Pessoal, Viagem

Aquele sobre Nova York

11 de outubro de 2017

Até meus 16 anos, meus únicos, previsíveis e nada criativos sonhos de viagem eram Nova York e Londres. Lembro que um dia um amigo me perguntou no pátio da escola qual o motivo de eu querer conhecer esses lugares e eu não soube explicar, até escrevi um post sobre isso em um blog super secreto aquele dia. Doze (12!) anos depois, eu casei com esse amigo e doze (12!) anos depois, mais precisamente nesta terça, eu embarquei para Nova York, que é hoje a cidade no mundo que menos tenho vontade de conhecer. E ainda assim eu quero TANTO conhecer.

Essa é uma viagem que veio no tempo certo. Acho que se fosse a primeira de todas, seria uma coisa deslumbrada, acho que se não viesse nunca, eu, eterna Do Contra, ia sempre desmerecer de longe. Talvez em outro momento eu não estivesse tão aberta a ir e viver de verdade (a princesinha dos julgamentos). Algo me mudou na Rússia e lembrei que em algum momento depois daquela pergunta aos 16 anos eu decidi que eu queria viajar pra cacete.

Além disso, eu estava bem precisada de um processador da KitchenAid.

Desde os meus 16 anos eu não pensava em Nova York, então peço perdão por todas as fotos legendadas única e exclusivamente com frases de Mensagem para Você (uma das MELHORES películas já feitas) e com “ei, bobão, me dá um chicletão“. Não vou ver a Estátua da Liberdade nem topo de edifício nenhum porque a gente pode estar aberta a coisas novas, mas a gente ainda tem certas imagens a manter. Vai ter flood no Instagram e agradeço não apenas o seu like, mas também o seu conselho, nobre internauta, porque apesar se ter estudado ferrenhamente Gossip Girl essas últimas semanas, sinto que podia estar mais preparada. xoxo me segue lá.

Mensagem para Você

Pessoal

Tag: Brinquedos Preferidos

10 de outubro de 2017

Aaaacho que lá nos idos de 2007 existia uma tag (na época ainda meme) de Dia das Crianças em que a gente listava os 10 brinquedos preferidos da infância. Meu post se perdeu junto com meus outros 12 anos de arquivos (sdds) e já que estamos de férias, por que não, não é mesmo? Eu googlei o assunto por aproximadamente 30 segundos e não sei se hoje os jovens tem um nome específico pra brincadeira, mas vamo.

1. Trailer da Barbie

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Em mais um episódio de a vida como ela é: sem dinheiro pra casa da Barbie, minhas bonecas foram morar num estacionamento de trailer mesmo. Ele era lindo e rosa e com todo esse ~aproveitamento criativo de espaço~ que me preparou bastante para a experiência de visitar imóveis na grande cidade de São Paulo.

2. Maquininhas de Qualquer Coisa

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Eu sempre amei as Maquininhas de Qualquer Coisa (da Eliana): Maquininha de Tricô, Maquininha de Escrever, Maquininha de Sorvete… Podia se dizer que nascia uma empreendedora, mas é que eu achava muito louca a idéia de poder fazer COISAS, em casa, sem precisar pedir dinheiro pros outros. Minhas bonecas ganharam infinitos cachecóis produzidos na Maquininha de Tricô.

3. Pense Bem

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Criança Cabeçuda e Medalha de Bronze na Olimpíada BRASILEIRA de Matemática ficou felizona com um brinquedo que em que se ganhava ponto quando acertava contas.

4. Lego

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De novo, criança cabeçuda e filha única. Me divertia horrores. Os gatos também.

5. Lango Lango

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Pedi um Meu Querido Pônei, ganhei um Lango Lango. Pensando a longo prazo, os ensinamentos foram mais úteis na Vida™.

6. Estrelinha da Mônica

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Não servia pra nada, mas colocando na palma da mão ela… acendia. <3 Ainda é um dos meus desenhos preferidos da Turma da Mônica (logo atras da Princesa e o Robô BAITA DESENHO). Parece que foi relançada agora, porque se ligaram que a gente paga caro por coisas dos anos 90 – menos chocolate, isso não relançam.

7. Polly Pocket

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Eu gostava de brincar com coisas pequenas. Muito pequenas. Pequenas como bonecas de 1 cm que moravam em casas de 12 cm. E as casinhas fechavam nesses estojinhos em forma de estrela e coração. Num deles tinha até uma uma fada e sua FOCA.

8. Pokémon

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Na escola todo mundo sabia qual era o melhor FORNECEDOR da 25 de março e como identificar as melhores ~réplicas~ (ah, a minha ZL <3).

9. Nunca tive, sempre amei 1: Escolinha da Moda

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A vizinha tinha esse que é apenas um dos brinquedos mais legais de todos os tempos: você encaixava várias peças om moldes pré-prontos, montava o ~~~look~~~, colocava um papel em cima e passava o giz de cera, ta-nã: desenho todo marcado até pra alguém com zero habilidades artísticas como eu.

10. Nunca tive, sempre amei 2: Megazord

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Eu amava Power Rangers, mas em casa existiu uma fase do “não deveríamos deixar ela ficar vendo essas coisas de menino“, de forma que ter um Megazord estava totalmente fora de cogitação. Aí eu brincava com o do meu primo. ¯\_(ツ)_/¯

Feliz dia das crianças, migas!

Filmes e Séries, Livros, Pessoal

RESUMO 11: Pode ser que eu esteja de férias

27 de setembro de 2017

E aí que eu entrei de férias. E poucas coisas são tão “AGORA VAI” para um blog quanto o fatídico estar de férias. Se não bastasse isso, a Rainha da Minha Vida disse que entra aqui todo dia e se esse não é o maior elogio já recebido pela casa, eu não sei qual poderia ser. Assim, cá estamos.

Sentindo – BlogDay 2017

No Grande BEDA 2016, postei por 33 dias seguidos, mas nesse ano morri da Praia dos Batalhadores do Dia 27. Já falei aqui que essa loucura de postar todos os dias é um excelente termômetro Disso Tudo que Tá Acontecendo™ e esse final não poderia ser mais simbólico. A rotina vinha me tirando muitas coisas ultimamente, mas o buraco causado por eu não estar andando descalça e bêbada pelas ruas da internet dia 31 de agosto, abraçando minhas amigas enquanto gritamos “conseguimooooos!!!!!” foi o preço mais injusto de todos.

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Apesar de não ter feito o BEDA como gostaria (eu vinha aqui e jogava posts, sem participar da grande farra de pular de blog em blog pra tomar café e jogar conversa fora), me descobri muito nele. Precisei de 27 posts seguidos pra me lembrar o que eu deveria saber já há 14 (14!!!) anos: que eu sou gente que escreve (como a Isa colocou desse jeito lindo aqui). E essa combinação de sentimentos significa muito.

Fazendo 1

Então que no primeiro dia das minhas férias a fiação do chuveiro pegou fogo. Eu tenho medo de uma infinidade de coisas e já cheguei a escrever um post sobre como é sentir medo o tempo inteiro, mas no receio de vocês me transformarem numa caricatura de Regina Duarte, acabou que o texto nunca foi pro ar. De toda forma, eu tenho medo (muito medo) de panela de pressão, de fiação dando ruim e de vazamento de gás (um episódio particularmente assustador daquele programa 911 envolvendo um papagaio). E aí que a fiação do chuveiro pegou fogo.

Há uns dias ele pelo menos tava tendo a decência de soltar um cheiro de queimado (“é só a resistência que tá pra queimar”, eles disseram). Segunda-feira não. Ouvi um barulho que parecia um ralo gigante e, olhando para baixo e notando que uma passagem direta para o Japão não se abria sob meus pés, olhei pra cima: CHAMAS. LABAREDAS.

Eu desliguei o chuveiro já imaginando como eu conseguiria um extintor e bombeiros pois claramente era óbvio que a casa toda viria a queimar.

E o fogo apagou sozinho.

No mesmo instante em que Cassandra, adentrou o box (que eu nem lembro de ter aberto), 100% ágil em meu resgate. No meio de toda-aquela-água. Baita gato.

ninja-cat.gifCassandra entrando no box.

O eletricista já veio e todos passamos bem. Odeio fios.

Fazendo 2

Eu fui no show do Guns.

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Pela sétima vez.

Da grade. E pela sétima vez eu ainda olhava aquelas pessoas que EU AMO TANTO e há TANTO TEMPO e sentia essa incredulidade por eles estarem ali, a cinco metros de mim, por eles serem reais, por estarem fazendo aquela coisa incrível junto com um estádio lotado. E eles estavam se divertindo tanto. E eu estava tão FELIZ. Era a sétima vez e eles eram tão bons que eu ainda esquecia como respirar. Era a sétima vez e o meu coração ainda parava porque o TANTO QUE EU AMO ESSAS PESSOAS. Era a sétima vez e ainda era toa aquela coisa sobre ser infinito. Foi a sétima vez e eu só queria ser capaz de sentir isso pra sempre.

Assistindo

Depois de tanto descaralhamento mental pré-férias, tenho usado os primeiros dias de folga para estudar Gossip Girl em maratonas de 10 episódios diários e quando a mente está enfim encontrando Paz & Sossego posso até encaixar um documentário os últimos foram:

Vesselmeninas que são tão apaixonadas por um tema que encorporam cheerleaders assistindo películas me add

Poucas coisas me emocionam tanto quanto mulheres se mobilizando para que outras possam tomar decisões sobre suas próprias vidas e esse documentário trouxe um monte de coisas que eu ainda não sabia sobre o assunto, ASSISTAM! (spoiler: brasileiras são incríveis d++++++)

Joshua: Teenager x Superpowermeninas que sentem que Hong Kong MEU PAÍS me add também

Super didático e super lindo (pois Hong Kong MELHOR CIDADE DO MUNDO), esse documentário explica muito bem as questões políticas e culturais da ~~~devolução~~~ de Hong Kong pra China. É outro dos meus temas preferidos ME CHAMEM PRA CONVERSAR.

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Lendo

Levei a biografia da Carrie Fisher pra fila do Guns e apesar de não ter conseguido ler quase nada (stop roqueiros 2017), acho que estou num bom momento pra esse livro que eu evitei tanto. A maneira como o lançamento desse livro foi divulgado foi desonesta & desnecessária, Carrie foi muito mais que a amante de Harrison Ford e se limitar a isso humilhou a ex-mulher dele e reduziu a história da atriz a uma fofoca. E ela escreve tão bem. E ela foi tão importante. E como vai ser horrível dizer adeus pra General Leia no fim desse ano, decidi começar a me despedir desde já.

Visitando

E eu fui pra Minas. E pra Belém do Pará. E pra festa da Nossa Senhora da Achiropita comemorar meu melhor aniversário com O Partido. MG é meu país e vocês já sabem (e vai ter post), Belém é uma baita cidade e todo mundo tinha que conhecer (mas espero que no fundo ninguém conheça porque senão estraga) e a festa da Achiropita tinha vinha bom & barato e carboidratos e as minhas pessoas. <3