Durante muitos e muitos anos, o meu maior medo na vida era ser comum (o que é bem irônico para alguém que passou todo o ensino médio tentando passar despercebido). Até hoje não consigo explicar direito o porque, mas eu precisava fazer coisas.  E eu fazia essas coisas de um jeito até que vazio, não pensava exatamente porque queria ir em algum evento, mas tinha essa necessidade louca de me enfiar onde as coisas estavam acontecendo. Eu precisava acordar no dia seguinte e dizer ” eu fui”. Eu precisava estar lá pra ver.

Tweet da Tadsh

esse elogio!!!
E essa é uma fase que recomendo pra todo mundo. Especialmente quando você não faz a mais puta idéia do que fazer na vida. Na maioria do tempo eu fazia isso por puro instinto, mas as vezes eu precisava me forçar a sair, precisava inventar algum esquema de leis a ser cumprido por mim mesma.

Nessas, fiz dois projetos pro blog (#52Nuncas e #53Nuncas, em que tinha que fazer algo novo toda semana por um ano), pulei de para-quedas, abracei a Cyndi Lauper e conheci um dos meus maiores amigos nessa vida.

E é nesse último caso que eu mais penso. Na noite em que eu conheci o Tony, eu só saí de casa porque tinha um projeto bobo pro blog pra completar. E esse “sim” influenciou desde os 108km que caminhei em julho até a escolha do apartamento de onde escrevo agora.

Hoje quando me chamam pra sair, a minha resposta automática não é mais o “Por que não?” de antigamente, talvez porque eu tenha preenchido alguma coisa que me faltava há muito tempo. Hoje já encontro paz em passar noites seguidas no sofá. E com isso veio um conhecimento maior dos motivos de eu desejar certas coisas e das experiências que vão me fazer amar mais a vida. Hoje eu sei reconhecer o show que vai fazer meu coração parar quando as luzes se apagarem antes da primeira música, do mesmo jeito que reconheço o valor de uma reprise de filme com uma boa cerveja. Na vida a gente precisa escolher as nossas batalhas e também escolher os nossos “sims”.

Sobre sims

BEDA 2016