APTO 401 - KindleO Kindle e seu aplicativo para celular

Comprei meu Kindle há cinco anos (o tempo passa, o tempo voa e coitada da poupança bamerindus), simplesmente maravilhada que existia um aparelhinho barato, que podia carregar quantos livros eu quisesse, alguns deles até de graça (você sabe do que estou falando) e com uma textura perfeita de papel. Naquela época longínqua, em que os smartphones ainda engatinhavam, era um verdadeiro milagre.

De 2011 pra cá, não virei a princesinha da leitura, a duquesa das letras ou a imortalzinha da Academia, porque o aparelho não resolve tudo sozinho, mas comecei 2016 lendo mais do que nos últimos dois anos juntos, e combinar e-reader + celular (com o app do Kindle) como ferramentas de leitura foi decisivo pra isso.

Até pouco tempo, eu achava inviável ler ~um livro~ no celular, mas é pura questão de costume e, principalmente, de convencer a cabeça, já que a gente já passa boa parte do dia com a cara enfiada na tela e ~a luz de fundo~ ou o ~tamanho pequeno~ nunca comprometeram nossas horas de twitter.

Quanto ao número das páginas, faz um pouco de falta no começo sim, mas passa quando você perde a fissura no número. É perfeitamente possível acompanhar o andamento do livro pela porcentagem que o reader indica (e no caso do aplicativo, ele ainda mostra qual a média de tempo até o final do capítulo – absolutamente excelente). Até o Skoob está pronto pra receber % em vez de páginas no histórico de leitura.

Como o Kindle mudou meus hábitos e me fez ler mais

Percebi o quanto essa adaptação foi importante, quando reparei que estou com quatro livros parados em casa (a sedutora Black Friday), que quero muito ler, mas que estão largados pois… são de papel. Essas quatro coisas fizeram toda a diferença:

Não esqueço mais o livro e ele cabe em qualquer lugar

Levo o celular até na padaria (embora a gente não vá mais na padaria, mas vocês entenderam), então o livro está comigo 100% do tempo. Tem aquela conversa de que quando a gente quer adquirir um novo hábito, tem que fazê-lo consistentemente durante um número seguido de dias, e o primeiro passo pra isso é eu não deixar as pesadas 530 páginas de Americanah em casa (por esquecimento ou por preguiça de carregar).

Acho a leitura mais confortável

Com livro físico, eu não acho posição depois de muito (ou pouco) tempo. O time do ~gosto do cheiro de livro~, o time do ~resenha de livro com 20 fotos e duas linhas de texto~, o time xiita, vai achar absurdo, talvez me chamem de selvagem, mas acho muito mais confortável ler no Kindle ou no celular. É muito mais ergonômico. Ou seja, leio mais tempo.

Posso grifar tudo no Kindle

Não considero um ato de barbárie sair riscando livro, mas mesmo que eu grife e anote coisas, nunca vou lembrar de voltar em todas as páginas e pegar as anotações, muito menos digitar isso ou guardar e reler. Nos e-readers, você vai grifando, adicionando notas e no fim do livro tá lá o arquivo prontinho e completo pra salvar. Na hora de comentar com as miga (faço parte de um grupo de leitura para preguiçosos e isso diz muito sobre nós) facilita bastante também.

Tem luz própria (ou ~se a sua estrela não brilha, não tente apagar a minha~)

o celular é meu despertador, então fica do lado da cama. Se perco o sono, posso ficar lendo sem o estardalhaço de atravessar o quarto, acender a luz, e aí sim despertar definitivamente para todo o sempre. A mesma coisa vale pra ler no avião, por exemplo.

Como o Kindle mudou meus hábitos e me fez ler mais

Já que estamos falando desse assunto, no meu antigo blog eu contei uma história muito legal de como um desconhecido no metrô me apresentou o Kindle e eu amava esse post! Mas ele se perdeu com todos os meus outros arquivos. Alguém tem truque pra recuperar? Já tentei o Archive.Org mas não funcionou.

UPDATE: História recontada aqui.