Lifestyle, Pessoal

BEDA #23: Sobre essa coisa da Comida de Verdade

23 de agosto de 2016

O Whole 30 (ou comida de verdade) é uma dieta ou estilo de vida ou filosofia onde você reduz drasticamente o consumo de industrializados, começando com 30 dias de total e completo veto a alimentos processados (basicamente, se vende dentro de um saquinho, latinha, caixinha: não pode). Fiz em janeiro, me fez super bem e pretendo falar mais disso em breve (quero refazer em setembro).

Whole 30 - Comida de VerdadeMercado Municipal de Pinheiros – Abril/16

Já estava no quarto dia do processo quando vi uma foto de alguém fazendo chá com folhas de verdade (fresquinhas!) e fiquei bem maravilhadinha “noooossa, que legal, que alternatiiivo”. Aí chutei minha própria bunda, pois: passei a infância tomando esse mesmo chá, com essas mesmas folhas, tudo colhido no jardim da minha avó (era uma planta enorme e acontece que também era o ponto preferido do doberman da minha prima fazer xixi).

Se a finada Vó Conça, visse a gente aqui na internet fazendo uns estardalhaço sobre como somos diferentões e heróis de comermos ~ comida de verdade ~, ela ia falar que isso não é falta de nutriente e sim falta de surra. Dona Conceição era uma orgulhosa dona da coleção “Plantas que Curam” (que, se não engano, ela comprou de um moço que vendia de porta em porta, bons tempos) e conhecia um chá pra tudo que era coisa (o preferido era boldo, que eu nunca tomei, por mais doente que estivesse).

E ela teria um ponto, mas a gente também tem.

A gente ama viver no futuro e assistir MasterChef juntos cada um na sua casa via Twitter, comprar um livro na Amazon e receber ele no Kindle no segundo seguinte e poder passar um ano inteiro frequentando o banco apenas pela Internet, mas o futuro transformou coisas básicas (comer!!!) em verdadeiros desafios.

Eu achava que a parte mais difícil do Whole30 seria resistir a vontade de açúcar (que sim, vicia) e que teria uma logística envolvida nisso, mas não imaginei que comprar comida fosse uma coisa tão não-natural. Pra comprar legumes, não é só ir no mercadinho. O tomate do mercadinho (de oito reaaaaaais!), coitado, ele tá arrasado, mais abatido que eu. A cebola já apanhou mais que o Seu Madruga (quando tem) e o hortelã já vem semi-morto, zumbi, The Walking Dead dos chás.

Pra não desanimar ninguém, depois que você pega o jeito, é bem fácil. Eu descobri que ainda existe sacolão (gente, eu faço compras no sacolão, a terceira idade, ela é maravilhosa, venham!) e que ele tem horários possíveis. Ainda não consegui migrar para os orgânicos, mais pela questão do preço, mas é uma idéia.

Outra coisa que arrancaria gargalhadas da vó, é que eu achava que temperar comida sem nada industrializado seria um verdadeiro desafio! Eu nunca tinha feito qualquer coisa sem sazon ou caldo kinor ou aqueles novos saquinhos de tempero pra assar frango e carne. E aí na primeira semana eu já estava me sentindo muito adulta colocando uma folha de louro (!!!) pra cozinhar os legumes da sopa, colocando manjericão (<3), cebola, tomate.

Ainda reduzi drasticamente o sal com isso.

Whole 30 - Comida de VerdadeMercado Municipal de Pinheiros – Abril/16

A cozinha ainda não é simples e natural como a da minha avó, o espaço do frigobar é limitado e cozinhar só pra um tem sim seus desafios (se bobear tudo estraga, tudo). Tem que ter truque de Pinterest sim, tem que bater o hortelã com água pra conservar e ir consumindo a semana inteira e tem segunda-feira que essa casa vira uma fábrica de marmita pra semana toda, mas a gente chega lá. Nunca pensei, por exemplo, que ia gostar de chegar em casa e fazer uma sopa fresquinha (com uma folha de louro), em vez de só esquentar uma congelada. É, a gente chega lá.

BEDA 2016

Pessoal

BEDA #22: CRUSP – um ensaio e umas palavras

22 de agosto de 2016

Morei durante quatro anos no CRUSP, o Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo. Nas véspera da minha mudança me disseram “nada do que ouve sobre o CRUSP é verdade, tanto de bom, como de ruim” e essa acabou sendo a maior das verdades. Morar no CRUSP trás momentos maravilhosos e trás momentos horrorosos, sendo que você fica no meio termo a maioria do tempo. Mas por mais meio termo que seja, aquela não é a sua casa. A política na USP é super instável, os apartamentos podem ser instáveis (você não necessariamente escolhe quem vai dividir com você) e os seres humanos, eles são muito instáveis (um vizinho pode achar apropriado fazer um festa, com bateria, terça às 3hrs da manhã).

Em passagens que podem durar anos ou meses, as pessoas deixam pedaços delas ali. Eu não era de interagir muito (nem com vizinhos, nem com as minhas colegas de apartamento), mas eu me sentia parte do CRUSP só de andar pelos seus corredores, porque, mesmo quando vazios, as pessoas estavam ali, fosse na decoração (que não era permitida), fosse nos móveis que se estendiam pelo corredor (o que também não era permitido), fosse nos nossos animais de estimação comunitários (que, nunca me ocorreu pesquisar, mas não deviam ser permitidos).

Foi pensando nisso que fiz esse ensaio em 2013, quando estudei com os dois melhores fotógrafos, artistas e seres humanos que conheci. Hoje acho que as fotos tem uma técnica muito fraca, mas tenho muito carinho pela idéia de mostrar o CRUSP como um personagem, que era, ao mesmo tempo, o conjunto de todos nós.

CRUSP Conjunto Residencial da USP

CRUSP Conjunto Residencial da USP

CRUSP Conjunto Residencial da USP

CRUSP Conjunto Residencial da USP

CRUSP Conjunto Residencial da USP

CRUSP Conjunto Residencial da USP

CRUSP Conjunto Residencial da USP

CRUSP Conjunto Residencial da USP

CRUSP Conjunto Residencial da USP

CRUSP Conjunto Residencial da USP

Amei nossos bichos Chicão, Milu, Lenon, Paul, e claro, o meu adorado Rivelino (o gato que oficialmente pertencia ao 405B), como se fossem meus bichos, porque eram. Sempre serei grata ao porteiro que me recebeu com um sorriso acolhedor no meu primeiro dia e ao que falava que as meninas do 401 andavam sempre muito elegantes. Defenderei calorosamente a bolinha de queijo da USPão (sim, era a padaria), em qualquer debate sobre salgadinhos. E sempre terei vontades aleatórias de gritar “Canalha!”, nas minha janelas ou nas da Babi.

Pessoal

BEDA #21: Resumo da Semana 4 – Festa da Achiropita

21 de agosto de 2016

Quem vê os posts entrando religiosamente todas as manhãs deve imaginar uma vida pinterest reinando neste lar, mas acontece que eu ando uma bagunça. Tenho conseguido organizar bem os posts e as marmitas, mas todo o resto ainda precisa ser melhor esquematizado (algumaslindas estão fazendo posts sobre o bullet journal no BEDA e acho que vou por aí). E já estou inquieta, pensando em qual será o projetinho de setembro (é…). São muitas coisas pra fazer e muitas respostas pra receber, parece que quando alguém me dá certeza pra uma coisa, outras três questãs surgem no lugar. E o que eu faço quando preciso lidar com incerteza? Eu como:

A Festa da Achiropita

Festa da Achiropita

Há anos que queria ir na Festa da Achiropita (uma celebração italiana de rua aqui se São Paulo) mas adiava porque me falaram que era O Inferno na Terra™. E foi tranquilíssimo! Chegamos às 18hrs e pegamos filas de no máximo quatro pessoas, não tivemos problemas para circular e deu pra sentar na rua pra comer em locais próximos a ótimos pokestops (lá tem três). Lá pelas quinze pras nove, já estava bem mais cheio e andar passou a ser um desafio, mas já estávamos de saída.

O melhor da festa: vinho seco (a 3 reais!!!!)(tomei três e tomaria mais) e a Fogazza frita. O macarrão é bom, mas não é nada fora do comum. Como tudo é grande, porção de vó mesmo, se você não for da galera exagerada e precisar escolher um só, melhor ir na fogazza. Os doces são gostosos, mas esgotam muito rápido (20hrs não tinha mais quase nada). Em geral é tudo bastante barato (refri 2 conto) e aceita débito.

Tem rifa lá também, você pode ganhar um carro (1o lugar), um mini bug (2o lugar) ou 100 QUILOS DE PARMESÃO (3o lugar).
(se eu ganhasse o carro, pedia pra trocar)

Harry Potter and the Cursed Child (SEM spoilers)

snape

Terminei na outra semana na verdade. Senti sentimentos? Sim. Chorei choros? Sim. Odiei? Sim também. Iria na peça? Com certeza.

A Jô anunciou essa semana que vai fazer mais 3 mini livros de Hogwarts (e o Hogwarts – uma História que a gente TANTO PEDE, nada). Eu só consigo pensar que “parem essa mulher!!!”, mas vou comprar e ler porque é isso que a gente faz com Harry Potter. ODIEI Cursed Child, a temática é ruim, os personagens são fracos, tem falhas absurdas no roteiro e o resumo de tudo é que: já li muita fanfic melhor. Mesmo assim, foi como visitar velhos e queridos amigos que eu não via há muito tempo. Os sentimentos, eles são muito confusos.

A Internet™ já decidiu e registrou uma data oficial em que poderemos debater abertamente o livro?

O que teve no blog

O que teve nas miga

O que teve lá fora

  • Muito mais que Simone, Bolt ou Phelps, vamos falar de Oksana Chusovitina (a idade aqui é o que menos importa)
  • Por conta do seu novo app, as meninas do ABM estão fazendo unsposts bem legais de edição. 😉

E lá se foi a TERCEIRA SEMANA DE BEDA! (gente me abraça!)

BEDA 2016