Expliquei o onde, o como, o quando e o porque dessa coisa toda de andar aqui e todos os posts sobre o assunto você encontra aqui. caminho da fé

O Caminho da Fé pode ser iniciado de qualquer lugar, nós escolhemos começar por um hotel em Vargem Grande do Sul por um único motivo: é a última saída antes da Pousada da Dona Cidinha.

Saímos de São Paulo às sete da manhã, chegamos em Vargem Grande às onze e passamos pelo tal hotel para eu retirar o carimbo da minha passagem pela cidade. O carimbo (além de ser uma lembrança muito, mas muito legal), vai pra uma credencial (que peguei mais lá na frente, como ainda não tinha credencial, carimbei um papelzinho e colei nela depois, é permitido) que comprova que você é peregrino, garantindo o desconto nas pousadas e um certificado de conclusão no final. <3 Almoçamos num kilo e saímos por volta do meio-dia.

Nesse dia o Tony queria cobrir uma distância menor pra ver como era o meu rítmo, já que eu não estava com o sapato próprio pra andar uma distância dessas (fui de tênis mesmo, o mais aconcelhável é uma bota própria que seja dois número maior que o seu pé, mas ainda vou falar disso num post separado) e não tinha treinado porcaria nenhuma antes de viajar.

É muito tranquilo se achar no Caminho da Fé. Todo mundo na cidade conhece a rota e você só precisa seguir as setas amarelas, que nunca ficam muito tempo sem aparecer. É quase impossível errar. Também existem placas mostrando a kilometragem a cada dois kilômetros.

Caminho da Fé
Essas placas tem a contagem dos kilometros que faltam até a basílica de Aparecida do Norte.

Caminho da FéAs setas amarelas indicam o caminho e elas estão em todo o lugar, você dificilmente fica 50m sem passar por uma, estando no centro das cidades ou no meio de um cafezal. Mesmo se só existir um caminho possível e obvio, as setas estarão lá, não tem erro.

Foram 12km até a Dona Cidinha, a parada mais famosa de toda a rota. Tinha um trecho de subida mais pro final, mas no todo, o trajeto não foi muito puxado e fomos bem, em menos de duas horas e meia, sem precisar parar nenhuma vez.

E aí chegamos na Dona Cidinha. E, que mulher! Ela não é uma pessoa, é um acontecimento. Ela é uma avó, pra começo de conversa, o que faz com que ela descarregue parte de todo seu carinho em forma de comida. E, gente, quanto carinho!

A noite tinha arroz, feijão, frango, carne, leitoa assada e linguiça (que ela fez com os porcos do sítio dela), mais quatro tipos de compota caseira pra sobremesa e suco. E ela fez tudo isso conversando com a gente na cozinha. Cida pilotava 6 panelas, gerenciava 4 netos, abastecia lenha no fogão e entretia 5 peregrinos como se aquilo tudo fosse um grande palco de stand up. Ora a minha barriga doía por excesso de comida (e amor), ora por rir demais.

A casa dela fica num ponto muito alto (falei da subida) e isso proporciona o por do sol mais bonito do Caminho. Foi o início mais incrível que poderíamos ter.

Caminho da Fé
Caminho da Fé
Caminho da Fé
Caminho da Fé
Caminho da Fé
Caminho da Fé

Dúvidas? Questões? Agonias? Questionamentos? Me pergunta nos comentários que esse é o meu assunto favorito acho que pro resto da vida!