Feminino

Os 3 últimos: itens de maquiagem

23 de maio de 2016

Talvez seja o frio, talvez seja o fato da ~blusa de fotógrafa~ que comprei no Sesc em 2014 (!) finalmente ter servido, talvez sejam as botas (pois: botas), mas se arrumar tem sido muito gostoso e acabei sentindo saudades de falar de maquiagem que nem a gente fazia antigamente, como boas amigas folheando catálogos da Avão depois do almoço. Sem guru de YouTube, sem #ad, sem “top 10 corretivos de cobertura média matte HD para usar a noite no frio entre 100 e 1000 reais“.

Os 3 Últimos: Itens de Maquiagem

Corretivo Maybelline Fit Me (cor: claro)

Uso bastante maquiagem da Maybelline (bastaaaante), mas nosso relacionamento guarda certas mágoas (por que as máscaras não vêm pro Brasil, por que???!!?!) e uma delas é/era o corretivo, que só vendia na versão stick. Quem. Usa. Corretivo. Stick. Em. 2016?! Esse novo da Fit Me fez curativos no meu coraçãozinho magoado pois: não caro (R$ 25,99 na Droga Raia – gente, façam cartão fidelidade até na quitanda, por favor), não-é-grosso-não-é-líquido-é-bom, cobre muito bem sem deixar a pele pesada e não fica brilhandinho. É um dos melhores corretivos que eu já usei (não significa grande coisa).

Essa linha Fit Me é a personificação da riqueza lá fora, os vidros e potes são lindos e tem aproximadamente 6514367919 cores, aqui a embalagem chegou meio nhé, só tem 3 tons de corretivo (claro, médio e escuro) e quatro de blush, mas segue o jogo. Sugiro estocar o que for possível agora no lançamento que o preço está melhor.

Pó Compacto Vult (cor: 02)

O pó dessa linha aí de cima ainda não chegou em todo lugar e alguém falou no Snapchat (não foi o Padre, mas poderia ser) que o da Vult era muito bom. E é mesmo. Durou o dia todo, todo, todinho e só não cobriu o trouxa que está escrito na minha testa por ter passado anos pagando o dobro no pó da Maybelline. Amei a textura, vem bastantão no pincel, mas não pesa no rosto e a embalagem é bem boa (com aquele compartimentinho separado de colocar a esponja que eu não uso, mas acho chique).

Lápis Avon Mega Impact (cor preto)

Se depois de subir meio degrau na escada da vida eu estava esnobando maquiagem da Vult, fazia também uns bons anos que eu não usava Avon (mas sempre folheei os catálogos porque em festa de família isso é uma questão de educação), gastei 01 fortuna buscando um lápis de olho que não escorresse me dando olheiras de fã de Evanescence dos trópicos. Aí veio Avon e por 20 realidades tenho o lápis perfeito: macio, não escorre, não borra, não carimba e não precisa arrancar o olho e jogar na máquina pra tirar. MELHOR lápis.

E é isso meninas, no próximo vídeo eu vou mostrar os recebidos de maio (um monte de conta).

Lifestyle

30 Antes dos 30 – Abril 16

22 de maio de 2016

Esse é um dos posts de acompanhamento do projeto 30 antes dos 30. A lista completa do que ser e fazer está aqui.

No começo desse ano, desse projeto, desse blog, ou de qualquer coisa que envolva um planner e resoluções pessoais em canetas coloridas, eu só queria que independente de quantos papéis de trouxa fizesse, que eu não parasse no tempo. E fico muito, muito feliz de finalmente estar vivendo.

1. Ser mais tia

Esse mês ganhei a badge de ouro, a mais esperada, a mais sagrada: elas vieram me contar segredos!!! A gente estava no ônibus indo pro pequeno roteiro comunista que preparei pra elas e do nada começaram a surgir várias frases que começavam ou terminavam com “não vai contar pros meus pais“. Quase explodi de felicidade e deixei elas escolherem porcarias ilimitadas na doceria pro café da manhã.

Fomos na Paulista Aberta, no MASP (elas piraram e não queriam vir embora???), no Trianon e na RiHappy do Shopping Cidade de São Paulo que tem vários brinquedos abertos pras crianças e onde o bullying para com os adultos que brincam de lego é bem limitado.

Foi aniversário da mais velha também e consegui comprar uma das novas Barbies que é igualzinha a ela (corpo + cabelo + tom da pele <3).

30 Antes dos 30 - Abril

2. Viver em paz com meu guarda-roupa

A gente ainda não se ama, mas tenho descoberto as coisas que gosto (e um monte, um monte de coisa que vai embora). De repente sou uma pessoa que gosta de shorts e vestidos (???). Saí de pernas de fora todos os fins de semana de abril e tô amando muito o mundo de possibilidades que isso abre.

E fui no endócrino porque essas roupas não vão se vestir sozinhas.

3. Ser a Mônica Geller

Prestes a completar um ano na casa nova, recebi as duas amigas que mais me ajudaram nos corres do apartamento: uma irmã que escolhi quando tinha 12 anos e uma que ganhei aos 22. Eu sou do grupo de pessoas que acha que família a gente vai escolhendo por aí e que são as pessoas que deitam com você em mil camas diferentes quando você vai comprar a sua ou olham as fotos dos 898790 apartamentos que você visita (e leem o seu contrato de aluguel quando um dá certo).

Eu ainda ia receber os vizinhos-novos-do-andar-de-baixo-que-tem-um-gato (talvez eles tenham nomes), mas não deu certo e a cerveja pras visita foi consumida sem nenhuma pompa (estava muito boa).

4. Ser a moça tatuada

Está paga a primeira parte da Tatuagem 1 da perna, que será feita: mês que vem! :DDD

6. Sair mais para coisas novas (e 9. Viver ao ar livre)

30 Antes dos 30 - Abril

Eu virei essa pessoa que acorda no final de semana, sai para fotografar (de shorts), aí almoça comidinhazinhas em um lugar novo e caminha (de shorts) até uma exposição. Que vai em cinema de rua e tropeça num café novo na volta. Que sai de casa (de shorts) e vai até lá longe pra conhecer uma hamburgueria nova. Que sai pra a pé até a casa da irmã (de shorts) e descobre mais um café no caminho.

Além de andar muito a pé (apesar do sol, que é uma coisa que eu costumava evitar de qualquer jeito), também teve a parte da Paulista Aberta e de sentar no Trianon pra tomar café da manhã com as meninas. Elas nunca tinham parado só pra matar tempo e comer em um parque, é uma coisa que eu fazia todo santo dia em Hong Kong e que me faz uma falta danada (foi ótimo).

Lugares novos:

  • Andreus Galeria <3
  • Casa do Porco
  • NB Steak
  • Let’s Beer
  • Casa Café Bar <3
  • Mercado Municipal de Pinheiros
  • Comedoria Gonzales
  • Na Garagem

7. Criar e guardar bem minhas lembranças

Ando muito frustrada com isso. Esse mês descobri o Chatbooks e pensei: “é isso!”, mas tenho odiado tudo que fotografo, especialmente o tratamento. A gente tem falado muito (123) sobre esse minimalismo exagerado e sobre esses feeds que são feitos de fotos cuidadosamente montadas para serem ~harmônicas~, mas sinto muita falta de unidade nas coisas que faço e acredito que se estivesse fazendo direito (~a nível de~ fotografia), conseguiria passar uma identidade visual, um clima, um toque que fosse que unificasse todas essas fotos e memórias. Eu estudei especificamente “ensaios fotográficos” e era a parte que eu achava mais incrível.

Segue em frente, tem outros mês.

8. Aparecer nas fotos

30 Antes dos 30 - Abril

Vocês me desculpem, mas eu não só apareci na foto, mas eu me amei demais nessa foto do meio. Ficou tarde pra entrar no ~bela, recatada e do lar~ (porque a polícia da internet é extremamente rígida com prazos), mas fica o registro. Pela atenção, obrigada!

10. Novas formas de se alimentar

30 Antes dos 30 - Abril

Além de visitar muitos locais novos, tem a parte de eu estar variando bem a quantidade de comida e tendo um controle maior de fome x ansiedade (e quero colocar me endócrino num pedestal por isso). Também tenho me arriscado mais pra cozinhar coisas (coloquem canela na carne moída) e aprendido certos truques.

 

Livros, Música

Playlist e resenha: Privacidade, Músicas e Musas

26 de abril de 2016

Esse post está nos rascunhos desde março (era para o dia da mulher), porque eu tenho medo de falar qualquer coisa relacionada a feminismo. E acredito que muita gente também tem. Se você acha que alguma coisa aqui está errada, puxe uma cadeira, vamos conversar.

Em 2013, em um endereço que não existe mais, fiz um post sobre o livro Músicas e Musas que teve um burburinho bem gostoso. Sou ruim de previsão pra saber quando um post cativa ou não, mas várias migas vieram me dizer que compraram o livro e mais de uma vez o assunto foi debatido numa mesa de bar. A Tati até escreveu um post.

APTO 401 - Músicas e Musas

O livro é a tradução do A Girl in the Song e trás a história de 50 mulheres que inspiraram grandes clássicos pop. A edição é muito linda, capa dura, papel bom , fotos com boa qualidade. A versão brasileira tem estética idêntica a original, então nesse ponto você não perde nada comprando a tradução aqui.

Na primeira vez que li esse livro, vi ali apenas o que estava escancarado: um toquezinho de fofoca, muitos casais pra shippar, finais felizes, finais tristes e o amor. O amor bonito. Mas em três anos, a gente aprendeu muito.

Não vou entrar aqui na questão de apenas uma música ter sido escrita por uma mulher (e essa música ser cheia de ódio) ou na maneira exclusivamente romântica como as outras 49 foram retratadas no livro (vai ter um outro post pra isso, dsclp, pois cometi textões), mas em duas histórias específicas.

Diana Ayoub, teve uma multidão de repórteres invadindo desde o seu quarto (colocando uma escada do lado de fora da sua janela no meio da noite) até sua formatura do colegial, porque todos queriam saber quem era a mulher que deu nome a música de Paul Anka, hit da época. Ele era um menino de 15 anos que se apaixonou pela garota mais velha (ela tinha 18), não foi correspondido e fez uma música sobre isso. Paul ganhou rios de dinheiro. Diana teve a vida exposta e tumultuada durante anos, até finalmente conseguir um pouco de paz sendo gerente do armazém de uma atacadista de roupas em Ottawa.

Helô Pinheiro, única brasileira do livro e mundialmente conhecida pela música de Tom e Vinicius, nunca ganhou um centavo com a composição que inspirou (e, segundo conta, nem pediu por isso – e ninguém aqui está pedindo também), mas quando tentou registrar a marca “Garota de Ipanema” para sua loja de moda praia, foi processada pelos filhos de Vinícius. Tudo bem ser musa, tudo bem estar apenas andando até a praia e de repente ter um país inteiro falando de suas curvas só porque você cruzou com dois compositores no caminho. Tudo bem tirar a roupa para a Playboy, porque é isso que o país inteiro quer ver, mas não ouse lucrar com isso de alguma forma que não seja mostrando o corpo (abrindo seu próprio negócio, por exemplo).

Não é como se Helô, no Brasil de 1962, pudesse ser alguma coisa além de A Garota de Ipanema, não é como se ela pudesse chegar em qualquer empresa escritório e ser bancária, advogada, administradora. Não é como se Diana, perseguida por repórteres e com o rosto divulgado a quatro cantos, pudesse ser uma funcionária comum sem levar tumulto por onde passava.Alguém decidiu por elas.

Nas páginas de Músicas e Musas ainda consigo ver parte do amor lá da minha primeira lida há três anos (temos Maybe I’m Amazed, afinal de contas), mas não consigo esquecer como Diana e Helô tiveram seus espaços invadidos. E que isso mudou suas vidas para sempre. E que ninguém se importa com isso, porque elas são “musas” e deveriam se sentir ~honradas~ com os elogios e pela atenção.

A música de Paul Anka completa seis décadas em 2016, seis anos a mais que a de Tom e Vinícius, mas hoje ainda vivemos essa cultura de que ter o espaço invadido pode ser até uma coisa positiva. Para muitos ainda é inadmissível que essas mulheres se incomodem com uma letra de música expondo sua intimidade e seu corpo, assim como é irracional não gostar dos ~elogios~ gratuitos dos desconhecidos que passam na rua. E todo oito-de-março, é absurdo não achar lisonjeiro receber a droga da flor.

Já são três anos desde a minha primeira leitura, nesse meio tempo conheci na pele um machismo que ainda era inédito pra mim, que desmerece minha capacidade intelectual e acha que meu corpo é propriedade pública. Mas também aprendi que a gente pode sim fazer barulho, que a gente não vai aceitar assovio na rua e que doa a quem doer, quem vai mandar no meu corpo e na minha privacidade sou eu.

APTO 401 - Músicas e Musas

Playlist: Músicas e Musas

Fica aqui a playlist com as 51 músicas do livro (Pattie Boyd ganhou duas), porque alguns desses senhores realmente tinham algo a dizer. Porque quando todos os envolvidos estão de acordo, existem formas lindas de demonstrar sentimentos. Com flores, chocolates, com um “gostosa” e com músicas.

Ainda vai ter post do livro “A Boy in the Song“. E aí a gente conversa mais.
E ainda vai ter playlist das minas pras minas (e eu vou precisar muito da ajuda de vocês).