Já falei (aqui, nas ~redes sociais~, nos bares e na vida) que não compro mais livros. Que livro físico me atrapalha, e etc, etc, etc. Tenho guardado meu espaço (imaginário, pois não tenho) para edições mais sentimentais (quero comprar A edição de Harry Potter), mais maravilhosas (Darkside <3) ou livros onde realmente a versão física faz diferença. É o caso de S.

Mas, Nicas, nós estamos de bem do JJ Abrams?” indaga o leitor. Olha, são questões. Seria a maravilhosidade de Star Wars capaz de nos fazer superar o trauma de Lost? Carrego essa dúvida comigo e gostaria de não opinar por hora. Mas acho que S pode, definitivamente, pesar na decisão final.

Não vi nenhum alvoroço em cima desse livro (?!?!?!?!), vi largado (e lacrado) na Livraria Cultura e quando fui pesquisar, descobri que não é apenas um livro, mas também um quebra-cabeça, quase um jogo.

Uma jovem encontra numa biblioteca um livro com anotações de um estranho. As margens repletas de observações revelam um leitor inebriado pela história e pelo autor da obra. Ela responde os comentários e devolve o exemplar, que o estranho volta a pegar. Ele é Eric, ela é Jennifer, e os dois começam um irresistível e inesperado diálogo paralelo à história do livro.

Assim, S é cheio de anotações e anexos e conta duas histórias em paralelo, a primeira é a do ~livro original~ que eles vão rabiscando e a segunda é a história de Eric e Jen resolvendo o mistério.

O que mais me chamou a atenção aqui (além da quantidade de anexos, que é absurda!), foi o capricho com a letra, com as cores, com o material. O azul das anotações é o tom exato da boa e velha Bic, os papéis tem a textura certa (recortes de notícias vem em papel jornal e anotações em guardanapo vêm no material perfeito) o livro tem cor de livro de biblioteca (e vem até com a etiqueta da referência, os carimbos, o histórico de empréstimos).

Apesar das 472 (!) páginas e dos muitocentos acessórios e detalhes, S não é um livro caro, custa em torno de 99 reais e costuma ter promoção no Submarino e na Amazon (paguei 63 no meu).

Ainda não li e fiz esse post mais pra criar coragem (e pra falar que estou encantada com o projeto gráfico) do que qualquer outra coisa. Confesso que tô com medinho e ainda vendo aqui como vou me organizar pra ler isso (já que é inviável carregar por aí e deixar alguma das ~pistas~cair ou sair da ordem), mas volto com resenha.

S by JJ Abrams e Doug Dorst

S by JJ Abrams e Doug Dorst

S by JJ Abrams e Doug Dorst

S by JJ Abrams e Doug Dorst

S by JJ Abrams e Doug Dorst

S by JJ Abrams e Doug Dorst

S by JJ Abrams e Doug Dorst

S by JJ Abrams e Doug Dorst

Pra terminar: a inspiração para este projeto veio quando Abrams encontrou um livro em um banco no aeroporto e junto com ele, a seguinte mensagem: “Para quem encontrar esse livro: por favor, leia-o, leve-o a algum lugar e deixe-o para que outra pessoa o encontre.”. Lembram quando a gente falava que ia fazer isso? Lembram do #PotterItForward? Olha no que deu! <3 Agora deu vontade de novo de sair deixando livros e bilhetinhos (migas, vamos?!).

BEDA 2016