gostoso, né?

  • Reply Thais 11 de agosto de 2016 at 21:53

    Estou derretida pelos seus gatinhos! e pelo amor q vc tem por eles, ai que fofuxos *-*

  • Reply Stéfhanie 11 de agosto de 2016 at 22:18

    Que coisa mais linda!
    Me identifico tanto. Eu tinha uma cachorrinha que cresceu comigo durante quinze anos e eu sempre a considerei como amiga, confidente e irmã. Com o Frodo (meu cachorrinho) a relação é diferente, eu me sinto como uma mãe totalmente responsável por ele – e ele dependente de mim.
    Tão mãe que quando ele vai pro pet tomar banho e eles demoram pra ligar dizendo que ele está pronto, já fico toda preocupada hahahah.

    Ps.: Apaixonada por esses zoiudos lindos! <3

    Um beijo

    • Reply nicas 14 de agosto de 2016 at 18:09

      Eu vou ter que levar as meninas pra vacinar e castrar em breve e já tô sofrendo porque vai doer! uahuaha
      Entendo a preocupação com o petshop, uma vez por m~es a faxineira vem aqui em casa e se ela me liga no meio do dia eu já explodo de preocupação achando que aconteceu alguma coisa!

  • Reply Mariana 11 de agosto de 2016 at 22:22

    Gatos ???

    Isso é o que o povo quer ver! Sabe, eu odiava gatos. Se alguém me dissesse cinco anos atrás que hoje eu teria 3 gatas e estaria cogitando adotar mais, eu certamente ia dar risada. Gato é um bicho muito especial, entra no seu coração e faz um ninho de uma forma que nunca mais sai. Eu não sei o que seria de mim sem a minha Pantufa. As suas filhas são maravilhosas! ?

    • Reply nicas 14 de agosto de 2016 at 18:10

      Gato vicia! Você começa a achar que sempre cabe mais um. Melhor bicho!

  • Reply Anne 12 de agosto de 2016 at 00:01

    Ai gente, quanto amor num post só! Seus felinos são lindos demais e tem cara de quem tem muita personalidade!
    Eu virei mãe de gato faz quatro anos e desde então sou uma gateira assumidíssima e não dá pra dizer o quanto meus pequenos tigres fazem a minha vida mais feliz!
    Beijo

    • Reply nicas 14 de agosto de 2016 at 18:12

      O primeiro gato abre uma porta que te transforma em gateira pro resto da vida!

  • Reply Agatha 12 de agosto de 2016 at 15:16

    Eita que coisaaaaa mais lindaaaa!! Que filhas mais fofas, e esses nomes super originais? Adorei! <3 Tão bom ser mãe orgulhosa de pets kkkkk O mais legal de tudo é querer sempre contar aos outros os feitos maravilhosos e quase humanos desses bichos maravilhosos. Fiquei com vontade de ter um gatinho <3
    Obrigadaa demais pela indicação no post! Abraaaço mega apertado, viu?!

    • Reply nicas 14 de agosto de 2016 at 18:13

      Eu amei muito aquela sua série e a cada dia eu entendo mais o que você escreveu (é tudo muito real!).
      Recomendei de coração!

  • Reply Anna 13 de agosto de 2016 at 01:02

    Ah que lindas, elas e você <3
    Eu gosto dessa reflexão sobre as diferentes relações que a gente cria com os bichos. Francisco não é meu filho, é meu irmão mais novo. Às vezes fico querendo repensar esse parentesco porque sou bastante mãe dele no sentido de certas dependências, sacrifícios e principalmente no de realmente acreditar que não existe animal no mundo que seja mais bonito e tenha personalidade mais encantadora que a dele. Só que a gente é muito irmão. Eu não tenho irmãos, mas fico pensando que deve ser assim ter um rapinha do tacho em casa, dos jeitos que eu gosto de implicar com ele até minha mãe vir brigar, da forma como ele absolutamente não respeita minhas coisas ou meu espaço pessoal e vive subindo no meu teclado (sim, ele acha que é um gato), nunca pede pra subir no sofá ou na cama se eu estou lá, a forma como é capaz de sentar na minha cara se ele achar que é o lugar mais conveniente pra sentar – coisas que ele JAMAIS faria com a minha mãe, que ele respeita tanto que só sobe no sofá depois de olhar pra ela e ela confirmar com a cabeça que ele pode subir.

    Ter bichinhos é muito mágico e você tá totalmente no direito de querer mandar (ou mandar mesmo, foda-se) fotos das suas filhotas sendo maravilhosas pra todo mundo.

    Um beijo no focinho de cada uma e outro pra você. <3

    • Reply nicas 14 de agosto de 2016 at 18:18

      CHICO! <3
      O Chico me lembra muito o Mingau, porque claramente muito elegante, muito fino, muito nobreza (com suas roupinhas e sua mágoa). A gente tinha essa mesma relação que você e o Chico, ele entrava no meu espaço e a gente saia quase na mão na disputa, ele roubava meus brinquedos e se ficava puto mastigava as minhas coisas (e me esperava do lado do estrago, pra deixar bem claro que foi ele e que não estava arrependido). Muito temperamentais esses dois!

      Miga, ontem passei em frente a Empresa Folha da Manhã e precisei ser conduzida de lá por amigos, antes que começasse a gritar euforicamente seu nome, chamando toda a diretoria de idiota por voc~e ainda não estar aqui contratadérrima.

  • Reply Ludimila 14 de agosto de 2016 at 11:10

    Não sou mãe de gato, meu gato é mais tipo meu irmão, mas que lindezas <3 Ainda quero passar por essa experiência de ser mãe ^^

  • Reply Lívia 16 de agosto de 2016 at 13:40

    Oi, Nicas!
    Cheguei neste posts através de um link da Thay <3
    Eu tbm tive um siamês chamado Mingau. Saudades desse moço. E, veja só que interessante: minha mãe sempre usava a frase "o Mingau é um lorde"AHHAAH que coincidêncis!
    Eu tenho uma queda muito grande por gatos pretos. O meu melhor gato, o gato que mais me entendia e me amava era o Café. Preto. Lindo. Saudades…
    Hoje tenho duas: a Nina que é toda independente e a Mel que é toda carente. A Melzinha ainda mama na minha roupa, nas minhas cobertas, em tudo! E eu sou apaixonada por elas. E elas são minhas filhas, sim.
    Um beijo!
    P.S.: vai dar tudo certo na castração! Leia bastante relatos e tire todas as dúvidas possíveis com o veterinário, isso vai ajudar a te tranquilizar. Enquanto elas estão no médico, a gente mal se aguenta. Enquanto elas estão com os pontos, a gente sofre. Mas depois que tudo passa, a gente fica orgulhosa por demais por ter tido essa coragem e estar fazendo esse bem por elas.

  • Reply Stephanie Ferreira 24 de agosto de 2016 at 16:14

    QUANTA FOFURA SENHOR!!
    Eu tenho uma gatinha que mama também e isso geralmente não passa não, só diminui… Acontece porque realmente, foi desmamadas muito cedo :(
    To apaixonada pela suas filhas <3

  • Reply Compras para gatos no Aliexpress (+wishlist) - APTO 401APTO 401 6 de março de 2017 at 08:22

    […] naquele sentimento de ser mãe de gato, ultimamente me divirto muito mais pesquisando coisas para as meninas do que para mim. A casa já […]

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