Expliquei o onde, o como, o quando e o porque dessa coisa toda de andar aqui e todos os posts sobre o assunto você encontra aqui.

O trecho que vai de Águas da Prata até Andradas tem 32km, com uma única opção de parada no meio do caminho, um hotel com fama de não ser muito receptivo. Decidimos que passaríamos por ele, mas que se a coisa não estivesse no mínimo muito maravilhosa, seguiríamos viagem, mesmo que destruídos, até o final. E foi o que fizemos.

Nesse dia, no meio do caminho tinha um Pico do Gavião, o que basicamente significa que você só sobe, sobe, sobe o dia todo. Algumas horas sobe muito, algumas horas pouco, mas é basicamente isso, você sobe. E é bem tranquilo.

De novo foram vacas (e fotos de vaca, meu deus, melhor esporte da vida fotografar vaca), cavalos, tucanos (!), macacos (!!!), uma coruja e patos/marrecos (que estavam presos, ainda bem, por que você já viu os dentes desse bicho?!).

Tem bem menos sol nesse pedaço, por conta de uma vegetação linda! Então rende tudo muito bem. Fizemos 22km de manhã, almoçamos nesse hotel aí e fizemos mais 10km a tarde, quando atravessamos a pontezinha da divisa de SP e MG. <3

Essa cidade também não tem pousada caseira (é uma das últimas assim, daqui até Aparecida quase todas as hospedagens são na casa das pessoas) e ficamos num hotel bastante confortável e hospitaleiro.

Depois de um banho, saímos para explorar a cidade (lê-se comprar cerveja, porque outro grande charme dessas cidades é que a cerveja é muito barata) e passando pela recepção um funcionário aponta: “Olha! Peregrinos!”. Estranhei, porque já não estávamos mais vestidos ~a caráter~ e ele me respondeu “Só os peregrinos andam dando pulinhos“.

E é verdade. Depois de 74km, o corpo doía sim, mas não era nada insuportável (até menos que nos poucos dias da vida em que tentei ser musa fitness, porque também dói de um jeito mais uniforme, bem diferente da academia). Acho que a maior diferença mesmo é que a noite o corpo começava a se recusar a reponder (não o culpo). Você não manca e sim… anda dando pulinhos. Outra coisa que não esperava é o tempo que eu demorava pra dormir e a facilidade absurda em acordar às cinco da manhã. Eu sentia o corpo bem cansado e pesado mesmo (no final do dia não era nem tanto os pés, mas as costas), mas ~a mente~ estava mais descansada e leve do que nunca.

Caminho da Fé

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Dúvidas? Questões? Agonias? Questionamentos? Me pergunta nos comentários que esse é o meu assunto favorito acho que pro resto da vida!

 

BEDA 2016