Vi esse meme no blog da Thay, ela fez dez livros, mas resolvi reduzir o número pra focar realmente naqueles que me marcaram. Passei muito tempo lendo pouco ou quase nada, só agora com o Kindle no celular que retomei um pouco as coisas. Escolhi esses títulos não necessariamente porque são histórias fantásticas, mas porque me marcaram, na maioria das vezes, de uma forma sentimental.

Tag: Livros que me Marcaram

HP4

Esse é o meu Harry Potter preferido e foi o que li mais vezes. Não sei se foi uma coisa de momento (eu sofria muito bullying na escola, era super deslocada e meu melhor amigo tinha parado de falar comigo porque gostava de mim), mas as minhas lembranças do clima desse livro são parecidas com as lembranças quentinhas de uma viagem, a sensação é que eu realmente estive lá, que assisti os jogos da Copa (Copa <3), comi aquelas comidas, conversei e abracei aquelas pessoas. São lembranças muito mais reais do que várias coisas que me acontecera de verdade. Também é o primeiro livro que precisei esperar uns meses pro lançamento e o livro onde a história toda muda, fica pesada e coisas acontecem! Os quase três anos que se seguiram até A Ordem também dão um peso maior pro Cálice de Fogo. Acho que é meu livro preferido da vida.

Os Karas

Quem conssegue definir um grupo de (pré?)adolescentes como “o contrário dos coroas, o avesso dos caretas” e não fazer isso soar absolutamente brega? Pedro Bandeira. Que homem. Olhando hoje, as histórias de Miguel, Magrí, Calú, Crânio e Chumbinho são bem absurdas (lutar contra laboratórios multinacionais e oficiais nazistas?!), mas na época vivi aquilo com eles e foi lindo e foi intenso. E se passava em São Paulo! E eram livros tão cheios de carinho! E tinha o Detetive Andrade! Li e reli e reli infinitamente cada um deles. A Droga da Amizade está aqui na fila, reservado para um momento especial.

Carrie

Carrie foi meu primeiro livro do Stephen King (e o primeiro livro que ele escreveu. eu e ele: almas gêmeas). Me marcou porque é excelente e o melhor livro de terror/suspense que já li? Sim. Mas me marcou também por conta da maneira como ele descreve o sentimento da Carrie ao atacar pessoa. <3 Penso muito nessas palavras sempre que alguém me irrita. Penso mesmo. Desculpa.

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Vida Após a Morte

Aqui não foi necessariamente o livro que me marcou, mas toda a história e material sobre os três meninos do Memphis, a biografia do Damien veio só para encerrar e amarrar todas as pontas. Damien Echols foi preso (muito, muito, mas muito!) injustamente aos 16 anos e condenado à pena de morte. Nesse livro ele conta como não enlouqueceu na cadeia, como se casou com uma mulher que conheceu por carta e como ficou amigo do Eddie Vedder (mozão). Ele era só uma criança, com todos os motivos do mundo pra pirar e desistir, mas seu livro não trás nem revolta nem grandes mensagens de superação, apenas uma conversa muito franca com alguém que eu adoraria conhecer.

 Slash (a biografia)

Foi a primeira biografia que li e teve toda essa coisa de entender mesmo uma banda, em vez de só ouvir. Teve uma certa evolução minha aqui e isso me deixa bem feliz.

Meu Apetite por Destruição

Sempre fui do time que defendia o Steven Adler quando o excluíam das possíveis reuniões do Guns “Deixa o cara tocar, tão feliz o moço”. Aí fui ver a biografia e li todas essas páginas achando ele muito egocêntrico e um adolescente que não cresceu. Talvez eu tenha desejado espanca-lo. MAS: passado um tempo, acabou sendo uma das biografias mais sinceras que li (não que tudo o que ele escreveu seja verdade, mas ele acredita em tudo que está ali). Seus relatos sobre o abuso de drogas (incluindo a cena detalhada de uma convulsão no chão de um banheiro) são super reais, a primeira vez em que alguém me passou mesmo a dimensão da coisa, o sentimento e o desespero. Hoje voltei a gostar do Steven e e chorei quando ele subiu para tocar duas músicas na bateria dessa turnê atual.

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A Arte de Pedir

Assim como aconteceu com Anna Vitória (nossa blogueira preferida), A Arte de pedir caiu na minha mão no momento exato que eu mais precisava. Amanda é incrível e faz a gente acreditar em uma vida mais leve e em uma corrente infinita de ajuda e amor. As páginas desse livro trazem muito do que senti naquela minha caminhada de 108km. Realmente mudei várias coisas depois dessa leitura, passei a prestar mais atenção em como posso ajudar pessoas e, claro, virei fã de estátuas vivas.

All Across The World I e II

Já falei aqui sobre o quanto amo os livros da Tati e sobre como eles são mesmo incríveis, independente do meu apego emocional, mas li a série AATW em um ano muito difícil e cada capítulo era um respiro daquele redemoinho em que eu estava. E teve todo o processo de participar daquele momento junto com a Tati, de fazer parte do fandon da série e conhecer pessoas ótimas, de me envolver até o último fio de cabelo com aqueles personagens.

 

BEDA 2016